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Concreto, uma solução para cada segmento

O sistema de concretagem oferece soluções específicas para diferentes tipos de obra

Publicado em: 19/06/2009

Texto: Redação AECweb

O sistema de concretagem oferece diferentes tipos de soluções, específicas para cada tipo de obra

Concreto, uma solução para cada segmento

Redação AECweb

Há muito tempo o concreto deixou de ser uma simples mistura de ingredientes. Hoje, o sistema de concretagem atende a uma série de normas técnicas e oferece diferentes tipos de soluções, específicas para cada segmento de obra. Obras de pequeno e médio porte, industriais, e construções de infra-estrutura como pontes, hidrelétricas e rodovias têm características técnicas distintas. Executadas num período definido de tempo, as grandes obras demandam alto volume de concreto. “A disponibilidade é o foco nesse segmento. O ideal é ter uma central estruturada dentro do canteiro, de forma a fornecer o volume necessário para um ótimo andamento do projeto”, explica Álvaro Veloso, diretor-superintendente do negócio concreto da Votorantim Cimentos.

Já as obras de médio porte, edificações e obras do mercado imobiliário, exigem uma atenção especial ao atendimento e aos prazos de entrega. As construções em série também entram nesta categoria, sendo que a maior exigência é para o ritmo e a freqüência da entrega. “Esse tipo de obra passou a ser conhecido no Brasil por causa do déficit habitacional e, especialmente neste ano, por atender de maneira muito econômica e rápida as necessidades dos planos do governo para habitação”, esclarece o diretor.

Na autoconstrução, considerando as reformas e ampliações residenciais, o cliente é o consumidor final. Essas obras de pequeno porte demandam menor volume de concreto e um meio de pagamento diferenciado. Há empresas concreteiras que trabalham com cartão de crédito e com financeiras, parcelando o pagamento a esse público. “A idéia é levar o concreto até a casa do cliente, com a mesma estrutura e equipamentos oferecidos às obras maiores também para o pequeno construtor, como faz a Engemix”, diz Álvaro Veloso.

Concreto, uma solução para cada segmento

Especificação
O concreto é regulamentado pelas normas técnicas que atendem as etapas desde a execução, preparação e ensaio. São elas:

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NBR 7212/1984 – Execução de concreto dosado em central;
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NBR 8953/1992 – Concreto para fins estruturais – Classificação por grupos de resistência;
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NBR 5738/2003 – Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos-de-prova;
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NBR 12821/2009 – Preparação de concreto em laboratório – Procedimento;
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NBR NM 67/1998 – Concreto – Determinação da consistência pelo abatimento do tronco de cone;
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NBR 7211/2005 – Agregados para concreto – Especificação;
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NBR 12655/2006 - Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e recebimento – Procedimento;
- NBR 5739/2007 - Concreto – Ensaio de resistência de corpos-de-prova cilíndricos ;
- NBR 12654/1992 – Controle tecnológico de materiais componentes do concreto.

O mercado fornecedor controla a qualidade dos materiais utilizados na elaboração dos traços de concreto através de normas, independente da origem deles, se dosado em central ou executado na obra. Para Veloso, os materiais que serão empregados no concreto como cimento, água, areia, brita e aditivos devem ser previamente analisados antes de sua utilização para garantir a resistência do concreto. “A NBR 12654 lista todos os ensaios que devem ser realizados com os materiais que compõem o concreto. A nova norma exige que os certificados de ensaios de controle de materiais e da resistência do concreto fiquem, permanentemente, disponíveis às autoridades fiscais durante todo o tempo de construção da obra e, após a sua conclusão, pelo tempo previsto na legislação. Se o concreto for de concreteira, é o encarregado da central que assume toda responsabilidade em cumprir as prescrições desta norma e da NBR 7212” , explica o diretor que ressalta: “Todo concreto com função estrutural - sapatas, vigas, pilares, lajes, entre outros usos -, deve ser controlado”.

Serviços e sistemas
As empresas oferecem diferentes tipos de serviços de concretagem. Os principais são o fornecimento de concreto dosado em central e o bombeamento deste concreto. “As vantagens em utilizar nas obras o sistema de bombeamento são a uniformidade na concretagem das peças - vigas, pilares, lajes entre outras. E, se combinado a um traço de concreto auto-adensável, por exemplo, o bombeamento reduz muito o tempo total da obra”, esclarece o diretor.

As centrais móveis colocam a disposição dos grandes empreendimentos uma estrutura exclusiva para atendimentos de grandes volumes. “O diferencial na contratação desse serviço é a disponibilidade de equipamentos e a frota. As centrais flutuantes podem ser montadas para atender os projetos de pontes sobre rios, mar, represas ou lagos, que tem parte de sua estrutura submersa na água”, diz Veloso.

A construção em série tem por objetivo atender as obras que apresentam alta produtividade de execução. Exigem características especiais dos serviços, tais como resistências mínimas em poucas horas, qualidade do acabamento superficial e logística adequada. “Este sistema foi desenvolvido e planejado também para atender a demanda que surge, principalmente, do setor público, como resultado do recente plano de habitação do governo voltado à moradia popular. Novas tecnologias à base de concreto permitem modelos de construção rápidos e econômicos, que atendem muito bem às necessidades das construtoras voltadas à baixa renda”.

Sustentabilidade e mercado
Há muitos argumentos a favor do concreto quando o tema é a construção sustentável. Ele emite menos calor que outros sistemas construtivos; tem grande durabilidade; sua produção possibilita a mistura de resíduos industriais como pneus triturados; além de ser permeável, o que colabora no escoamento da água da chuva mesmo em áreas construídas. A novidade para o mercado construtivo é o concreto ecológico, uma opção de concreto sustentável que ajuda a dar um destino nobre a pneus descartados. "Através da substituição de parte da brita natural por pneus triturados, é possível reutilizar até seis pneus de caminhão por metro cúbico de concreto. Em uma carga do caminhão betoneira são reutilizados até 48 pneus. A única restrição são as peças estruturais. Pode ser utilizado em pisos e pavimentos rústicos, lisos ou estampados. Tem uso, também, como barreiras rodoviárias, pois ao se compor com a borracha, o concreto melhora a absorção do impacto em caso de colisão ”, exemplifica Veloso.

Segundo ele, o mercado cimenteiro acompanha o ritmo do setor imobiliário e da construção. Em 2008, o aumento no número de construções fez, consequentemente, crescer a demanda por cimento. "As indústrias investiram para aumentar a sua capacidade de produção e seguir este crescimento. O mercado sentiu a crise como um equilíbrio. A demanda foi amenizada e o crescimento é sustentável”, considera.

A Votorantim Cimentos anunciou, em 2007, a construção, modernização e ampliação de diversas unidades fabris. "Este ano entregaremos duas fábricas, uma em Porto Velho (RO), que atenderá prioritariamente as construções das usinas hidrelétricas do rio Madeira, e outra em Xambioá (TO), para atender as obras da região centro-oeste”, relata o diretor.


Redação AECweb