Elétrica ou a combustão? Saiba como escolher a empilhadeira ideal

Os principais critérios que devem ser considerados na hora de comprar ou alugar esse equipamento são capacidade de movimentação/elevação de carga, modelo e local da operação

Publicado em: 21/05/2018Atualizado em: 06/06/2018

Texto: Redação PE


O tamanho do espaço também é essencial para a definição do melhor tipo de empilhadeira (Dmitry Kalinovsky/ Shutterstock)

Para escolher a empilhadeira ideal, o usuário precisa ter em mente quais são as suas necessidades de carregamento e movimentação de cargas, e explicar ao fornecedor o tipo e peso das cargas. Os principais critérios para a escolha desse equipamento são capacidade de carga, quantidade de turnos em que ele será utilizado e o tipo e local da operação, que pode ser aberto, fechado, armazém com estantes, frigorífico, entre outros.

É necessário obter detalhes relacionados à operação, como tipo de paletes movimentados, processo de carga e descarga de caminhões, movimentação horizontal em pátios, picking de pedidos ou empilhamento de paletes em armazéns. O tamanho do espaço também é fundamental para a definição da melhor empilhadeira, porque há casos em que a máquina terá de operar em corredores estreitos e, para isso, será necessário uma empilhadeira com raio de giro menor.

As informações sobre altura máxima para elevação de carga e peso máximo por palete também são relevantes para definir o equipamento certo, além de outras, como piso de trabalho e corredor operacional. “O requisito técnico mais importante a ser considerado é a capacidade de movimentação/ elevação de carga. As demais informações normalmente são utilizadas para comparar performance, autonomia e velocidade de movimentação de cargas e de deslocamento da empilhadeira”, explica Paulo Ribeiro, designer industrial da Kion South America.

MODELOS

As empilhadeiras disponíveis no mercado brasileiro normalmente são destinadas a trabalhos em armazéns e galpões industriais, ao comércio varejista, a locais fechados e pátios de movimentação de materiais. “Com exceção de transpaleteiras manuais, existem empilhadeiras a combustão e elétricas, com o operador a pé ou embarcado, selecionadoras de pedidos, empilhadeiras patoladas, e empilhadeiras retráteis”, informa Ribeiro.

O requisito técnico mais importante a ser considerado na hora da escolha é a capacidade de movimentação / elevação de carga
Paulo Ribeiro

As aplicações são as mais diversas possíveis. “Trabalhamos com ampla gama de produtos para movimentação de materiais, com alguns modelos fabricados no Brasil, transpaleteiras manuais e empilhadeiras que movimentam até 18 toneladas”, conta Ribeiro.

Ercílio Romeira, gerente nacional de empilhadeiras da BMC-Hyundai, acrescenta que os modelos movidos a GLP e diesel são indicados para aplicação externa, em locais com pisos diversos e cargas variadas, podendo ser usados em altura média de 4 m a 6 m de elevação. As empilhadeiras a combustão são normalmente utilizadas em pátios, docas e portos, operando em locais abertos e com pisos mais irregulares. “Esse tipo de empilhadeira realiza movimentações de cargas mais pesadas, especialmente acima de 8 toneladas”, observa Romeira.

EMPILHADEIRAS ELÉTRICAS

As empilhadeiras elétricas foram concebidas para trabalhos em locais onde não se permite emissão de gases provenientes dos motores de combustão interna. Elas podem operar em locais onde se exige verticalização de 7 m e corredores operacionais de, em média, 3 m. Entretanto, isso não exclui a possibilidade de ela operar em ambientes externos. Esse tipo de máquina é muito requisitado em locais estreitos, pois possuem raio de giro menor do que o das empilhadeiras a combustão.

Esse tipo de empilhadeira [a combustão] realiza movimentações de cargas mais pesadas, especialmente acima de 8 toneladas
Ercílio Romeira

“As empilhadeiras elétricas contrabalançadas são utilizadas em áreas interna e externa, com pisos mais regulares, cargas variadas e altura média de 4 m a 6 m de elevação. As empilhadeiras elétricas retráteis, por sua vez, são destinadas à aplicação interna, com cargas paletizadas e padronizadas, em altura média de 8 m a 12 m de elevação”, indica Ribeiro.

INOVAÇÕES

De acordo com Ribeiro, o que há de mais avançado, hoje, em relação à inovação tecnológica desses equipamentos são as empilhadeiras autônomas, com sistemas de automação e projetadas especificamente para trabalhar sem operador. Elas coletam suprimentos, armazenam produtos a serem entregues, além de fazerem tudo o que uma empilhadeira comum faz. A tecnologia aplicada nesses modelos se dá por codificação complexa em combinação com a consciência de câmeras anexadas à empilhadeira, proporcionando um campo de visão completo.

Outra inovação é a bateria tracionária de íons de lítio, que proporciona um carregamento mais rápido em relação às baterias de chumbo-ácido. “Essa bateria melhora a produtividade e reduz os intervalos de manutenção”, avalia Romeira. As empilhadeiras híbridas, que utilizam combustíveis como diesel e GLP, mas tem motor de tração elétrico — além de moderno sistema de gerenciamento remoto de frotas — também são inovadoras.

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COLABORAÇÃO TÉCNICA

Paulo Ribeiro, designer industrial da Kion South America
Ercílio Romeira, gerente nacional de empilhadeiras da BMC-Hyundai