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Manutenções preventivas evitam paralisações inesperadas nas indústrias

Falhas em equipamentos críticos e perdas de produtividade podem ser evitadas com manutenções programadas. Esses cuidados também geram economia. Entenda por quê

Publicado em: 11/05/2021Atualizado em: 30/09/2022

Texto: Juliana Nakamura

Manutenção preventiva
A manutenção preventiva é fundamental para mitigar os riscos de problemas maiores surgirem (Foto: only_kim/Shutterstock)

Um dos maiores desafios na rotina dos gestores de manutenção industrial é garantir o funcionamento dos equipamentos e das instalações técnicas sem interrupções, com a máxima confiabilidade e o menor custo possível. Para chegar a esse objetivo, algo que não pode ser negligenciado é a manutenção preventiva. Estamos nos referindo a uma série de procedimentos — de simples lubrificações à troca de componentes — que visam evitar que as máquinas parem de operar como esperado.

Quando a prevenção fica de lado e tratamos apenas da correção, deixamos de ser manutentores para nos transformarmos em bombeiros, apagadores de incêndios
Márcio Gonçalves

“A manutenção, em essência, não deve ser reativa, mas proativa”, resume Márcio Gonçalves, gerente de contas do SIM+, plataforma inteligente para gestão de manutenção industrial da e-Construmarket. “Quando a prevenção fica de lado e tratamos apenas da correção, deixamos de ser manutentores para nos transformarmos em bombeiros, apagadores de incêndios”, argumenta Gonçalves, lembrando que indicadores de desempenho importantes, como tempo médio de reparo (MTTR) e tempo médio entre falhas (MTBF) são beneficiados quando se atua de forma profilática, antes de os problemas apareceram.

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CULTURA DE PREVENÇÃO

De modo geral, os gestores de grandes indústrias têm consciência do impacto da manutenção dos equipamentos para o sucesso dos seus negócios. No entanto, no Brasil, ainda falta uma cultura de prevenção. O engenheiro Eduardo Linzmayer, professor no Instituto Mauá de Tecnologia, explica que muitas empresas resistem a uma abordagem preventiva por uma falsa sensação de economia. “O que elas não percebem é que os riscos e as despesas indiretas são muito maiores quando se atua somente na correção das falhas”, comenta o professor.

O que elas não percebem é que os riscos e as despesas indiretas são muito maiores quando se atua somente na correção das falhas
Eduardo Linzmayer

Reduzir custos é justamente um dos motivos que justificam um aperfeiçoamento das práticas de manutenção preventiva no chão de fábrica. “O que se gasta com manutenção preventiva é muito menos do que o despendido com intervenções emergenciais que visam corrigir falhas”, compara Gonçalves.

Além disso, a manutenção preventiva aumenta a disponibilidade e vida útil dos equipamentos e reduz o desperdício de insumos, em especial energia elétrica, decorrente do mau funcionamento de algum componente. Há ainda ganhos relacionados à melhora no planejamento dos trabalhos e no clima organizacional, visto que panes inesperadas são fatores de tensão para as equipes.

Para Eduardo Linzmayer, o ideal seria se essas empresas fossem além do conceito de prevenção, chegando a formas de manutenção mais sofisticadas, que representam uma evolução na forma de gerenciamento integrado com a produção. O professor cita como exemplo as manutenções preditivas e prescritivas. As primeiras predizem o tempo de vida útil dos componentes das máquinas e equipamentos. Já as manutenções prescritivas, além de se valerem de técnicas de previsão, fornecem aos gestores alternativas em relação às medidas corretivas que podem ser adotadas.

POR ONDE COMEÇAR?

O planejamento de uma manutenção preventiva tem início com a realização de um mapeamento dos equipamentos essenciais e satélites da fábrica. “Com esse mapeamento e o tagueamento de cada equipamento, é possível definir prioridades e ter uma visão mais organizacional que inclui uma atenção ao histórico de intervenções realizadas”, comenta Gonçalves. Paralelo a isso, é fundamental que o gestor siga à risca as orientações do fabricante da máquina quanto aos procedimentos e a periodicidade das inspeções.

Outro ponto crítico que requer atenção dos gestores é o estoque de peças sobressalentes. Uma comparação que deve ser feita é sobre o custo de uma parada inesperada do equipamento versus o de manter uma peça vital para o funcionamento desta máquina em estoque. “É verdade que muitas peças, especialmente as importadas, têm custo elevado de aquisição. Mas o quanto a indústria irá perder com uma máquina parada esperando por uma peça que vem de fora do país?”, indaga Gonçalves.

Segundo ele, os softwares de manutenção podem auxiliar bastante os gestores a organizar dentro de um banco de dados as intervenções de acordo com o equipamento e com a periodicidade pré-determinada. Afinal, há serviços que precisam ser feitos quinzenalmente e outros que podem ser realizados a cada dois ou seis meses.

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Colaboração técnica

 
Eduardo Linzmayer — Engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da USP, pós-graduado em administração de empresas pela FEA-USP e mestre em energia e meio ambiente pelo Instituto Mauá de Tecnologia. É professor de engenharia mecânica de produção na disciplina de gestão de operação e manutenção no Instituto Mauá de Tecnologia.
 
Márcio Gonçalves — Gerente de contas do SIM+, plataforma inteligente para gestão de manutenção industrial da e-Construmarket.