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Obras paralisadas do PAC represam R$ 135 bilhões em investimentos

Segundo estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Senai, são 4,7 mil obras de infraestrutura paradas. Cerca de 43% ficam na região Nordeste

Texto: Yuri Soares

Segundo estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Senai, são 4,7 mil obras de infraestrutura paradas. Cerca de 43% ficam na região Nordeste


Das obras paralisadas, 29,8% correspondem a urbanização de assentamentos precários, 22,4% a saneamento e 14,8% a creches e pré-escolas (Créditos: divulgação/ Prefeitura de Várzea Grande)

15/04/2019 | 09:54 - Estudo apresentado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional) apurou que 4,7 mil obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), equivalentes a R$ 135 bilhões de investimentos, estão paradas. Desses empreendimentos, 43,3% estão na região Nordeste; 20,8% estão no Sudeste; 16% no Norte; 11,7% na região Sul, e 8,2% no Centro Oeste. 

A pesquisa aponta que em 183 obras até 10% dos trabalhos já foram executados; em 196 obras de 11% a 30% das ações foram realizadas; em 165 obras de 31% a 50%; em 168 obras de 51% a 70%; em 158 obras de 71% a 90%; e em 130 obras de 91% a 100%. Do total de investimentos para os projetos, R$ 65 bilhões já foram consumidos.

Conforme o levantamento, 27,4% dos empreendimentos estão parados devido a problemas com documentação, 14,8% por questões relacionadas a boletins de medição, 13% por reprogramação, e 10,4% por pendências com licitação.

Das obras paralisadas, 29,8% correspondem a urbanização de assentamentos precários, 22,4% a saneamento e 14,8% a creches e pré-escolas. A área da saúde também é umas mais afetadas, já que 36% do total de obras paralisadas (1.709) são de novas unidades básicas de saúde (UBS), que aguardam conclusão há até quatro anos.

A conclusão do estudo é de que grande parte das obras paralisadas é de baixo valor e estão em estado bastante adiantado. A retomada destes empreendimentos, localizados em sobretudo em áreas carentes, iria gerar 500 mil postos de trabalho, além da movimentação da economia local.

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