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Como prevenir o entupimento de tubulações de esgoto?

Cuidados no dimensionamento das instalações e orientações para uso e manutenção são eficazes para evitar transtornos causados por obstruções

Publicado em: 09/06/2020Atualizado em: 16/11/2022

Texto: Juliana Nakamura

tubulações
Atender as especificações da ABNT NBR 8160 é uma das maneiras de evitar o entupimento das tubulações (foto: shutterstock/Natalya Fedotova)

Problemas como ruídos nas tubulações, lentidão no escoamento de água e mau cheiro podem ser indicadores de que a instalação de esgoto está com obstrução ou entupimento. Motivo de transtorno para os usuários, essas falhas de funcionamento podem ser evitadas com a adoção de alguns cuidados, tanto na etapa de projeto, quanto durante a execução das instalações.

A primeira medida é atender as recomendações descritas na ABNT NBR 8160 – Sistemas de esgotos sanitários – Projeto e Execução no momento de projetar a instalação predial. Também é fundamental fazer correto dimensionamento da tubulação e prever a instalação de caixas de limpeza ou de inspeção, que têm como função permitir a inspeção, o reparo e uma eventual desobstrução da rede.

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Outra prática salutar é reduzir o número de curvas do projeto da tubulação, lembrando que uma rede com curvas menos acentuadas apresenta melhor escoamento e fluidez. De forma geral, o projetista deve seguir as diretrizes descritas na norma, sobretudo as referentes à declividade da tubulação. “A norma preconiza para tubulações com diâmetros inferiores ou igual a 75 mm adotar 2% de inclinação, para tubulações acima ou igual a 100 mm utilizar inclinação de 1%”, comenta Adriano Andrade, diretor comercial da Wavin no Brasil.

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A norma preconiza para tubulações com diâmetros inferiores ou igual a 75 mm adotar 2% de inclinação, para tubulações acima ou igual a 100 mm utilizar inclinação de 1%
Adriano Andrade

CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO

Durante a execução, uma série de boas práticas também podem colaborar para que as instalações de esgoto funcionem adequadamente e tenham a fluidez necessária. O executivo da Wavin no Brasil lista, como exemplos:

• Utilizar material de acordo com o especificado em projeto;
• Fazer o procedimento de instalação conforme orientação do fabricante;
• Realizar ensaio da rede;
• Proteger as tubulações durante a obra evitando danos;
• Evitar jogar entulho ou resto de obras na tubulação;
• Limpar todas as caixas e interior dos tubos antes da entrega da obra.

Para Toshio Kiwara Junior, gerente de engenharia de aplicação na Tigre, não se pode prescindir de profissionais capacitados para a montagem das instalações hidráulicas. “A realização de testes de estanqueidade, por exemplo, é uma das ações que pode evitar problemas futuros que comprometam o funcionamento das tubulações de esgoto”, comenta o engenheiro.

Erros na instalação da caixa de gordura e de sifões em pias também podem ser indutores de obstruções na condução de fluídos.

A realização de testes de estanqueidade, por exemplo, é uma das ações que pode evitar problemas futuros que comprometam o funcionamento das tubulações de esgoto
Toshio Kiwara Junior

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USO E MANUTENÇÃO CRÍTICOS

As principais causas de entupimento em tubulações de esgoto em edifícios residenciais são a falta de manutenção periódica, o descarte incorreto de produtos no vaso sanitário e a não realização apropriada de vistorias de manutenção.

"Como regra geral, deve-se evitar descartar no vaso sanitário ou em pias do banheiro cabelos, papel e outros produtos descartáveis. Na cozinha é importante evitar principalmente o descarte de resto de comidas e gorduras", cita Andrade, destacando a importância de se manter uma rotina de manutenção e limpeza das caixas de gordura e de sifões para um bom funcionamento da rede de esgoto.

Outra recomendação para minimizar problemas decorrentes de uso indevido das instalações é orientar o usuário sobre o que pode e o que não pode ser feito no dia a dia. “É fundamental que o projetista forneça recomendações de uso e manutenção à construtora, que por sua vez, deve incluí-las de forma clara e objetiva no manual do proprietário”, finaliza Kiwara Júnior.

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Colaboração técnica

Toshio Kiwara Junior – Engenheiro civil pós-graduado em construção civil e marketing empresarial pela Universidade Federal do Paraná e em Engenharia de Segurança do Trabalho pela PUC-PR. É gerente de engenharia de aplicação na Tigre.
Adriano Andrade – Graduado em administração com ênfase em marketing, possui MBA em gestão estratégica econômica de negócios pela FGV. É diretor comercial da  Wavin no Brasil, detentora da marca Amanco Wavin.