Aprenda a instalar pisos vinílicos e realizar sua manutenção

Instalação varia conforme o fabricante, mas os cuidados com a base são os mesmos para todos os produtos. Solução apresenta alta durabilidade e pouca necessidade de manutenção

Publicado em: 20/06/2018Atualizado em: 30/03/2023

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Piso vinílico necessita de cuidados no contrapiso antes da aplicação (crédito: shutterstock.com / Bannafarsai_Stock)

Presentes no mercado brasileiro há mais de 50 anos, os pisos vinílicos estão em constante evolução tecnológica, seja em relação à aplicação ou à manutenção. Utilizados majoritariamente em ambientes corporativos, vêm ganhando força também em ambientes residenciais, por serem fáceis de instalar e apresentarem alta durabilidade.

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Por ter PVC em sua composição, o piso vinílico oferece diversas vantagens, como absorção acústica, que põe fim ao “toc toc” dos sapatos, e a eliminação de cupins. Versátil, pode ser utilizado em diversos ambientes internos e instalado sobre outros pisos, como os cerâmicos, porcelanatos etc.

CARACTERÍSTICAS DO PISO

Composto de minerais, plastificantes e PVC, o piso vinílico apresenta características que o coloca como uma das principais soluções para ambientes internos. O bom desempenho termoacústico, a boa resistência e a alta durabilidade fazem dele uma ótima opção para revestimento.

Ele ainda é antialérgico, antichamas e fácil de limpar. “O revestimento vinílico é hipoalergênico, ou seja, livre de substâncias que podem causar reações alérgicas, sendo ideal para quartos infantis, por exemplo”, destaca Bianca Tognollo, gerente de marketing da Tarkett.

O revestimento vinílico é hipoalergênico, ou seja, livre de substâncias que possam causar reações alérgicas, sendo ideal para quartos infantis, por exemplo
Bianca Tognollo

PREPARAÇÃO DA BASE

O método de instalação varia de acordo com o produto, podendo ser colagem ou encaixe. Por isso, é fundamental atentar-se às informações na embalagem. “A instalação é própria de cada piso, mas a preparação [da base] deve ser a mesma para todos os produtos”, afirma Tognollo.

Os pisos podem ser colocados sobre o contrapiso ou sobre outros revestimentos. “Podem ser instalados sobre cerâmica, porcelanato, mármores e granitos polidos, todos com juntas inferiores a 5 mm. Outros pisos devem ser removidos, pois não são uma base firme para um piso flexível”, explica a gerente de marketing da Tarkett.

Renata Braga, gerente de marketing e produtos da Duratex, ressalta a necessidade de verificar se há imperfeições no contrapiso antes da aplicação, pois elas poderão causar problemas futuros. Se o contrapiso apresentar irregularidades, fissuras e/ou desplacamentos, ele deverá ser corrigido adequadamente antes da colocação. “Se for necessário nivelar a superfície, deve-se usar massa autonivelante ou massa de preparação. A massa autonivelante corrige ondulações com até 1 cm, e a massa de preparação nivela a absorção do contrapiso e corrige pequenas imperfeições. Depois da secagem, é preciso verificar a necessidade de lixamento”, detalha Tognollo.

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INSTALAÇÃO

Após verificar as condições do substrato, deve ser realizada a limpeza, com vassoura ou aspirador de pó. Depois da higienização, a instalação pode ser iniciada, conforme indicações na embalagem do produto.

Encaixe

O primeiro passo é disponibilizar o revestimento conforme o desenho da paginação e evitar cortes estreitos próximos à entrada do ambiente. A instalação tem de começar pelas fileiras próximas à parede, sempre deixando um espaço de 8 mm a 10 mm junto às paredes para permitir a dilatação e retração das peças. As réguas precisam ser instaladas com amarração, com a primeira régua da segunda fileira alinhada ao meio da régua anterior ou a 2/3 de forma desencontrada.

Para o acabamento perfeito, recomenda-se cortar parte dos batentes para que o piso fique por baixo.

[Os pisos vinílicos] podem ser instalados sobre cerâmica, porcelanato, mármores e granitos polidos, todos com juntas inferiores a 5 mm. Outros pisos devem ser removidos, pois não são uma base firme para um piso flexível
Bianca Tognollo 

Cola

Primeiramente, o revestimento deve ser disponibilizado conforme a paginação desejada e, depois, os recortes necessários podem ser feitos. Então, retirar as peças e fazer a limpeza do substrato para remover possíveis resíduos advindos dos cortes. Em seguida, aplicar o adesivo somente no contrapiso com desempenadeira própria, indicada na embalagem pelo fabricante e aguardar o tempo de tack. Feito isso, distribuir as peças deixando um espaço de 8 mm a 10 mm junto às paredes para permitir a dilatação e retração das peças. As réguas têm de ser instaladas com amarração: a primeira régua da segunda fileira alinhada ao meio da régua anterior ou a 2/3 de forma desencontrada.

Disposição dos tipos de amarração das peças no piso.

MANUTENÇÃO

Os pisos vinílicos necessitam de pouca manutenção, no geral, mas pequenos resíduos e sujeiras podem acabar prejudicando a aparência do revestimento. Assim, recomenda-se limpeza com vassoura ou aspirador de pó para pequenos detritos e esponja úmida com detergente neutro para sujeiras mais difíceis. Tognollo sugere, ainda, consultar o fabricante para instruções específicas para o modelo adquirido.

Se for necessário realizar a substituição de peças, é preciso avaliar o posicionamento do revestimento e o método de instalação. “A troca de réguas coladas pode ser feita com o auxílio de soprador térmico e espátula para retirada da régua danificada”, afirma Braga. Se a peça for de encaixe e estiver próxima das extremidades, os perfis devem ser removidos até se alcançar a peça com problema. Se ela estiver em um local de difícil acesso, deve-se recortar a peça a ser removida da seguinte maneira:

• Proteger com fita adesiva as bordas em volta da régua a ser trocada;
• Com lápis ou caneta, traçar na régua uma reta no sentido longitudinal e duas retas na diagonal formando um X;
• Ainda com lápis ou caneta, traçar três linhas no sentido da largura da régua, dividindo-a em quatro partes iguais;
• Com uma furadeira, fazer 12 furos nas extremidades de cada linha. Esses furos servirão como limite no momento do corte com a serra circular, de forma que as réguas vizinhas não sofram danos;
• Com a serra circular, cortar a régua nas linhas já marcadas;
• Regular a altura do corte da serra para que a lâmina corte somente a régua, não atingindo o contrapiso.

Umidade

A umidade é a grande vilã dos pisos vinílicos. Por isso, garantir a estanqueidade do substrato é essencial para a qualidade da aplicação. Um teste simples pode ser feito para verificar a impermeabilidade do contrapiso: colocar pedaços de plástico (com aproximadamente 50 cm x 50 cm) em pontos diversos no chão, colar as bordas com fita adesiva e aguardar 24 h. Se o plástico apresentar umidade ou o contrapiso ficar mais escuro, quer dizer que o substrato ainda não está estanque, ou seja, não está apto para receber o piso.

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Colaboração técnica

Bianca Tognollo  – Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de SP, fez MBA em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e cursou Strategic Marketing Management na Columbia Business School. Está há 11 anos atuando como gerente de marketing latam da Tarkett.
Renata Braga  – Formada em Arquitetura e Urbanismo pelo Mackenzie e pós-graduada em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Renata Braga também possui MBA em Gestão Empresarial pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Na Duratex há 32 anos, Renata é gerente-executiva de marketing e produtos.