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A aplicabilidade do ar comprimido na indústria cimenteira

Dentro de uma mesma planta industrial do cimento, diferentes tipos de compressores e sopradores podem ser utilizados para variados fins, com pressões diferentes e aplicações específicas

Publicado em: 16/12/2013

Texto: Redação PE

Com o crescimento constante do setor da construção e o consequente consumo cada vez maior do cimento, as indústrias do setor buscam aumentar a eficiência de seus processos, desde a produção até o transporte. A utilização de tecnologias inovadoras, que permitem a otimização de processos e o uso mais inteligente de recursos, faz parte desse desafio.

O cimento é feito para reagir com a água, o que o torna um material com o qual é extremamente difícil de trabalhar. Sua textura em pó absorve a menor umidade presente no ar. Outra grande preocupação no ambiente industrial crítico e hostil de produção do cimento, além da umidade, é garantir que não haja a contaminação por óleo.

Mesmo em quantidades mínimas, concentrações em partes por milhão ou bilhão podem resultar em altos custos de produção. Isso porque a contaminação exige a interrupção do processo e ocasiona perdas na qualidade dos produtos finais.

Esse é um dos motivos pelos quais se recorre ao ar comprimido de alta qualidade, a baixa pressão, para fazer o transporte pneumático do cimento, assim como em outros processos essenciais. Com a escolha do equipamento certo para gerá-lo, é possível garantir um meio de transporte muito eficiente do ponto de vista energético e confiavelmente isento de contaminações.

Nas indústrias Ciments Calcia (francesa) e Holcim (suíça), a tecnologia empregada em suas plantas utiliza ar comprimido de baixa pressão gerado por compressores de parafuso isento de óleo do tipo VSD, certificados Classe Zero.

Mais especificamente, a Ciments Calcia usa compressores de parafuso de baixa pressão Atlas Copco, modelo ZE 5, cada um com uma vazão de 3.350 metros cúbicos por hora e uma potência de 250 kilowatts. Já a suíça Holcim optou pelos compressores de parafuso rotativo livre de óleo Atlas Copco, modelo ZE 4, com vazão de 3.000 metros cúbicos por hora.

O compressor VSD (Variable Speed Drive, ou acionamento de velocidade variável) proporciona um consumo de energia restrito à demanda efetiva, ao passo que a certificação Classe Zero garante um ar realmente 100% isento de óleo.

Dentro de uma mesma planta industrial do cimento, diferentes tipos de compressores e sopradores podem ser utilizados para variados fins, com pressões diferentes e aplicações específicas. Todos podem contribuir na busca pela eficiência energética e consequente economia.

A Ciments Calcia, por exemplo, usa o ar comprimido no transporte pneumático, no qual é empregada uma tecnologia que garante a integridade de materiais frágeis, granulares ou cristalinos. O centro de distribuição da empresa utiliza o ar comprimido, em diversas pressões, de acordo com a função.

"A uma pressão de 7 bar, é realizado o transporte pneumático e a 2,5 bar, o ar comprimido é utilizado no descarregamento dos vagões. Esse é o passo mais crítico em todo o processo. A 300 mbar, o ar comprimido fluidiza o material dentro dos silos e a 20 mbar, o ar movimenta o cimento e ativa os alimentadores" detalha Ricardo Brandão, engenheiro de produto da Atlas Copco.

"Essa tecnologia de transporte pneumático é um método eficiente que garante a manipulação de uma grande variedade de sólidos secos a granel. Consiste em utilizar uma pequena quantidade de ar para movimentar uma grande quantidade de sólidos a granel de forma pulsante em porções, por meio da linha de transporte, sendo um processo similar à extrusão", completa.

Fonte: Ricardo Brandão - Engenheiro de produto da Atlas Copco