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As boas práticas do locador de máquinas e equipamentos de obra

Locador de máquinas e equipamentos deve analisar o perfil das obras, disponibilizar a frota em boas condições técnicas, fornecer serviço de manutenção e mais

Publicado em: 02/12/2013Atualizado em: 05/12/2019

Texto: Redação PE

Garantir a disponibilidade dos equipamentos significa valorizar aspectos como manutenção e logística. Mas, assim como não se começa uma casa pelo telhado, os locadores precisam ficar atentos às questões financeiras. Os especialistas alertam sobre a necessidade de analisar o contexto atual do mercado e o fluxo de trabalho dos equipamentos, para depois adequar os gastos administrativos e operacionais ao tamanho das prestações e à margem de investimentos da empresa.

O melhor caminho para uma prestação de serviço eficiente é utilizar máquinas novas e disponíveis, com no máximo três anos de uso, minimizando a necessidade de mão de obra mecânica e de troca de peças.

Nos últimos anos houve uma queda no preço dos equipamentos tradicionalmente fabricados no Brasil provocada pela franca entrada das marcas asiáticas, que hoje têm elevada população nos canteiros, ora concorrendo em igualdade de condições com as principais marcas mundiais, ora substituindo com vantagens o mercado de usados.

Isso deve ser analisado com critério porque, se os locadores adquirirem equipamentos a preços mais amigáveis, terão melhor margem de retorno. Mas qualidade e bom custo operacional são imprescindíveis; caso contrário, o barato sai caro.

O produto financeiro é tão importante para o negócio quanto o óleo diesel para a máquina, por isso o planejamento dos investimentos deve ser pensado em longo prazo. O limite dos investimentos na compra de máquinas deve comprometer apenas 30% do faturamento anual.

Em um bom planejamento, o locador considera o perfil das obras que vão acontecer e prepara sua frota com os tipos, os modelos e a quantidade de equipamentos que poderá disponibilizar ao mercado. Normalmente as obras de terraplenagem têm início no mês de março e acontecem durante todo o ano. As de pavimentação costumam ocorrer a partir de agosto, e assim por diante.

Disponibilidade imprescindível

As empresas devem priorizar o alto nível de disponibilidade da frota para o trabalho, ou seja, os equipamentos têm de operar nas melhores condições técnicas. Nos casos de trabalho em locais distantes e de difícil logística, é inviável montar um grande estoque de peças para atender a situações de emergência.

Um dos fatores que mais comprometem essa disponibilidade está relacionado aos erros de operação decorrentes da falta de treinamento e de familiaridade com as tecnologias. As empresas contratam mão de obra local, sem muita experiência em operar modelos novos de máquinas e, devido à rapidez no término das obras, não há tempo suficiente para treinar profissionais de operação e manutenção.

Transferência e manutenção

A logística de transferência dos equipamentos entre uma obra e outra merece atenção e investimentos à parte. Nos casos em que as máquinas trabalharem em localidades distantes e de difícil acesso, como o Pará, será necessário manter uma estrutura próxima para recebê-las de volta ao término da obra.

Construtoras como a Odebrecht e a Galvão Engenharia reaplicam em novos projetos os equipamentos que ainda estão dentro do prazo de vida útil, preferencialmente perto da obra anterior, para minimizar os custos de transporte.

As oficinas centralizadas também estão com os dias contados (ou quase extintos). Hoje as máquinas saem de uma obra em plenas condições de trabalhar em outra, e todo canteiro dispõe de uma oficina, acompanhada pela oficina central da empreiteira (ou locadora), que dá as diretrizes. O responsável pela frota sabe o momento certo de submeter os equipamentos à manutenção, assim como de substituí-lo. Toda a política de gestão é elaborada e controlada pela central de equipamentos (matriz da empresa).

Fonte: Silvimar Reis – Galvão Engenharia
Paulo Oscar Auler Neto – Odebrecht
Eurimilson José Daniel – Escad Rental