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Lâmpadas UV-C são aliadas contra vírus e outros microrganismos

Solução é eficaz no combate à maioria dos vírus, bactérias, esporos e fungos presentes nos ambientes, entretanto não cumpre papel de iluminação e seu uso exige cuidados

Publicado em: 18/11/2020Atualizado em: 19/11/2020

Texto: Juliana Nakamura

lâmpadas UV-C
As lâmpadas UV-C evitam a multiplicação e metabolização de vírus, bactérias, esporos e fungos (foto: Nor Gal/shutterstock)

Capazes de combater 99,9% dos microrganismos no ambiente, as lâmpadas UV-C ganharam destaque durante a pandemia do novo Coronavírus. A tecnologia funciona a partir da emissão de radiação ultravioleta com comprimento de onda de 253,7 nanômetros (nm). Invisível ao olho humano, ela quebra as moléculas de DNA e RNA quando interage com vírus, bactérias, esporos e fungos, impossibilitando assim sua multiplicação e metabolização.

“Desta forma, os microrganismos não causam nenhuma enfermidade ou contágio”, afirma Rodrigo Gouveia, Key Account Manager da Osram. “As lâmpadas UV-C podem ser usadas para desinfecção ou purificação”, complementa Edgard Jiron, Product Manager na Signify. Elas são indicadas, principalmente, para ambientes com grande circulação de pessoas, como academias, escolas, escritórios, cinemas, estações de transporte, entre outros.

As lâmpadas UV-C podem ser usadas para desinfecção ou purificação
Edgard Jiron

Com diferentes modelos disponíveis, a especificação do produto demanda atenção. “Existe um cálculo para definir a dose UV-C necessária para combater cada espécie de microrganismo. A conta é baseada no tempo de exposição e na irradiância da lâmpada, valor atrelado à sua potência”, explica Gouveia, destacando que a solução não cumpre papel de iluminação. “O foco é realmente a desinfecção dos ambientes e superfícies”, informa.

Cuidados na instalação

Essas lâmpadas não devem permanecer ligadas quando humanos ou animais estiverem no local, pois podem causar ferimentos nos olhos ou na pele. “A radiação UV-C é segura, desde que seja projetada, instalada e usada de acordo com as instruções dos fornecedores”, ressalta Jiron. Um dos principais cuidados está no sistema de acionamento, que precisa ser pensado e executado de modo que não coloque em risco a saúde dos ocupantes do imóvel.

Uma alternativa é posicionar o interruptor fora do ambiente, assim, é possível acender a lâmpada somente com o local vazio. Outra opção são os sensores de movimento, responsáveis por interromper a emissão da radiação sempre que qualquer atividade for percebida na área interna. Há ainda os timers, que criam um intervalo de tempo entre o pressionar do interruptor e o acionamento da lâmpada — permitindo que o operador saia do espaço.

Apesar de o procedimento de instalação das UV-C ser relativamente simples, a recomendação é que seja sempre realizado por profissional devidamente orientado. “Justamente para que a equipe não se exponha à luz ultravioleta”, comenta Gouveia. Além disso, o responsável bem preparado será capaz de pensar na melhor e mais segura alternativa de acionamento, com base nas características de cada empreendimento.

Como utilizar?

Existe um cálculo para definir a dose UV-C necessária para combater cada espécie de microrganismo. A conta é baseada no tempo de exposição e na irradiância da lâmpada, valor atrelado à sua potência
Rodrigo Gouveia

As lâmpadas UV-C não devem permanecer constantemente ligadas. “Só precisam ficar acesas durante o período de desinfecção”, diz Jiron. O tempo para combater os microrganismos é definido a partir de características como o tamanho do ambiente. “Existe um cálculo que determina o intervalo necessário para cada metro quadrado”, fala Gouveia. Levando em consideração esses números, é definida a frequência ideal de acionamentos.

O consumo energético é semelhante ao das lâmpadas convencionais, já sua vida útil varia de acordo com a potência. “Temos UV-C que vai de 4 a 95 watts, com vida útil mediana ficando entre 6 mil e 9 mil horas”, afirma Gouveia. A solução pode ser empregada para remover patógenos e microrganismos não só das superfícies e do ar, como também da água, em um procedimento que não envolve substâncias químicas ou outros subprodutos.

Compra segura

A compra das lâmpadas UV-C também pede alguns cuidados. “É preciso certificar que está sendo adquirido produto de marca qualificada e que garanta a eficiência do material. Caso contrário, há um risco muito grande, afinal, o consumidor vai acreditar que o ambiente está esterilizado e não tem como aferir se a desinfecção ocorreu de fato”, ressalta Gouveia, mencionando ser interessante verificar se o fornecedor fez todos os testes e tem os laudos.

Novidades no mercado

Além de modelos tradicionais, o mercado de lâmpadas UV-C conta com algumas novidades. É o caso, por exemplo, de luminárias móveis independentes e que podem ser transportadas para um quarto de hotel ou usadas em ônibus e trens. “A Signify também lançou uma variedade de câmaras de desinfecção UV-C seguras e rápidas. São ideais em escritórios e prédios públicos para desinfetar telefones, bolsas, laptops e carteiras em questão de segundos”, diz Jiron.

Essa solução pode ser aproveitada em lojas em que os produtos são experimentados em provadores, como as de roupas. “As luminárias UV-C também têm espaço em túneis de desinfecção de superfícies”, comenta Jiron, que menciona dois exemplos: na América do Norte, uma grande rede varejista está usando um túnel UV-C para carrinhos de compras e, na Índia, um hotel planeja usar o túnel para desinfetar as malas dos hóspedes no check-in.

A Osram disponibilizou recentemente uma solução completa e já pronta para a instalação com todos os requisitos de segurança. “Trata-se de uma luminária com uma lâmpada de 30 ou 36 watts. Ela tem um interruptor que, após ser acionado, demora 30 segundos para ligar a UV-C. O sistema conta ainda com um sensor de presença que desliga imediatamente a lâmpada ao perceber qualquer movimentação”, conclui Gouveia.

Leia também: Iluminação para áreas externas deve conciliar aspectos estéticos e funcionais

Colaboração técnica

Edgard Jiron – Formado em Engenharia de Alimentos e pós-graduado em Marketing, tem vasta experiência nos ramos de Gerenciamento de Produto, tendo atuado em funções técnicas, comerciais e de marketing. É Product Manager na Signify, detentora das marcas Philips, Hue e Interact. Na empresa, é responsável pelo desenvolvimento da estratégia de produtos no Brasil para o segmento de iluminação profissional.
Rodrigo Gouveia – Formado em Administração pela Faculdade Oswaldo Cruz e em Marketing pela Fundação Armando Alvares Penteado, tem MBA em Gestão estratégica de Pessoas pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Atualmente, é Key Account Manager da Osram.