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Do clássico às tendências atuais

O piso cerâmico não é a única tendência do momento; os revestimentos rústicos ganharam o mercado.

Publicado em: 16/07/2010Atualizado em: 30/10/2023

Texto: Redação AECweb



Redação AECweb

Do clássico às tendências atuais

O Brasil é hoje o terceiro maior exportador de piso cerâmico do mundo. Esse dado evidencia a grande evolução que o tradicional setor cerâmico sofreu nos últimos anos. Embora preferido da classe popular por apresentar um ótimo custo benefício, durabilidade média de cinco anos e uma enorme gama de acabamentos, o piso cerâmico não é a única tendência do momento.

Segundo a designer de interiores Cristina Mason Barbara, do escritório Barbara & Purchio, os revestimentos rústicos ganharam o mercado. Prova disso são as madeiras de demolição, que, por apresentarem uma demanda muito maior que a oferta, obrigou os fornecedores a dar acabamento de demolição a madeiras certificadas. “Através de jatos de areia e tingimentos, a madeira certificada adquire o mesmo aspecto da de demolição”, explica. Com essa técnica, os princípios sustentáveis são mantidos.

Nos apartamentos residenciais de alto padrão, a madeira de demolição e o mármore predominam no living. Porém, há quem prefira piso frio até mesmo nos dormitórios, opção recomendada pela designer para imóveis de áreas litorâneas e no nordeste, onde vale, além das pedras, os pisos cerâmicos.

“Somente este ano, foram lançados vários modelos com tamanhos generosos: para interiores, placas de 2 m x 0,8 m e, para áreas externas e grandes residências, os tamanhos podem chegar a três metros. Existem ainda revestimentos cerâmicos de qualidade que imitam o limestone e o mármore. Esse tipo de acabamento se torna interessante quando se coloca um rodapé de madeira para dar um contraponto, uma aquecida no ambiente que, apenas como piso cerâmico, fica muito frio”, ensina Barbara.

Nas varandas dos apartamentos, o granito e a cerâmica são comuns. “Hoje, com a tendência de fechamento dessas áreas por painéis de vidro, o mármore também virou uma opção, mesmo sendo poroso”, explica Cristina.

Já na cozinha, é normal que haja um mix de materiais. Geralmente, são usados 70% de revestimento cerâmico e 30% de granito, sendo que o granito pode ser substituído pelas bancadas do tipo silestone ou corian, produtos extremamente assépticos, com longa durabilidade. “Essa mistura enriquece o projeto e empresta um movimento diferenciado à obra”, comenta Barbara.

Do clássico às tendências atuais

Outro material que vem fazendo sucesso é o ladrilho hidráulico, exatamente por se encaixar bem no conceito rústico. Nessa linha, também segue o piso cimentício que, acompanhado de cores alegres e vibrantes, completa a lista dos preferidos dos arquitetos e designers. “A tendência atual é impregnar o ambiente de cores. O ladrilho hidráulico pode ser usado para compor verdadeiros tapetes, em soluções ‘casadas’ com outros materiais, como o piso cimentício que está de volta”, explica.

Para as áreas comuns, muitas são as opções. O mármore e o limestone são imbatíveis para o hall social. Nas paredes, revestimentos diferenciados, como o Granitec e pedras cimentícias Solarium estão em alta, pois possibilitam a criação de grandes painéis texturizados que iluminam o ambiente.

Nos salões de festas e de jogos, o tipo de revestimento depende muito do padrão do prédio e da quantidade de apartamentos do empreendimento. “Em edifícios de alta densidade, em que o tráfego é mais intenso, costuma-se colocar cerâmica ou porcelanato. Quando tem apenas uma torre, com um apartamento por andar, opto pela madeira, que deixa o ambiente mais aconchegante e nobre”, explica a designer, que é especializada em prédios de alto padrão.

Já nas áreas de fitness e spa, os pisos vinílicos são uma ótima opção; apresentam ampla gama de acabamentos, são quentes e assépticos e não fazem barulho. Nas áreas de sauna, cerâmica no piso e parede. Para as piscinas, o mais indicado é o porcelanato e o mármore.

“É comum que as tendências do alto padrão sejam assimiladas e adaptadas para o médio padrão, porém, com variação de acabamento. Aí entram os porcelanatos que imitam limestone, as cerâmicas que imitam a madeira. Esses produtos oferecem, além de um ótimo custo-benefício, vida útil bastante longa”, destaca Cristina Barbara.


Nos edifícios corporativos, a preferência é pelo granito, que oferece a enorme vantagem de não demandar manutenção. Depois de feito o acabamento, o máximo que o produto exige é um polimento a cada dez anos.


A designer ressalta, ainda, que o revestimento mais difícil de manter é a madeira: de oito em oito anos, exige raspagem e a aplicação de acabamento como Sinteko, produto que não permite retoque e que vem sucessivamente perdendo mercado para o Bona.


Com relação aos carpetes de madeira, eles ainda continuam sendo uma alternativa para a classe média, embora já existam outros tipos de revestimentos, como placas e pisos prontos de madeira, bem mais silenciosos. O carpete de tecido, por sua vez, caiu em desuso nas residências. “Nos prédios comerciais e grandes escritórios o cenário é outro: usa-se muito placas de carpete como acabamento de piso suspenso”, conclui Cristina Barbara.


Redação AECweb 


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Do clássico às tendências atuais Cristina Mason Barbara:

Formada em design de interiores pela Escola Panamericana de São Paulo, Cristina Barbara junto a sua irmã e sócia, Milena Purchio, criou o Barbara & Purchio Interior Design em 1993, sendo responsável pela área de projetos e criação. Desde de sua fundação, o escritório  atende à freqüente demanda do mercado imobiliário nos segmentos residencial, corporativo e imobiliário.