Grupo Isorecort lança o painel laje, o Monopainel® que dispensa vigotas

As peças são encaixadas lateralmente pelo sistema macho e fêmea, o que torna o processo rápido e ágil (Foto: Divulgação/Grupo Isorecort)

Publicado em: 25/04/2022

Texto: Hosana Pedroso

O poliestireno expandido (EPS) acaba de ganhar papel de protagonista na execução de lajes, com o lançamento do painel laje, sistema que evita o uso de vigotas treliçadas ou protendidas. Além de agregar à edificação maior conforto térmico, assegura rapidez e maior produtividade à obra.

Até agora, a engenharia civil conhecia e utilizava de forma crescente as lajotas em EPS em substituição às cerâmicas na execução de lajes convencionais. “Como o material tem baixa resistência à flexão, quanto maior o vão, maior a tendência de a peça quebrar. Neste caso, as vigotas são necessárias para a sustentação estrutural da laje”, explica a engenheira da empresa Karen Peroni.

Com a função, portanto, de elemento inerte, as lajotas em EPS têm pequenas dimensões: 100 cm de comprimento x 33 / 40 / 44 cm de largura, e, alturas variadas. “Desta maneira, se obtém o desempenho satisfatório da laje do ponto de vista estrutural, calculado para resistir aos carregamentos a que estará submetida”, diz, ressalvando que, apesar do isolamento térmico próprio do EPS, na região das vigotas ainda há transmissão de calor para dentro dos ambientes.

Pensando em contribuir com a eficiência térmica do sistema, a área de engenharia do Grupo Isorecort desenvolveu o painel laje, que adota o conceito do Monopainel®. “É um modelo de produto que permite a execução de panos de laje totalmente em EPS, eliminando as vigotas e, consequentemente, os pontos de passagem do calor”, explica.

É um modelo de produto que permite a execução de panos de laje totalmente em EPS, eliminando as vigotas e, consequentemente, os pontos de passagem do calor, Karen Peroni

Características técnicas

O sistema é constituído por painéis em EPS de média densidade, com dimensão padrão de 120 cm de largura x 180 cm de comprimento. As alturas totais são padronizadas em 12, 16, 20 e 25 cm .

“Em lajes projetadas para grandes vãos ou carregamento acentuados, é preciso empregar o Monopainel® com altura maior em função da rigidez necessária”, diz. É o cálculo estrutural que vai determinar a altura ideal das peças. Não há restrição quanto ao número de pavimentos de uma obra para uso do sistema.

As peças são encaixadas lateralmente pelo sistema macho e fêmea, o que torna o processo rápido e ágil. A tela metálica eletrossoldada, típica do Monopainel®, fica travada apenas na face inferior de cada placa.

“No painel laje, a tela não tem função estrutural como ocorre com as tipologias para paredes e escadas. E sim, para absorver as tensões de flexão durante a etapa de execução da laje, resultante do trânsito de trabalhadores e demais sobrecargas que sejam aplicadas sobre o EPS”, comenta a engenheira, acrescentando que a tela tem a flexibilidade e a rigidez necessárias para resistir a esse carregamento.

Execução

O primeiro passo para a execução do sistema é a instalação dos escoramentos para apoiar e nivelar os painéis laje. “Recomendamos que a montagem seja feita a cada 900 mm para garantir resistência suficiente. Dessa maneira, as linhas de escoramento coincidem com o início do painel, área de encaixe das peças, e com o centro, que é a região de maior solicitação”, orienta Peroni.

Nas nervuras longitudinais dos painéis, a equipe de obras faz a inserção das barras de aço. O cálculo dessa armação deve considerar as dimensões dos vãos e os carregamentos a que a laje será submetida. “Os dutos dos sistemas elétrico e hidráulico também serão acomodados nessas nervuras ou em sulcos abertos com soprador de ar quente”, ensina.

Os dutos dos sistemas elétrico e hidráulico também serão acomodados nessas nervuras ou em sulcos abertos com soprador de ar quente, Karen Peroni

Em seguida, o pano de laje em EPS é fechado com malha metálica de distribuição e, por fim, pela concretagem. A partir dessa etapa, a sequência construtiva é igual à dos sistemas construtivos convencionais. “Esse capeamento deve estar previsto no projeto estrutural. Depois da cura do concreto e da retirada do escoramento, a tela de aço da parte de baixo dos painéis laje pode, inclusive, ser removida, pois já cumpriu a sua função na etapa de execução”, fala Peroni.

O papel do EPS nessa tipologia de Monopainel® é também de material inerte, auxiliando no desempenho térmico da laje, fazendo o preenchimento e atuando como fôrmas que ficam incorporadas a laje. “Além disso, os painéis laje colaboram com a rigidez do conjunto, em função de sua altura. Ou seja, quanto mais altas forem as peças, mais rígida é a laje”, observa.

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Para mais informações e detalhes técnicos, acesse www.isorecort.com.br.

Colaboração Técnica

Karen Peroni Maia – É Engenheira Civil e mestre em Engenharia de Estruturas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Técnica em Edificações pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Já atuou com projetos de estruturas pré-fabricadas em concreto armado e protendido, acompanhamento de obras e como professora de graduação das Engenharias Civil, Mecânica e de Produção na Faculdade Pitágoras. Atualmente é Engenheira Civil do Grupo Isorecort.