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Confira dicas para obter conforto térmico no inverno

Arquitetas indicam materiais e soluções que ajudam a aquecer os ambientes. Alguns deles são reguladores naturais da temperatura; outros podem elevar o consumo de energia. Saiba mais!

Publicado em: 28/10/2021

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Toalheiros aquecidos
Os toalheiros aquecidos são recomendados para banheiros que não têm boa ventilação e onde naturalmente a toalha não seca (Foto: Divulgação/Estúdio MCA)

Embora o mercado ofereça soluções para aquecer os ambientes, brasileiros do Sul e Sudeste do país ainda sofrem com invernos rigorosos, mesmo vivendo em imóveis de médio-alto padrão. Para a arquiteta Patrícia Martinez, do escritório que leva seu nome, é preciso maior investimento em melhorias dos isolamentos térmicos das edificações. “Se tivermos caixilharia com boa vedação, alvenarias e isolamentos bem-feitos, é muito possível atingir o conforto nos ambientes. A partir daí, elementos como aquecimento de piso e lareiras entram como recursos cosméticos”, alerta.

Se tivermos caixilharia com boa vedação, alvenarias e isolamentos bem-feitos, é muito possível atingir o conforto nos ambientes. A partir daí, elementos como aquecimento de piso e lareiras entram como recursos cosméticos
Patrícia Martinez

Defensora da criação de microclimas no interior das casas e apartamentos, a arquiteta Jéssica Martins, do escritório Buriti Arquitetura, argumenta sobre a necessidade de lançar mão de elementos naturais, desde as fundações até sua produção final. “A biofilia não poderia estar mais presente no cotidiano das pessoas e, assim, trazer esses elementos naturais para dentro das suas casas”, diz.

Ela se refere aos elementos que absorvem o calor durante o dia e o dissipam lentamente durante a noite. Entre os materiais reguladores de temperatura, Martins cita a pedra natural, que cumpre esse ciclo em ambientes frios. “Quando o espaço é quente, essa característica continua a equilibrar a temperatura local”, ensina.

A madeira, ao contrário, é um isolante térmico, ou seja, não conduz o calor, mas por características naturais ela proporciona conforto e bem-estar, mantendo sempre em seu toque a temperatura ambiente nos assoalhos e forros. Barro e plantas também são reguladores de temperatura. “Adotando técnicas construtivas eficientes, podemos ter casas mais sustentáveis. Assim como falamos de elementos industrializados substituídos por elementos naturais, o valor altera, mas a conta de energia agradece”, completa Martins.

Especificação criteriosa

A previsão em projeto de elementos que aquecem os ambientes é feita por Martinez diante de necessidade objetiva, ou seja, apenas para regiões mais frias. “Nas demais, usamos bem menos, ou até nenhum recurso”, diz, apontando, por exemplo, para o sistema de piso aquecido em banheiros, muito usado em projetos de alto padrão. Apenas em lugares muito frios, como o Sul do país, ela considera conveniente aquecer também os ambientes sociais e áreas comuns. Mas é preciso atentar para o alto consumo de energia.

Adotando técnicas construtivas eficientes, podemos ter casas mais sustentáveis
Jéssica Martins

Nos projetos de banheiros, independentemente de a região da obra ser quente ou fria, estão presentes os toalheiros aquecidos, pelo conforto que proporcionam. “Em locais em que os banheiros não têm boa ventilação e que naturalmente a toalha não seca, é super recomendado”, diz.

Entre o piso de madeira e o carpete, Martinez privilegia os assoalhos, por sua facilidade de manutenção. “É preferível, por exemplo, usar tapete em cima de um piso de madeira ao invés de carpete”, recomenda.

É possível inserir todos esses itens numa residência já existente, podendo exigir intervenções de menor ou maior porte. É o caso da serpentina de aquecimento de piso de banheiro sob o piso frio, que demanda uma pequena reforma. “Se a opção for por lareiras, hoje existe uma série delas. As ecológicas e portáteis são fonte de calor de fácil instalação e sem maiores impactos”, orienta.

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Colaboração técnica

Patrícia Martinez
Patrícia Martinez – Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, atua no mercado há 19 anos nas áreas corporativa e residencial de alto padrão. Desde 2002, ampliou sua área de atuação com projetos internacionais desenvolvidos na Suécia, Madri, Nova York, Naples, Aspen, Las Vegas e Panamá. Conhecida pela abrangência de atuação tanto na parte residencial quanto comercial, além de uma linguagem intensa com a arquitetura internacional. Patrícia expressa suas influências através de linhas retas, ambientes minimalistas, vivos, dinâmicos e o uso de texturas de maneira sensorial. É titular do escritório Patrícia Martinez Arquitetura.
Jéssica Martins
(Foto: Rafael Renzo)
Jéssica Martins – Arquiteta e urbanista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (2014), com pós-graduação em Administração e Negócios pelo Insper (2018). É fundadora do Buriti Arquitetura, escritório de arquitetura e construção. Acumula no seu portfólio empreendimentos comerciais e residenciais, deixando uma marca positiva na cidade e na vida das pessoas.