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Empilhadeiras requerem manutenção diferenciada

Cuidados específicos prolongam a vida útil deste equipamento

Publicado em: 22/10/2013Atualizado em: 14/11/2013

Texto: Redação PE

A manutenção de empilhadeiras tem uma série de peculiaridades, especialmente pelas variações entre os motores – movidos a diesel, GLP (movidos a gás) ou elétricos. Por isso, os frotistas precisam levar em conta as diferenças técnicas na hora de adotar os procedimentos corretos no momento fazer as intervenções nesses equipamentos.

Em empilhadeiras com sistema GLP, por exemplo, ao desligar o equipamento ao final da jornada diária, é necessário fechar o registro do cilindro com o motor ainda funcionando para haja queima de todo combustível da máquina. Outro ponto muito importante: o dreno da borra de GLP deve ser executado em manutenções preventivas.

A verificação do prazo de validade do cilindro de GLP é essencial. Quando estão com a validade vencida podem soltar partículas e provocam oxidação, e consequentemente, danificam o sistema de combustível e o propulsor.

Com as empilhadeiras movidas a diesel é primordial realizar a manutenção dos sistemas de injeção: este tipo de combustível no Brasil possui alto teor de enxofre. A umidade oxida o sistema de combustível e essa reação química corrosiva causa danos diretos ao motor.Também é importante substituir os filtros do diesel de acordo com as recomendações do fabricante do equipamento, realizar limpeza periodicamente nas linhas de combustível e no reservatório.

Já as empilhadeiras elétricas funcionam como parte pensante de um corpo. Quando os comandos das funções são transmitidos pelo sistema, os controladores recebem os dados, comparam com seus valores pré-estabelecidos e corrigem alguma eventual falha.

Antes das manutenções preventivas, é recomendável a verificação no equipamento a existência de algum tipo de alarme sonoro ou visual e se algum ícone está aceso no painel. Durante a limpeza, os componentes precisam estar desconectados dos terminais elétricos. Especialistas recomendam que não seja feita nenhuma ligação paralela para acionar o funcionamento do equipamento: a bateria deve ser retirada e colocada para recarregar caso necessário.

Trabalhos muito severos como fundição, portos, fábricas de sal, ou qualquer outra operação que possa conter material condutivo, exigem cuidados especiais com o sistema elétrico, a fim de evitar paradas do equipamento, curto-circuito e até incêndios.

Lavagem evita desgaste prematuro

A lavagem, em muitos casos, não é levada a sério, mas é tão importante como qualquer outra etapa da manutenção. A limpeza evita vários defeitos no equipamento, e nas partes móveis, é essencial para as partículas abrasivas não permitirem o desgaste prematuro das correntes, deslizantes, pinos, buchas, mangueiras etc.

Lavar o radiador é fundamental para o sistema de arrefecimento, pois em algumas operações, o componente sofre com o excesso de sujeira como papel, pó, barro entre outros materiais que causam obstrução nas seções onde circula o ar gerado pela hélice do motor. Quando ocorrem obstruções ocorre superaquecimento, o que pode acarretar em paradas imprevistas com queima da junta do cabeçote, ou até danos maiores.

Procedimentos de lubrificação

A lubrificação sempre deve ser feita após a lavagem do equipamento. A mistura de fluidos à sujeira gera uma substância abrasiva que causa desgaste prematuro nas partes móveis. A lubrificação da torre e do eixo direcional deve ser realizada preferencialmente com graxa com bissulfeto de molibdênio em sua composição, pois resistem por mais tempo aos atritos normais causados pelo funcionamento.

Se os bicos de graxa estiverem entupidos, impedem a entrada do lubrificante nos pinos ou buchas. Para a corrente, o ideal é utilizar graxa líquida em quantidades moderadas para as partículas do ar não impregnarem, o que dificulta a limpeza e, a longo prazo, provoca corrosão.

Pneus

No caso dos pneumáticos, alguns cuidados devem ser tomados, como por exemplo na calibragem que precisa ser mantida de acordo com o estipulado pelo fabricante. As falhas neste tipo de pneu, como pequenas bolhas, são causadas por baixa pressão.

Outra dica é evitar esterçar totalmente a direção com o equipamento parado, pois os pneus direcionais sofrem com o contrapeso o que pode acarretar em desgaste irregular, ou até a ruptura da estrutura e banda de rodagem do pneu.

Fonte: Armando Campanini, gerente comercial de empilhadeiras do Grupo Auxter