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Saiba escolher a impermeabilização ideal para cada tipo de piscina

Argamassas poliméricas, dupla manta asfáltica ou cimento cristalizante. As soluções devem ser estudadas de acordo com cada projeto

Por Tatiana Arcolini e Paula Barradas

A impermeabilização é indispensável para qualquer área ou superfície que tenha contato com água ou umidade, especialmente as piscinas. Tanto as construídas em casas quanto as feitas em coberturas de apartamentos devem receber um revestimento bem-feito, com sistemas impermeabilizantes moldados in loco ou com pré-moldados.

De acordo com a arquiteta Camila Klein para garantir os melhores resultados, a impermeabilização precisa ocorrer ainda na construção, uma vez que impermeabilizar as fundações é extremamente importante. Se realizado corretamente, o procedimento impedirá que as estruturas sejam ‘atacadas’ pela umidade, protegendo-as contra desgastes, fissuras, fungos, corrosão das armaduras, deterioração do concreto, descascamento de pinturas, entre outras consequências.

“Vale lembrar que os vazamentos são piores nas piscinas do que em qualquer outro lugar que tenha contato com a água, pois, além de comprometer a estrutura de concreto, resultam em elevado consumo de água e infiltrações no subsolo e na estrutura do imóvel”, revela a engenheira Maria Amélia Silveira, do departamento técnico da Viapol.

Caso a caso

Ao contrário do que se pensa, cada piscina exige um tipo de produto impermeabilizante – e vários detalhes influenciam no projeto, como o local, o tipo e a inclinação do solo, a quantidade de água ou umidade prevista para o ambiente, a condição das estruturas, até a utilização interna ou externa. “Todos esses são fatores a serem analisados antes de iniciar a impermeabilização”, esclarece a engenheira.

O Instituto Brasileiro de Impermeabilização também orienta a prestar atenção no tipo de apoio da piscina (se enterrada, semienterrada, apoiada no solo ou elevada), para realização do projeto. Para o arquiteto Tito Ficarelli, da Arkitito, a profundidade e o tamanho também impactam na decisão sobre qual tipo de impermeabilização usar, principalmente em piscinas muito grandes e fundas que tenham juntas de dilatação estrutural. Nesses casos, exige-se um projeto de impermeabilização específico.

ImpermeabilizaÇÃo em detalhes

Não é apenas a área externa rente ao solo que deve ser impermeabilizada. Toda a superfície interna da piscina que está em contato com a água deve receber o procedimento, pois evita o ataque às armaduras e ao concreto.

Somente as piscinas de PVC, vinil e fibra de vidro dispensam impermeabilização. Estas, segundo pondera o engenheiro Jerônimo Cabral Fagundes Neto, “são feitas com materiais de vida útil bem menor do que as piscinas de estrutura de concreto revestidas com placas cerâmicas ou pastilhas”. Isso porque, como explica o técnico da Sibrape Pentair, Marcio Antonio da Silva, as piscinas de vinil têm excelente qualidade, pois o revestimento vinílico acaba sendo, de certa forma, uma película flexível que exerce a função de impermeabilização.

Para as de concreto existem diversos tipos de impermeabilização, mas o sistema flexível é o mais indicado, segundo informa o gerente técnico e de novos produtos da Mactra, Vicente Parisotto Jr. “O sistema flexível acompanha as pequenas movimentações da estrutura da piscina”.

Assim que a impermeabilização for concluída, deve-se fazer o teste de estanqueidade, enchendo a piscina por 72 horas para verificar se ocorrem vazamentos ou variação no nível da água. O teste é fundamental, pois, se houver qualquer falha e a piscina já tiver recebido os acabamentos, fica muito mais caro e complexo solucionar o problema.

Regulamentação

Para construir piscinas, a ABNT exige que sejam seguidas as normas de impermeabilização em geral e as normas específicas para piscinas:

- NBR 9818:1987
- Projeto de execução de piscina (tanque e área circundante)
- NBR 9819:1987
- Piscina - NBR 11239:1990
- Projeto e execução de piscina
- NBR 11238:1990 - Segurança e higiene de piscinas

Trincas em reboco

Muitas vezes é quando a piscina está pronta para receber o acabamento de pastilhas ou azulejos que aparecem as temidas trincas no reboco – geralmente de retração, em função da perda de parte da água de amassamento durante o processo de cura da argamassa. A engenheira Maria Amélia Silveira explica que essas trincas ocorrem em maior intensidade quando se usa argamassas muito ricas em cimento, água em excesso, ou quando se executa a camada do reboco com grande espessura.

Caso trincas finas apareçam na argamassa executada sobre a impermeabilização, é possível fazer o acabamento em pastilhas ou azulejos com argamassa colante flexível e o problema estará resolvido, pois as trincas não se propagam para a camada mais deformável do revestimento.

Se, por outro lado, a piscina ainda não tiver sido impermeabilizada e as trincas da argamassa forem finas, ou seja, menores do que 0,05 mm, é possível executar uma impermeabilização flexível capaz de vedá-las e manter a impermeabilidade total. Essas impermeabilizações são, em geral, feitas com mantas asfálticas ou com argamassas poliméricas flexíveis.

Agora, se aparecerem trincas com abertura de alguns milímetros, elas devem ser calafetadas com mástiques elásticos, asfálticos ou em poliuretano previamente à execução da camada de impermeabilização. “A aplicação do mástique é feita abrindo-se ao longo da trinca uma seção em V com cerca de 1,5 cm na superfície e cerca de 1 cm de profundidade, exatamente onde será colocado o mástique. Após a cura, executa-se a impermeabilização, reforçando-a nos locais das trincas”, conta a engenheira da fabricante Viapol.

10 falhas mais comuns

A arquiteta Camila Klein conta que os problemas mais frequentes que resultam no insucesso da impermeabilização têm origem nas falhas de execução que, na maioria das vezes, estão relacionadas à umidade, ao descolamento, à fissuração e às próprias falhas de impermeabilização. São elas:

1. Ausência de projeto;
2. Escolha inadequada de materiais ou sistemas;
3. Falhas nas juntas e emendas;
4. Não execução de rodapé de impermeabilização 20 cm acima do piso acabado;
5. Falta de proteção da base de platibandas, permitindo a infiltração sob a impermeabilização;
6. Falhas na execução, como falta de argamassa de regularização que ocasiona a perfuração da impermeabilização e não arredondamento dos cantos e arestas;
7. Execução da impermeabilização sobre base úmida ou empoeirada, que compromete a aderência, gerando bolhas que poderão ocasionar deslocamentos e rupturas da película impermeabilizante;
8. Uso de camadas grossas na aplicação da emulsão asfáltica para economia de tempo, dificultando a cura da emulsão;
9. Instalação de floreiras na cobertura de modo a possibilitar a penetração de água por cima do rodapé impermeabilizado;
10. Colocação de camada de brita sobre a cobertura, com o intuito de efetuar uma correção térmica, que pode ocasionar fissuras devido à sobrecarga da laje (caso isso não tenha sido previsto no projeto inicial).

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