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Manutenção preventiva da instalação hidráulica é investimento

O procedimento, previsto na norma técnica de Manutenção de Edificações, reduz falhas e prolonga a vida útil dos componentes do sistema

Publicado em: 27/05/2021Atualizado em: 28/05/2021

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Manutenção preventiva da instalação hidráulica
Com a realização das manutenções preventivas fica assegurado o melhor desempenho dos equipamentos (Foto: Rido/Shutterstock)

O conceito de manutenção preventiva do sistema hidráulico é amplo, abrangendo muito além das tubulações. “É importante lembrar que um sistema hidráulico engloba desde reservatórios de água, bombas, válvulas, registros, sistema de combate a incêndio, até os ralos e grelhas”, diz o engenheiro Ronald Russo, diretor de Operações e Comercial da Temon Serviços.

É importante lembrar que um sistema hidráulico engloba desde reservatórios de água, bombas, válvulas, registros, sistema de combate a incêndio, até os ralos e grelhas
Ronald Russo

O sistema hidráulico de uma instalação é constituído pelos sistemas de água fria, água potável, de reúso, águas pluviais e esgoto, bem como pelo sistema de distribuição, seja ele pressurizado ou por gravidade. “Todos esses sistemas são devidamente ancorados e fixados, pontos esses que também necessitam de atenção, para evitar falhas”, diz.

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Exigência normativa

A ação preventiva do sistema hidráulico faz parte da ABNT NBR 5674:2012 – Manutenção de Edificações e deve estar prevista no plano de manutenção do empreendimento. Nele estão todos os sistemas, subsistemas, áreas, equipamentos e todos os procedimentos que precisam ser feitos em cada um deles, incluindo a rotina, a equipe e o cronograma de manutenção.

Cada equipamento e sistema deve ser avaliado isoladamente, de modo a definir a periodicidade ideal, considerando em particular as orientações dos fabricantes. “Podemos citar, por exemplo, a periodicidade de limpeza das calhas, condutores e grelhas do sistema de águas pluviais de uma edificação, que poderá variar de acordo com nível de sujidade de cada região, em função da existência de árvores, quantidade de chuvas e outros fatores”, comenta Russo.

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Componentes mais críticos

Não existem, necessariamente, componentes mais suscetíveis a problemas ou danos. Cada sistema tem sua particularidade, que varia de acordo com a concepção, execução e utilização. O engenheiro recomenda, porém, dedicar especial atenção às válvulas redutoras de pressão, bombas de pressurização e recalque e sistemas dos sanitários e dos restaurantes (cozinha) – até porque sua paralisação por problemas hidráulicos pode trazer transtornos importantes.

Para evitar vazamentos e infiltrações, o ideal é cumprir o plano de manutenção do empreendimento, realizando todas as rondas, check-lists e manutenções preventivas “Há a possibilidade, também, da instalação de sensores em bombas de recalque ou jockey do sistema de combate a incêndio. Eles identificam padrões de funcionamento desses equipamentos e informam eventuais desvios excessivos quando acontecem, sinalizando possíveis vazamentos imperceptíveis na linha”, orienta.

Quando substituir peças

O profissional responsável pelo sistema deve ter a capacidade de avaliar se há uma avaria em uma peça ou no próprio equipamento
Ronald Russo

Os sinais de que algo não está indo bem com as instalações hidráulicas são percebidos pela frequência de intervenções corretivas no local, ruídos, umidade e gotejamento. “O profissional responsável pelo sistema deve ter a capacidade de avaliar se há uma avaria em uma peça ou no próprio equipamento”, observa Russo. Para avaliar a possibilidade ou não do reparo ou troca do item avariado, é interessante considerar aspectos como o custo de reparo versus o custo de uma nova peça, bem como seu tempo de vida útil definida pelo fabricante.

Para Russo, manutenção preventiva do sistema hidráulico deve ser entendida por todos como um investimento e não como despesa. “Isso porque, uma vez executada, as manutenções preventivas podem evitar paradas indesejadas de sistemas e/ou custos com trocas de equipamentos”, ressalta. A premissa básica da manutenção preventiva é reduzir a probabilidade de falhas, além do prolongamento da vida útil dos sistemas.

Com a realização das manutenções preventivas, fica assegurado o melhor desempenho dos equipamentos, maior confiabilidade e é possível se antecipar mediante a uma possível quebra. “Observando-se o conceito apresentado no gráfico [abaixo] de curva falha funcional–potencial, podemos notar claramente a relação entre a concepção do projeto, a precisão da instalação/comissionamento e as manutenções, antes que o sistema venha a apresentar falha”, indica.

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Colaboração técnica

Ronald Russo
Ronald Russo – Engenheiro Civil formado pela Universidade de Mogi das Cruzes (1982), atua nas diversas áreas de manutenção e operação predial ao longo dos últimos 35 anos. Atualmente exerce a função de diretor de Operações e Comercial da Temon Serviços.