700 equipamentos dão novo traçado para a Rodovia dos Tamoios

Duplicação da Rodovia dos Tamoios promete melhorias no padrão de serviços, qualidade operacional e segurança aos usuários.

Publicado em: 25/09/2013Atualizado em: 01/11/2013

Texto: Redação PE

A Rodovia dos Tamoios (SP-99), que liga a cidade de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, à Caraguatatuba, no Litoral Norte de São Paulo, é importante via para o escoamento da economia ao Porto de São Sebastião, um dos mais importantes do país. Por dia, 16 mil veículos trafegam pela pista que atualmente opera em dois sentidos em quase todos os seus 80 quilômetros. Mas em pouco tempo esse cenário deve mudar.

A obra de duplicação dessa rodovia está estruturada em três etapas. É uma antiga reivindicação não só para aqueles que dependem economicamente das atividades do porto mas para as necessidades de interligação entre as cidades do litoral norte com mais segurança.

A previsão da Dersa é de que a primeira fase da nova Tamoios, no trecho planalto (que compreende os quilômetros 11 e 60) seja concluída antes do início da temporada de verão 2013/ 2014. Nesta fase, segundo Pedro da Silva, diretor de engenharia da DERSA, a frota utilizada é de aproximadamente 700 equipamentos, incluindo caminhões, escavadeiras hidráulicas, motoniveladoras, pás carregadeiras, retroescavadeiras, perfuratrizes, rolos compactadores, tratores de esteira, entre outros.

A segunda e terceira etapas estão em fase de licenciamento ambiental. A segunda, chamada Trecho Contornos, comportam quatro lotes. São 38 quilômetros no Litoral Norte da implantação dos Contornos Norte e Sul de Caraguatatuba e São Sebastião. O primeiro corresponde ao Contorno Norte de Caraguatatuba e os demais, ao Contorno Sul de Caraguatatuba e São Sebastião. O valor orçado dessas obras é de R$ 1,8 bilhão.

O diretor de engenharia da DERSA explica que a terceira fase será o trecho de serra e exige investimentos de R$ 800 milhões entre obras, desapropriações, compensação ambiental e projetos de gerenciamento. Entre os quilômetros 11 e 60 serão aplicados R$ 557 milhões.

“No trecho de planalto, estão sendo construídos 14 retornos, o que equivale a uma média de um a cada 3,5 quilômetros dos 49 que serão duplicados. Todos serão viabilizados por meio de passagens inferiores e superiores,” explica o engenheiro.

A duplicação é fundamental para atender ao crescimento logístico rumo ao Porto de São Sebastião e ao projeto do Pré-Sal, além de trazer diversos benefícios para os motoristas que usam a via. Ela terá menos curvas, menos declives e será mais moderna, além de oferecer mais segurança aos usuários. Esse empreendimento atenderá principalmente a demandas urbanas, de moradores e trabalhadores da região.

O desafio dos desmontes de rocha

A obra também chama a atenção pelas dificuldades geotécnicas. Realizada numa região de maciça presença rochosa, o principal desafio está ligado à execução dos muros de contenção simultaneamente ao fluxo de veículos. Apenas para este trabalho, é utilizada uma frota de 20 perfuratrizes sobre esteiras.

Os desmontes dos cortes em rocha são feitos muito próximos da pista em operação por onde passa o tráfego, que frequentemente precisa ser interditado, com todo o cuidado, para minimizar os impactos entre a realização das obras e os usuários da rodovia.

Fonte: Pedro da Silva, diretor de engenharia - DERSA
Foto: divulgação Doosan