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BubbleDeck reforça conceito de sustentabilidade em obras

Utilizado em obras no Rio de Janeiro e Brasília, esse sistema reduz 35% do consumo de concreto e emissão de gases

Publicado em: 22/05/2015

Texto: Redação PE



O BubbleDeck é um sistema construtivo desenvolvido para o peso das lajes com a introdução de esferas de plásticos que substituem o concreto. Ele está sendo utilizado em obras relevantes no Brasil, como a construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (CADF) e do Edifício Garagem do Terminal 2, do Aeroporto Internacional Tom Jobim. As principais justificativas para o uso desse sistema, segundo os responsáveis pelas obras, é o aumento de agilidade, redução de custo e de impacto ambiental.


As esferas de plástico polipropileno são inseridas uniformemente entre telas de aço, para ocuparem a zona de concreto que não desempenha função estrutural. As lajes construídas com esse sistema ficam, segundo o diretor do negócio de polipropileno da Braskem, Walmir Soller, com a mesma resistência de uma laje plana maciça, porém mais leves.


A economia no consumo de concreto, bem como a redução de peso de uma laje normal, gira em torno de 35%. “Ou seja, uma laje com BubbleDeck de 280 milímetros de espessura reduz o consumo de 0,09 metros cúbicos de concreto por metros quadrados de laje, que corresponde a aproximadamente 216 quilos do material”, exemplifica Soller. “Dessa forma, pode-se deixar de emitir até 23,5 quilos de gás carbônico por metro quadrado de laje”, completa.


Em prática no Centro Administrativo do Distrito Federal


A construção do Centro Administrativo do Distrito Federal é feita pelas empresas Odebrecht Infraestrutura e Via Engenharia. Serão 16 prédios em uma área construída de 178 mil metros quadrados, com cronograma de produção diária de 1.000 metros quadrados de painéis BubbleDeck.


A redução de consumo de concreto é significativa, além do uso de escoramento em relação ao que havia sido especificado no projeto original. Esses fatores também diminuem consideravelmente a quantidade de viagens realizadas por caminhões transportadores de concreto.


O uso das esferas também permite vãos maiores já que dispensa a necessidade de vigas e uma maior quantia de pilares. Adicionalmente, o sistema proporciona isolamento acústico e térmico. Em caso de incêndio, as esferas, quando carbonizadas, não emitem gases tóxicos.


As lajes são basicamente erguidas em quatro etapas. Após a fabricação dos painéis metálicos na fábrica, é iniciada a execução do escoramento, a montagem dos elementos pré-moldados, as esferas plásticas. Posteriormente, a armação complementar é instalada para a execução da concretagem final.


Redução de gás carbônico


Na obra do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, a quantidade de concreto utilizada na obra está sendo 25% menor que a previsão inicial. As obras de melhoria da infraestrutura do aeroporto incluem os novos andares de estacionamento e são de responsabilidade do Consórcio Construtor Galeão, liderado pela Odebrecht Infraestrutura.


“O sistema BubbleDeck está reduzindo a emissão de gás carbônico a cada 46 quilos por metro quadrado de laje construída. Além disso, é preciso destacar a velocidade de execução da laje e simplificação dos materiais empregados, quando comparados a metodologias convencionais”, ressalta Pedro Moreira, diretor  da Odebrecht Infraestrutura.


“Além de ser um projeto sustentável, conta com processos eficientes de produção. Isso reduz os riscos de acidentes de trabalho e melhora a eficácia da gestão da segurança dos profissionais envolvidos na atividade”, completa Moreira. 


A ideia de utilizar BubbleDeck no Edifício Garagem amadureceu, de acordo com Pedro Moreira, devido a algumas particularidades da obra, que incluem os vãos médios de 16 metros entre os pilares e a redução no peso do pavimento, além da necessidade operacional nos trabalhos com os atuais andares de estacionamento. A nova tecnologia substituirá o concreto por mais de 180 mil esferas plásticas com diâmetro de 36 centímetros. 



Colaboraram para esta matéria


 

Walmir Soller – diretor do negócio de polipropileno da Braskem

 

Pedro Moreira – diretor da Odebrecht Infraestrutura