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Espumas elastoméricas atuam no isolamento térmico e acústico

O material está disponível nos formatos tubular, mantas e cintas adesivas de acabamento e reveste componentes de sistemas como o hidrossanitário e de ar-condicionado. Entenda

Publicado em: 23/06/2021Atualizado em: 23/07/2021

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Espumas elastoméricas
As espumas elastoméricas também podem ser utilizadas nas tubulações de água aquecida (Foto: Aulia1/Shutterstock)

As espumas elastoméricas figuram entre os materiais utilizados na construção civil para o isolamento acústico e térmico de instalações. É um tipo de espuma flexível de borracha, produzida nos formatos tubular, mantas e cintas adesivas. Segundo Antonio Borsatti, gerente Técnico da Armacell na América Latina, a especificação depende do tipo de aplicação. “A tubular é empregada no isolamento de tubos, enquanto as mantas servem ao isolamento de dutos, tanques, equipamentos e tubulações de grandes diâmetros. Já as cintas reforçam e fazem o acabamento da instalação”, explica.

Rafael Siais Furtado, diretor Comercial da Isar, empresa de engenharia de isolamentos, considera as espumas elastoméricas um ótimo produto para aplicações acústicas e para fazer o isolamento térmico e evitar a condensação nas tubulações, dutos, tanques e equipamentos dos sistemas de ar-condicionado e de refrigeração. A solução também pode ser utilizada nas tubulações de água aquecida, proporcionando maior eficiência energética desses sistemas.

Propriedades técnicas

De acordo com Borsatti, as espumas elastoméricas podem ser constituídas por células abertas ou fechadas. Para isolamento térmico a baixa temperatura, possuem células fechadas, alta resistência à difusão de vapor de água e densidade ideal para proporcionar baixa condutividade térmica. Já as espumas elastoméricas para isolamento acústico podem ter várias faixas de densidade e células abertas, que permitem melhor absorção do som. “Ou células fechadas para favorecer a atenuação da transmissão do ruído”, completa.

O material proporciona absorção sonora ou redução da propagação de ruídos e trocas térmicas, além de controlar a temperatura superficial evitando condensação, formação de gelo ou queimaduras.

Instalação em sistemas

Furtado explica que a aplicação é feita com adesivo específico para espuma elastomérica, envolvendo toda a tubulação ou equipamento. “Na maioria dos projetos de sistemas hidrossanitários, somente as tubulações são revestidas, porém, em alguns casos, as tubulações do shaft também o são”, diz.

Cotejada com outras soluções para isolamento acústico de tubulações hidrossanitárias e de equipamentos, a espuma elastomérica pode apresentar resultados similares ou até melhores, com menores espessuras e instalação fácil e limpa
Antonio Borsatti

Quando a aplicação se destina à absorção acústica de sala de máquinas ou equipamentos, toda a área das paredes é revestida com placas coladas ou fixadas com perfis metálicos, de maneira similar aos sistemas para tratamento acústico. Furtado alerta que a preocupação maior são as juntas e os encontros de mantas e tubos. “A vedação deve ser feita conforme as especificações do fabricante e com o uso do adesivo correto para evitar perda energética e condensação”, afirma. É preciso, também, proteger o material contra os raios UV, para que alcance a durabilidade adequada.

Comparativo com outros materiais

No isolamento térmico a frio, as espumas elastoméricas apresentam muitas vantagens quando comparadas com a maioria dos outros materiais, devido à sua flexibilidade e ao seu alto fator de resistência à difusão de vapor de água. Essas características proporcionam uma instalação rápida, limpa e sem a necessidade da confecção de barreiras de vapor.

“Cotejada com outras soluções para isolamento acústico de tubulações hidrossanitárias e de equipamentos, a espuma elastomérica pode apresentar resultados similares ou até melhores, com menores espessuras e instalação fácil e limpa”, destaca Borsatti.

É um produto com maior assepsia, grande flexibilidade para manuseio e instalação e não causa irritabilidade ao contato
Rafael Siais Furtado

Furtado complementa, lembrando que a espuma elastomérica de células fechadas não soltam partículas no ambiente. “É um produto com maior assepsia, grande flexibilidade para manuseio e instalação e não causa irritabilidade ao contato”, expõe.

Em geral, espumas elastoméricas são frágeis e sensíveis à radiação UV, sendo necessário protegê-las quando expostas a intempéries ou ao risco de choques mecânicos. A solução é empregar proteção mecânica feita em metal, como alumínio liso, alumínio corrugado, aço inox, aço galvanizado. “Ou, ainda, através de produtos como tintas com proteção UV e tecidos flexíveis que protegem das intempéries e prolonga a vida do material”, diz Furtado. A seu ver, a única desvantagem das espumas elastoméricas é o fato de o adesivo utilizado para fixação e vulcanização utilizar base de solvente.

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Colaboração técnica

Antonio Borsatti
Antonio Borsatti – Engenheiro de Produção Mecânica desde 1999, com atuação na área técnica de projetos de instalações de HVAC-R. A partir de 2007, iniciou sua trajetória na área de Engenharia de Produtos e Aplicação da Armacell Brasil, onde tem desenvolvido conhecimentos teóricos e práticos sobre isolamento térmico e acústico, além de liderar o desenvolvimento de produtos, entre eles, o isolamento acústico para tubulações hidrossanitárias e outras soluções voltadas para o atendimento da Norma de Desempenho de Edificações. Atualmente, é também o coordenador da ABNT/CEE-155 - Comissão de Estudo Especial de Materiais Isolantes Térmicos e Acústicos.
Rafael Siais Furtado
Rafael Siais Furtado – Graduado em Engenharia Civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP, com Especialização MBA em Administração CEAG pela Fundação Getúlio Vargas – FGV. É diretor Comercial da Isar, com experiência de mais de 15 anos nos mercados de isolamento térmico e acústico em diversos projetos da área industrial e construção civil. Atualmente, é membro do conselho efetivo da Associação Brasileira para a Qualidade Acústica – ProAcústica.