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Autobetoneira carrega, produz e transporta concreto

Versátil e ideal para qualquer terreno, a máquina é controlada por joystick ao comando de um operador e aumenta a produtividade da obra. Veja mais vantagens

Publicado em: 13/01/2014Atualizado em: 31/07/2019

Texto: Redação PE

Um equipamento está conquistando o mercado brasileiro e tem se projetado como solução prática e viável a diversos tipos de obra. A minibetoneira autopropelida (também conhecida como autobetoneira ou autoconcreteira) surgiu na Itália e já é utilizada em território europeu há cerca de cinquenta anos.

Agora ela se alinha às tecnologias atuais para atender com mais eficiência às demandas requeridas. Trata-se de uma máquina “3 em 1”, que realiza o carregamento, a produção e o transporte do concreto, tudo controlado por um joystick, ao comando de apenas um operador. Outro diferencial é a tração 4×4, que permite que ela atue em terrenos íngremes e acidentados, mesmo estando carregada.

Há diversos modelos, tamanhos e marcas espalhados pelo continente, mas essas máquinas são essencialmente compactas para facilitar o acesso a áreas remotas, o que as torna versáteis, eficientes, produtivas e seguras.

Crescimento nos canteiros brasileiros

No Brasil, para cada 200 operários em um canteiro de obras existe um equipamento compacto, enquanto na Europa a equivalência é de um operário para três compactos. Seguindo essa tendência, as autobetoneiras encontram no país um campo fértil de utilização. A versatilidade no deslocamento, a economia no volume de material, a redução da mão de obra e, principalmente, a produção rápida e contínua de concreto fazem com que elas sejam muito populares por aqui.

A sua aplicabilidade abrange diversos tipos de obra devido à mobilidade fora de estrada e à tração 4x4: ferrovias, gasodutos, adutoras, obras de infraestrutura como conjuntos habitacionais e saneamento, manutenção de estrada, rodovias e túneis.

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste são as que mais demandam esse tipo de equipamento em razão da carência logística para o fornecimento de concreto usinado e da falta de pedreiras, o que compromete a entrega de concreto no prazo e provoca atrasos em todo o processo da construção.

Nesse caso, optar pela utilização de autobetoneiras é uma forma de economia, praticidade e autossuficiência. Além desses fatores, o uso desses equipamentos elimina inconvenientes com concreto usinado durante o transporte para longas distâncias. Isso reduz significativamente o custo de introdução de aditivos.

Confira outras 10 vantagens associadas ao uso de autobetoneiras nos canteiros brasileiros:

1. Eliminação do prejuízo por não aproveitamento de carga completa do concreto usinado

2. Controle direto sobre qualidade, quantidade e tempo de execução do concreto

3. Flexibilidade na produção para atender aos volumes requeridos pela obra

4. Controle tecnológico total do traço produzido, resultando em economia no cimento, que reverte para a obra

5. Controle volumétrico e/ou gravimétrico dos inertes

6. Capacidade de mistura de qualquer traço do concreto

7. Giro das rodas dianteiras e traseiras, o que permite facilidade de deslocamento

8. Baixo custo operacional em obras horizontais e itinerantes

9. Ecologicamente correto: não necessita de licenciamento ambiental

10. Facilidade e rapidez de operação e manobra com apenas um operador

Predomínio italiano

Com a tendência para os próximos anos de as frotas se tornarem cada vez mais híbridas e maleáveis, as autobetoneiras são a vanguarda de todo esse processo. A primeira ideia da fabricação de uma autobetoneira ocorreu no final da II Guerra Mundial, na Itália. Com a necessidade de reconstrução do que foi devastado, um indivíduo recolheu alguns jipes abandonados que haviam sido usados pelos Aliados e aproveitou o chassi e o motor para instalar neles uma caçamba e também uma betoneira.

Atualmente, a popularidade desses equipamentos está comprovada em diversos campos construtivos, e o predomínio das marcas italianas se explica pelo pioneirismo da fabricação das primeiras autobetoneiras no mundo. Confira como algumas fabricantes têm atuado nas obras em todo o território nacional:

Carmix – Com distribuição exclusiva da Maxter, essas autobetoneiras italianas são projetadas para trabalhar em qualquer tipo de terreno, em condições adversas e com dificuldade de acesso e deslocamento. A fabricação é feita pela Metalgalante Srl, empresa sediada em Veneza (Itália), presente em mais de 135 países noscinco continentes há mais de quarenta anos.

Além de todos os seus atributos tecnológicos para produção, transporte e carregamento, as autobetoneiras Carmix estão sendo muito aproveitadas na reciclagem de concreto, como ocorreu no município de Jundiaí (SP). A equipe da Secretaria de Serviços Públicos de Jundiaí, liderada por Aguinaldo Leite, escolheu a autobetoneira modelo 2,5 TT da Carmix para a execução de obras de pequeno porte, especialmente as relacionadas à conservação da cidade.

 

Fiori – Uma das marcas pioneiras é a italiana Fiori. Distribuída no Brasil pela Copex, a empresa já forneceu máquinas do modelo DB 460 CBV, com capacidade de 4 metros cúbicos, para a Construtora Odebrecht, que as utilizou para drenagem e construção de bueiros nas obras da Ferrovia Norte-Sul. Além da máquina de 4 metros cúbicos, há também um modelo menor, o DB 260 CBV, de 2,5 metros cúbicos.

Produzida em Modena, a compacta máquina memoriza até vinte receitas com 32 componentes e inclui sistema de aditivos equipado com dois tanques que totalizam 19 litros, tambor de duplo tronco de cone com hélices de mistura de dupla espiral, pá com braços de carregamento de 510 litros de capacidade volumétrica e cabine fechada ROPS FOPS.

 

Dieci – Fabricante italiana que é representada pela Machbert em todo o território nacional. A “vedete” desta marca é o modelo L 4.700, que foi utilizado recentemente em obras de infraestrutura no município de Lucas do Rio Verde (MT). O equipamento fez 350 operações de usinagem para o preparo do material, com produção a cada quinze minutos de 3 metros cúbicos de concreto uniforme na aplicação.

A Construtora Mãe Rainha, especializada em obras de loteamentos e condomínios em Fortaleza (CE), também optou por equipamentos da marca em obras como construção de calçadas, meio-fio, sarjetas e sistemas de água e esgoto na capital cearense.

Fontes:
Alberto Moreira – Diretor da Machbert
Anderson Ferreira de Souza – Engenheiro da Casca Construtora
José Heribaldo de Chagas Cavalcanti – Engenheiro da Construtora Mãe Rainha
Sergio Roberto Mikalauskas – Gerente de implementos da Maxter
Divulgação Copex