6 dicas para inspeção e manutenção de piscinas

Ícones de conforto e bem-estar, piscinas devem ser submetidas a intervenções periódicas para garantir durabilidade e evitar interdições inesperadas

Publicado em: 16/03/2021Atualizado em: 11/06/2021

Texto: Juliana Nakamura

Inspeção e manutenção de piscinas
Sistema hidráulico da piscina deve ser inspecionado periodicamente (Foto: B Ledger/Shutterstock)

Seja quando construídas em concreto armado, alvenaria, fibra de vidro ou vinil, as piscinas devem ser submetidas a inspeções e manutenções preventivas para a preservação de sua vida útil. Quando bem projetadas e executadas, essas estruturas são bastante duráveis. Ainda assim elas podem demandar reparos e, eventualmente, substituições de componentes, que vão além da limpeza e do controle da qualidade da água. Há uma norma técnica, inclusive, que trata desse assunto: a ABNT NBR 10.339:2018 Versão Corrigida: 2019 — Piscina — Projeto, execução e manutenção. O texto especifica requisitos e parâmetros aplicáveis a todas as tipologias de piscinas.

Confira a seguir seis boas práticas que devem acompanhar intervenções e reformas em piscinas:

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1) Invista em um exame minucioso e periódico

A verificação deve se atentar a sinais de infiltração, possíveis vazamentos na tubulação e rachaduras
Thiago Fraga Lima

De acordo com o técnico em manutenção, Thiago Fraga Lima, as piscinas de alvenaria precisam ser inspecionadas a cada três meses. Já para os modelos de fibra, podem ser checados anualmente. “A verificação deve se atentar a sinais de infiltração, possíveis vazamentos na tubulação e rachaduras”, diz Lima, lembrando que os problemas podem aparecer tanto na estrutura (fundo e paredes), quanto na parte hidráulica.

2) Busque sinais de infiltração e vazamentos

Como ocorre com outras estruturas, ao longo de sua vida útil as piscinas dão sinais de que precisam de reparos. Devem despertar preocupação o aparecimento de bolhas e fissuras no revestimento e sinais de infiltração (umidade excessiva, mofo) no entorno da piscina, como em deck e muros. Merecem intervenção urgente as piscinas que apresentam nível da água constantemente abaixo do normal. Reservatórios que perdem três milímetros ou mais de água por dia provavelmente têm algum tipo de vazamento.

3) Priorize itens de segurança

Durante a inspeção de piscinas, não se pode deixar de verificar componentes que têm relação estreita com a segurança. É o caso do piso antiderrapante (no deck e no fundo das piscinas), fundamental para evitar escorregamentos e quedas. Também vale verificar o estado das bordas das piscinas e dos degraus.

Outros itens que merecem atenção são:

• Barreiras de isolamento de acesso à piscina, como, grades, muretas ou cercas com portões;
• Grelhas do ralo anti-aprisionamento;
• Botão de emergência (dispositivo que quando acionado desliga a circulação e sucção da água);
• Placas de indicação de profundidade da piscina.

4) Quando substituir revestimentos?

Seja por motivos técnicos, seja por razões estéticas, uma intervenção comum em piscinas é a troca de revestimentos cerâmicos, pastilhas e rejuntes. Em piscinas de alvenaria é recomendável a renovação de rejuntes a cada dez anos. Em reparos mais pontuais, é possível utilizar argamassas e rejuntes subaquáticos, que dispensam o esvaziamento total do reservatório.

Quando falamos em piscinas de vinil, pequenos cortes ou furos no bolsão podem ser reparados sem esvaziar o volume. Mas diante de danos maiores, a recomendação é a troca do vinil. De modo geral, os fabricantes asseguram aos bolsões uma durabilidade em torno de dez anos.

No caso das piscinas de fibra de vidro, passados alguns anos de uso, pode ser necessário lixar e refazer a pintura. Isso porque os raios solares e o cloro adicionado à água desbotam o acabamento.

5) Limpeza e utilização adequados

É importante atentar-se à limpeza, à quantidade de cloro utilizada e à utilização de materiais nas juntas de dilatação que suportem a submersão, além da manutenção periódica das bombas
Natália Arneiro

A adoção de boas práticas no uso e operação das piscinas é determinante para prolongar sua vida útil e evitar paralisações não programadas. “É importante atentar-se à limpeza, à quantidade de cloro utilizada e à utilização de materiais nas juntas de dilatação que suportem a submersão, além da manutenção periódica das bombas”, comenta a engenheira Natália Arneiro, da MBigucci.

6) Programe as intervenções

A reforma de piscinas costuma acontecer durante o inverno, período em que há menos utilização e menor incidência de chuvas. Vale lembrar que alguns serviços, como a substituição de vinil, não podem ser realizados em dias de chuvas ou ventos fortes.

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Colaboração técnica

Thiago Fraga Lima
Thiago Fraga Lima – Eletrotécnico e técnico em manutenção de piscinas e motobombas. É franqueado iGUi em Xangri-lá (RS).
Natália Arneiro
Natália Arneiro – Engenharia civil na construtora MBigucci.