Duchas autolimpantes: saiba como funcionam e conheça vantagens

O produto possui tecnologia que faz a limpeza dos crivos quando o registro é fechado e evita sua manutenção periódica, como ocorre nos chuveiros convencionais

Publicado em: 30/03/2021

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Duchas autolimpantes
Solução evita o entupimento nas saídas dos jatos d’água (Foto: Naypong Studio/Shutterstock)

Uma situação bastante desagradável é tomar banho de pingos em um chuveiro. Muito comum, a situação decorre do entupimento nas saídas dos jatos d’água, exigindo sua limpeza com alguma frequência. A solução desenvolvida pela indústria de metais sanitários que evita esse transtorno é a ducha autolimpante. “Ela é recomendada, principalmente, para locais onde a água que é recebida pela ducha é acompanhada de calcário, excesso de cloro ou outras impurezas que ocasionam a obstrução das saídas de água”, informa Paulo Galina, gerente de Marketing da Lorenzetti.

“Trata-se de um chuveiro que possui sistema autolimpante, que evita entupimento dos crivos, garantindo a saída da água e a performance do jato”, fala Grasiele Moura, coordenadora de Marketing de Produtos da Tigre. Ao impedir que impurezas e sujeiras fiquem concentradas nas saídas dos jatos de água, essas duchas também dispensam a necessidade de manutenção regular do produto, ação que ocorre periodicamente com os modelos convencionais.

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Como funcionam

Trata-se de um chuveiro que possui sistema autolimpante, que evita entupimento dos crivos, garantindo a saída da água e a performance do jato
Grasiele Moura

Galina explica que as duchas autolimpantes apresentam sistema com bicos internos que fazem a limpeza dos furos da passagem de água automaticamente, toda vez que o fluxo de água é interrompido. Ou seja, toda vez que o usuário fecha o registro, o chuveiro executa a autolimpeza. “No mais, as duchas autolimpantes contam com as mesmas características que os modelos convencionais”, diz.

Moura detalha o sistema antirresíduo exclusivo da empresa: “A pressão interna da água pressiona o conjunto de bicos dos jatos da água, que acabam encaixando nos furos do crivo. Ao fechar o registro, o conjunto de bicos recua, voltando para a posição inicial, retirando algum resíduo que pode estar obstruindo a passagem do jato”.

Instalação

O único aspecto que deve receber atenção, assim como nas demais duchas, é em relação à altura do ponto da saída da água até o piso do box ou da banheira, que deve ser de cerca de 2,10 metros
Paulo Galina

As duchas autolimpantes disponíveis no mercado são de metal, portanto, compatíveis com sistemas de aquecimento a gás, solar ou boiler. O produto pode ser instalado em qualquer banheiro, seja com alta ou baixa pressão. “O único aspecto que deve receber atenção, assim como nas demais duchas, é em relação à altura do ponto da saída da água até o piso do box ou da banheira, que deve ser de cerca de 2,10 metros”, observa Galina, acrescentando que a limpeza do produto deve ser feita com pano macio, água e sabão neutro, evitando a utilização de palha de aço ou produto abrasivo.

Custo-benefício

De acordo com Galina, os preços das duchas autolimpantes variam muito no mercado. “Mas, na sua grande maioria, apresentam excelente custo-benefício, uma vez que contam com uma tecnologia diferenciada e preços próximos aos de duchas tradicionais com design similar”, afirma.

“Todos os nossos chuveiros possuem algum diferencial, portanto, não temos como comparar os preços. Cada consumidor escolhe a ducha que mais lhe agrada, seja de massagem, aquele que oferece maior volume de água ou maior economia também”, ressalta Moura.

Evolução

O produto evoluiu para o sistema de duchas com diferentes tipos de jato, sendo que a autolimpeza ocorre na troca de jatos. Por meio de um botão seletor, é possível escolher entre os jatos: massageador, massageador+radial, radial, radial+pulsante e pulsante. Essa linha é acompanhada de uma rede de contenção de resíduos, que retém as sujeiras antes de chegarem ao espalhador, para evitar ainda mais a obstrução dos furos. “Para a limpeza da rede, de forma a desobstruir a passagem da água, basta passar um jato de água no sentido contrário ao de funcionamento”, finaliza Galina.

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Colaboração técnica

Grasiele Devigili Meireles Moura
Grasiele Devigili Meireles Moura – É especialista em Marketing de Varejo pela PUC-PR (2010) e em Planejamento Estratégico pela PUC-SC (2012). Atua no mercado de construção civil há mais de 15 anos. É coordenadora de Marketing de Produtos na Tigre, responsável na gestão do portfólio e categoria.
Paulo Galina
Paulo Galina – Formado em Administração de Empresas pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul, tem MBA em Economia e Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas – FGV (2010). É gerente de Marketing na Lorenzetti, onde trabalha há 32 anos.