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Como comprar guarda-corpos

Por se tratar de um sistema que garante a segurança de moradores e usuários de locais públicos, é produzido de acordo com projeto específico que segue norma técnica rigorosa

Publicado em: 07/03/2023

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

foto de uma pessoa segurando uma espátula e uma tabua com argamassa líquida em cima
(Foto: Shutterstock)

Os guarda-corpos são presença obrigatória não apenas nas varandas dos apartamentos, como também em qualquer outro local, interno ou externo, de shoppings a aeroportos e escolas, em áreas com desnível maior ou igual a 1 m. É o que determina a ABNT NBR 14718:2019.

Essa norma atualizada e completa deve ser observada, inclusive, pelos arquitetos no desenvolvimento do projeto. Afinal, guarda-corpos têm a função de garantir a segurança das pessoas nas edificações.

E, claro, é preciso ter projeto específico, tanto para guarda-corpos estruturados por perfis metálicos quanto por aqueles construídos apenas em vidro. “Pois, através do projeto, fazemos as especificações dos elementos estruturais, o que inclui os perfis, vidros, componentes e elementos de fixação”, afirma Luiz Claudio Viesti, diretor-executivo da LM Viesti – Assessoria e Treinamentos.

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A norma é sábia

Imagine uma criança de quatro ou cinco anos diante de um guarda-corpos. Para garantir sua segurança e de adultos que venham a se debruçar sobre ele, a norma estabelece que a altura mínima do elemento deve ser de 1,10 m. “Se houver mureta de apoio ao guarda-corpos, elas serão avaliadas, podendo ser consideradas ou não como área de piso”, explica Viesti.

Quando o elemento é do tipo gradil, com peças verticais que podem ser usadas como degraus e horizontais, o espaço entre elas não pode exceder 0,11 m. “Ainda assim, deverão ser complementadas por componente de fechamento, posicionado no lado interno do guarda-corpo, com pelo menos 0,45 m de altura desde o piso”, informa.

Essa condição se estende aos guarda-corpos com desenhos ornamentais. Nesse caso, as folgas entre perfis não podem permitir a passagem de um gabarito prismático, com dimensões definidas pela norma técnica. O objetivo é evitar a passagem da cabeça ou membro do corpo humano através do ornamento.

Convencional, apenas com vidros ou ornamentais, o posicionamento do guarda-corpos em relação à parede lateral deve guardar uma distância mínima de 0,11 m.

Estrutura

Os perfis mais utilizados pelo mercado são os de alumínio com acabamento pintado ou anodizado. Ou, ainda, em aço. “Os guarda-corpos podem, também, ser construídos apenas com vidro, que terá de ser autoportante, com espessuras calculadas de acordo com a norma técnica”, ensina o consultor.

Os únicos vidros permitidos pela norma técnica são os de segurança, ou seja, laminados ou aramados. “Mesmo quando quebram, eles mantêm a integridade do vão, impedindo a passagem de um corpo ou objeto”, explica.

Como instalar guarda-corpos?

As fixações são feitas de várias maneiras, dependendo das características do guarda-corpos. Para aqueles projetados com montantes, são usados pontaletes estruturais chumbados em muretas ou vigas estruturais. Com isso, fica assegurada a estabilidade do elemento e, por consequência, a sua segurança.

“Esses pontaletes são inseridos na parte interna do montante, a uma altura de 2/3 da altura total do perfil”, diz. Em toda a instalação, é recomendado o uso de parafusos em aço inoxidável. O objetivo é evitar a corrosão acelerada causada pelas intempéries e a de contato entre o fixador de aço e o alumínio.

Manutenção

O tempo de uso dos guarda-corpos é determinante para proceder à manutenção. É recomendado o reaperto de parafusos/fixadores e a verificação dos perfis estruturais quando existirem grandes deformações sob ação dos ventos, vibrações ou ruídos ao encostar no guarda-corpos. E, ainda, se ocorrer quebra de vidro ou de outro elemento de fechamento.

Para a limpeza, devem ser empregados produtos não alcalinos, de maneira a evitar a deterioração dos componentes. “Orientamos utilizar água, esponja macia e detergente neutro”, orienta.

Fornecedor confiável

Viesti orienta que, para comprar com segurança, o ideal é identificar se o fornecedor possui produto homologado. “E se certificar que o sistema que ele está oferecendo foi objeto de ensaios, conforme obriga a NBR 14718, o que pode ser confirmado com a apresentação dos laudos”, fala.

Colaboração técnica

Luis Claudio Viesti  – Formado em Tecnologia da Construção civil pela Fundação Getulio Vargas – FGV (1983) e em Design Industrial – Desenvolvimento e Engenharia de Produtos pela Fundação Armando Álvares Penteado – FAAP (1989). Professor por 15 anos de projetos na Escola Senai da Construção Civil e de cursos de especialização na Universidade Presbiteriana Mackenzie, além de consultor técnico e treinamentos na Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (AFEAL). É diretor-executivo da LM Viesti – Assessoria e Treinamentos.