Dicas para especificar e instalar revestimentos decorativos de madeira

Usadas em paredes e tetos de ambientes internos, essas placas decorativas combinam fácil instalação, baixa manutenção e conforto acústico. Entenda onde e como usar

Publicado em: 17/04/2018Atualizado em: 16/10/2019

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

revestimento-de-madeira
Sustentáveis, os revestimentos de madeira também podem auxiliar no conforto termoacústico (foto: divulgação/Decopainel)

Os revestimentos decorativos de madeira combinam a nobreza da matéria-prima com a versatilidade dos painéis pré-fabricados. Indicados para ambientes internos, eles apresentam como vantagens a facilidade na instalação e a baixa manutenção. A lista de benefícios conta, ainda, com o fator sustentabilidade, afinal, a fabricação geralmente acontece a partir de recursos ambientais renováveis.

Confira revestimentos decorativos de madeira no Portal AECweb
Veja relação de fornecedores no Portal AECweb

ONDE USAR?

“O uso só é restrito em áreas úmidas ou submetidas a intenso calor”, destaca Susana Madalena, responsável pelo departamento Comercial da Decopainel. O mercado também oferece painéis que auxiliam no conforto acústico, bastante aproveitados em auditórios, teatros, entre outros. “São indicados para ambientes fechados onde há necessidade de redução de ruído“, ressalta a engenheira Nancy Devai, gerente de Produto da Owa Sonex Brasil.

O uso só é restrito em áreas úmidas ou submetidas a intenso calor
Susana Madalena

Além das paredes e tetos, os revestimentos de madeira podem ser instalados de maneira decorativa em portas, painéis e móveis. A especificação da solução passa pela maneira como ela será empregada. Para instalação em superfícies verticais, por exemplo, há opções autoadesivas, enquanto as que são executadas no forro têm a fixação realizada através de presilhas metálicas.

“Entre os modelos há um com encaixe macho e fêmea, indicado para teto ou parede e instalado através de sistema de fixação, perfis e clips. Pode ser usado em superfícies planas ou curvas, como se fosse um painel contínuo”, informa Devai. Outra opção é a linha de forros fixada no teto com perfis T clicados. “Existem também os revestimentos para paredes executados somente com sistema de perfis e clips”, completa.

Outra maneira de diferenciar os painéis é através do acabamento recebido, que pode ser laminado, com aspecto natural da madeira, entre outros. “Cada região do país é adepta a um estilo de produto, sendo que as características culturais de cada estado influenciam na escolha. Por exemplo, nos estados do Nordeste, os coloridos laminados são bastante procurados, enquanto que no Rio Grande do Sul os de madeira fazem mais sucesso”, conta Madalena.

ESPECIFICAÇÃO

O projeto dos revestimentos decorativos de madeira começa com a avaliação das condições da superfície que será preenchida. A área precisa estar com todas as obras prontas e livres da sujeira causada por processos de construção ou reforma. “O planejamento deve levar em consideração a existência de acessórios instalados nas paredes ou tetos, como televisores ou luminárias”, afirma Madalena.

Como são oferecidas variadas possibilidades de paginação, durante a especificação é interessante que o comprador tenha acesso à maquete eletrônica com o resultado final. “É importante que o cliente e seu arquiteto consigam visualizar, através de perspectivas em 3D, como o seu ambiente ficará”, recomenda Madalena. A escolha do acabamento se torna mais fácil e acertada com base nessas informações de projeto.

Há, também, produtos ignífugos, que recebem resina antichama em sua formulação. Eles podem ser usados em locais de grandes concentrações públicas e oferecem segurança ao fogo Classe II-A
Nancy Devai

Quando os painéis cumprem função acústica, o nível de detalhamento do projeto precisa ser ainda mais profundo. Cada produto apresenta desempenho próprio, que pode ser complementado com placas lisas (não perfuradas). “Para determinar a composição ideal, é necessário avaliar a atividade exercida no ambiente (palestras, música, escritório), as dimensões (planta e corte), o número de pessoas e os acabamentos existentes”, enumera Devai.

Em locais mais complexos, que exigem maior qualidade e precisão na distribuição sonora, a avaliação precisa ser realizada por consultores especializados em acústica. Todos esses dados devem ser de conhecimento do profissional responsável pela especificação. “Por outro lado, os detalhes da fixação e interface com os demais materiais e instalações são determinados no projeto executivo”, diz Devai.

INSTALAÇÃO

O procedimento de execução dependerá do produto adquirido. “Resumidamente, os autoadesivos já são entregues prontos para instalação e os não autoadesivos são fixados com cola de poliuretano (PU), cola de contato ou através de sistema de presilhas metálicas”, fala Madalena. Um dos principais cuidados da aplicação é promover o correto alinhamento e espaçamento das placas.

Durante a instalação, não é preciso realizar qualquer tratamento na madeira, pois os painéis já o recebem durante a fabricação. Um dos procedimentos executados pela indústria é o tratamento através de secagem em estufa (KD-HT). “Há, também, produtos ignífugos, que recebem resina antichama em sua formulação. Eles podem ser usados em locais de grandes concentrações públicas e oferecem segurança ao fogo Classe II-A”, informa Devai.

ACABAMENTO

O acabamento dos painéis é pré-definido pelo fabricante, mas há enorme gama de possibilidades disponíveis. Para os laminados, por exemplo, o comprador tem à disposição uma cartela de cores para escolher o aspecto que mais o agrada. Alguns fabricantes oferecem peças laqueadas ou revestidas por folhas com tons mais claros ou mais escuros de madeira, assim como permitem a realização de perfurações ou frisos para personalizar os painéis.

MANUTENÇÃO

Depois de instalados, os painéis não pedem manutenções ou verificações periódicas. A única intervenção necessária é a limpeza com uso de pano levemente molhado, flanela ou escova de cerdas macias. Alternativas mais complexas, como aspiradores de pó, podem ser utilizadas em ambientes onde há alta troca de ar externo. Para evitar o acúmulo de sujeira, é recomendável manter o local sempre ventilado ou climatizado, livre de umidade e da ação de intempéries.

Leia também: Revestimentos de paredes são elementos decorativos versáteis

Colaboração técnica

susana-madalena
Susana Madalena – Graduada em Administração Gestão pela Escola Superior de Criciúma (ESUCRI) e pós-graduanda em Gestão de Marketing e Inteligência de Mercado. Participou de diversos cursos voltados à excelência no atendimento. Estuda oportunidades de negócios com o marketing de relacionamento. Atua na área comercial há 14 anos e, desde 2013, é responsável pelo departamento Comercial da Decopainel.
nancy-devai
Nancy Devai – Engenheira Química com pós-graduação em Marketing, Acústica Ambiental, além de vários outros cursos de especialização em acústica. Atua há mais de quinze anos no segmento de forros e revestimentos acústicos, com pesquisa, desenvolvimento de novas soluções e orientação sobre a correta utilização de produtos. É gerente de Produto da Owa Sonex Brasil.