4 fatores a se considerar para comprar um imóvel na pandemia

Entre as mudanças do mercado imobiliário, a principal é o home office, que obrigou as pessoas a procurarem por unidades que unem conforto e versatilidade

Publicado em: 08/06/2021

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

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Localização é talvez o item de maior peso durante a fase de avaliação de um imóvel, sendo decisiva na grande maioria das decisões de compra (Créditos: Vinicius Bacarin/ Shutterstock)

Quantos metros quadrados tem o imóvel? São quantos dormitórios? Em qual região está localizada? E o preço?

Adquirir uma casa ou um apartamento levanta uma série de questões que precisam ser avaliadas. Com o atual cenário social e econômico – e com as incertezas em relação ao futuro –, a escolha se torna ainda mais difícil.

Por isso, listamos 4 fatores a se considerar para comprar um imóvel na pandemia.

Confira!

1. Função do imóvel

O home office já é uma realidade na rotina das pessoas. Especialistas afirmam que esse “método” de trabalho permanecerá após a pandemia da Covid-19. Sendo assim, pensar na função do imóvel – e em quais atividades serão exercidas dentro dele – é um aspecto fundamental na hora de fechar o negócio.

“É preciso entender quais são os desejos de vida e as necessidades do futuro morador. Cada projeto tem seu perfil de público – pessoas solteiras, casadas, com filhos, com ‘pet’ etc. Mas todos têm em comum o desejo da privacidade, segurança, mobilidade, qualidade de vida e bem-estar”, diz João Leonardo Castro, diretor de Desenvolvimento e Gestão de Produtos da incorporadora SKR, localizada em São Paulo (SP).

2. Localização

A localização é, talvez, o item de maior peso durante a fase de avaliação de um imóvel, sendo decisiva na maioria das decisões de compra. Além de o imóvel reunir todas as características desejadas pelo morador, é importante que esteja situado em uma região que traga facilidades, com proximidades ao local de trabalho, a escolas e a centros comerciais, por exemplo. Vale ressaltar, porém, que no contexto pós-pandemia, a expectativa é que a situação mude um pouco.

“Muita gente passou a trabalhar de forma remota e, por isso, não precisa mais se deslocar para o escritório. A tendência é que as pessoas passem a morar em regiões mais periféricas, em casas maiores e mais baratas, o que garantirá maior qualidade de vida”, conta Fabio Villas Bôas, coordenador do Comitê de Meio Ambiente do Sinduscon-SP (Comasp).

O profissional ainda diz que, com a pandemia, as pessoas começaram a reparar mais em seus lares. “Passou-se a valorizar muito mais uma vista bacana, um cômodo melhor iluminado, uma sala mais silenciosa”.

3. Planejamento financeiro

Outra etapa essencial até a compra é o planejamento financeiro, já que a aquisição do imóvel pressupõe um grande investimento. É importante avaliar – e considerar – todos os gastos envolvidos no negócio, como: financiamento e pagamento; taxa de juros; custos presentes e/ou futuros.

“O planejamento financeiro é fundamental para comprar o imóvel desejado, tanto na hora da aquisição quanto no momento da quitação da unidade, uma vez que os financiamentos estão bem longos, chegando a durar até 30 anos”, explica João Leonardo Castro.

4. Estrutura da unidade

Outro requisito é avaliar as possíveis mudanças que poderão ocorrer com o passar dos anos. Independentemente do perfil do público, é importante pensar no futuro e escolher espaços que possam ser modificados e adequados.

Segundo Ricardo Teixeira, sócio-diretor da URBS Imobiliária, localizada no estado de Goiás (GO), com as várias alterações que tem acontecido no mercado de trabalho, a adaptação de lançamentos para atender às novas demandas é fundamental.

“Em projetos que pegamos desde o início, temos criado uma espécie de estúdio para que as pessoas possam trabalhar. Não há dúvidas que haverá um sistema híbrido. As pessoas irão trabalhar tanto de forma digital quanto presencial”, afirma.