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Presidenciáveis debatem propostas para infraestrutura com empresários

Encontro organizado pela ABDIB no último dia 20 reuniu candidatos à presidência e a representante da chapa do PT com 300 empresários do setor. Conheça as soluções apresentadas

Texto: Pedro Miranda

Encontro organizado pela ABDIB no último dia 20 reuniu candidatos à presidência e a representante da chapa do PT com 300 empresários do setor. Conheça as soluções apresentadas


Candidatos apresentaram alternativas para aumentar o investimento em obras de infraestrutura (crédito: shutterstock.com / Alf Ribeiro)

22/08/2018 | 18:00 – A Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) organizou no último dia 20 um encontro entre os candidatos à presidência e a representante da chapa do PT com 300 empresários. O evento tinha como objetivo debater propostas sobre o futuro do setor da Infraestrutura.

Cada político teve uma hora, sendo os 15’ iniciais para apresentação sobre infraestrutura; 30’ para responder perguntas feitas pela mediadora do encontro e os 15’ finais para responder perguntas escolhidas pela plateia.

O evento foi realizado em dois períodos, sendo que na parte da manhã, participaram Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL) e Manuela D’Ávila (PCdoB), representando Luiz Inácio Lula da Silva (PT); e à tarde compareceram os candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Ciro Gomes (PDT).

Propostas para infraestrutura

Marina Silva (Rede Sustentabilidade)
A energia renovável foi um dos temas abordados por Marina. Segundo a candidata, o País precisa diversificar as fontes de energia para seguir uma tendência mundial de economia de baixo carbono. Ela também pretende incentivar parcerias público-privadas. “Tenho uma visão de país que tenta sair da armadilha do estado provedor”, afirmou.

Manuela D'Ávila (PCdoB)
Representando a chapa do PT, Manuela reforçou a intenção de aumentar a capacidade de investimento do Estado. Para isso, investiria aproximadamente R$ 100 bilhões – advindos do BNDES e das reservas internacionais – no setor de infraestrutura. A prioridade seria a conclusão de cerca de 7 mil obras que estão paradas atualmente.

Guilherme Boulos (PSOL)
O candidato do PSOL também entende que o Estado precisa estar mais ativo no investimento em infraestrutura e criticou o montante atual investido pelo País. “Para os padrões latino-americanos, 2% do PIB para investimento em infraestrutura é baixo. A nossa pretensão é dobrar esse investimento para 4% do PIB”. Para conseguir os recursos necessários, Boulos tem a intenção de realizar uma reforma tributária que fortaleça o poder de financiamento do Governo.

Geraldo Alckmin (PSDB)
Alckmin afirmou que o aumento no investimento de infraestrutura passa pela implantação de uma política de ajuste fiscal visando um acerto das contas públicas. O ex-governador de São Paulo também reforçou a intenção de investir em saneamento básico e afirmou que, caso seja eleito, todo recurso arrecadado com a cobrança de Cofins e Pasep será investido em saneamento.

Henrique Meirelles (MDB)
Retomar e finalizar as obras paradas é uma das prioridades de Meirelles. “Há no país 7,4 mil obras paralisadas ou quase prontas. É necessário R$ 77 bilhões para concluir essas obras. Acho que é viável, temos condições e será feito”, afirmou. O candidato também reforçou a importância da estabilidade na economia para atrair investidores para a indústria nacional.

Ciro Gomes (PDT)
Para conseguir realizar investimentos em qualquer área, Ciro afirmou ser necessária a revogação da PEC do teto de gastos e uma nova equação fiscal que incentive a compra de bens de capital. Além disso, declarou que pretende injetar U$ 30 bilhões da reserva cambial na economia. “Isso não tem efeito inflacionário nenhum e pode ser o [fator] que precisamos para virar o jogo já no primeiro momento”.

Agenda 2018
Além do debate, foi apresentada no evento uma agenda de propostas elaborada pelos comitês temáticos da ABDIB. O documento foi construído em três pilares: medidas macroeconômicas para permitir a retomada do crescimento econômico; propostas matriciais que impactam igualmente todas as áreas de infraestrutura; e propostas setoriais específicas para os mercados de infraestrutura.

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