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Conheça itens de banheiro que racionalizam a construção

Descarga embutida, torneira automática, louças suspensas e outros itens ajudam no aproveitamento de espaço, na redução do consumo de água e na acessibilidade

Publicado em: 17/02/2009Atualizado em: 29/01/2020

Texto: Redação AECweb

Redação AECweb

Inovações em instalações sanitárias

O design criativo e o desenvolvimento de novas tecnologias em instalações sanitárias oferecem soluções para o usuário que propiciam o aproveitamento de espaço, redução no consumo de água e acessibilidade para deficientes físicos e pessoas com mobilidade reduzida.  Os itens de banheiro, se bem projetados de acordo com a funcionalidade, podem minimizar a quantidade de materiais de construção e também facilitar a limpeza.

“A caixa de descarga embutida, de duplo fluxo, proporciona melhor aproveitamento do espaço, excelente isolamento acústico e prevenção contra vandalismo em áreas públicas. As louças suspensas, tanto para alvenaria quanto drywall, asseguram facilidade de limpeza do piso. Utilizando louças suspensas e o ‘piso box’, os banheiros não necessitam de ralos, racionalizando a construção. Também, elimina o uso de forro falso, o que acaba concentrando as necessidades de manutenção somente na unidade afetada”, diz o engenheiro Sebastian Richers, diretor da Risors Impex, representante da Geberit no Brasil.

Inovações em instalações sanitárias

A automação oferece opções modernas para o conforto do usuário. “Além de torneiras automáticas com sensor infravermelho, também para residências, e descargas automáticas para bacias sanitárias com sensor infravermelho, há ainda os assentos eletrônicos e bacias sanitárias automatizadas que oferecem duchas higiênicas com jatos de água com temperatura regulável; sistemas de desodorização por carvão ativo e desinfecção; assentos ‘softclose’ com infravermelho; e controle remoto com memória”, comenta, ressaltando que o design, além de atender as necessidades estéticas e funcionais, é fundamental para garantir o acesso de pessoas com deficiência física.

O engenheiro alerta que é necessário que o consumidor consulte a empresa quanto aos procedimentos corretos de instalação e manutenção. “A instalação deve ser feita por mão-de-obra qualificada. A Risors Impex oferece treinamento de instalação dos produtos”, diz. Segundo Richers, a Geberit atua no mercado brasileiro há seis anos e conta com equipe formada por arquitetos e engenheiros. “O crescimento anual de vendas da Geberit tem registrado índices de 10% a 15 %. No segmento de instalações sanitárias a maioria das vendas corresponde aos consumidores finais, já no segmento do sistema de drenagem de águas pluviais, se destacam as construtoras, grandes empreendimentos comerciais e indústrias”, diz.

Drenagem de águas pluviais
O sistema de drenagem de águas pluviais por sifonação pelo Princípio de Bernouilli, trabalha com o vácuo induzido pela gravidade, e possibilita utilizar a metade dos pontos de captação dos sistemas convencionais. “Como necessita de poucos tubos de descida, requer menos caixas de passagem no piso e as tubulações horizontais não precisam de inclinação, em geral tem baixo consumo de material. Apresentando diâmetro menor, as tubulações têm fluxo de água com maior velocidade e são auto-limpantes”, explica o engenheiro.

De acordo com ele, esse sistema surgido nos últimos 40 anos na Europa, é competitivo em relação ao convencional, de tubos de PVC, quando se compara o projeto como um todo - custo de elaboração do projeto; custos dos materiais; economias em caixas de passagem no piso; e vantagens arquitetônicas. Deve-se, portanto, evitar a comparação simplesmente baseada na quantidade de material e seu custo unitário. “A Geberit comercializa esse sistema, chamado ‘Pluvia’, há 25 anos, com mais de 100 mil instalações realizadas em 40 países, inclusive no Brasil. O sistema utiliza coletores de aço inox ou PEAD (polietileno de alta densidade); tubos e conexões específicas de PEAD; e ferragens de aço galvanizado”, afirma.

Para a viabilidade econômica do sistema, Richers recomenda a execução do sistema em empreendimentos de telhados com mais de 5 mil m² de área. O sistema é uma opção eficaz nos empreendimentos em que a utilização do sistema convencional tem apresentado problemas ou não consegue operar satisfatoriamente. “A vida útil do sistema ‘Pluvia’ é de aproximadamente 50 anos, desde que haja manutenção periódica adequada”, finaliza Sebastian Richers.