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Marteletes rompedores facilitam trabalhos pesados no canteiro de obras

Indicado para as atividades de perfuração ou rompimento do concreto e peças cerâmicas, equipamento deve ser adquirido de fornecedores com boa reputação no mercado

Publicado em: 25/11/2021

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Martelete
O martelete tem potência superior à de furadeiras convencionais (Foto: New Africa/Shutterstock)

Tanto na execução de novas construções quanto em reformas são comuns atividades que demandam a perfuração ou rompimento do concreto e peças cerâmicas. O trabalho pesado pede o uso de equipamentos específicos, como os marteletes rompedores. A ferramenta tem potência superior à de furadeiras convencionais e permite que o operador realize a tarefa de maneira bastante ágil e com o mínimo de esforço.

Veja no Portal AECweb martelos rompedores e perfuradores manuais

Geralmente, o martelete tem peso variando entre 2 e 4,9 kg. Já os equipamentos com mais de 5 kg recebem o nome de martelos rompedores
Francisco Costa

“Geralmente, o martelete tem peso variando entre 2 e 4,9 kg. Já os equipamentos com mais de 5 kg recebem o nome de martelos rompedores”, explica Francisco Costa, gerente de marca da Dewalt. “A utilização da solução é comum na demolição de estruturas de concreto, remoção de revestimentos e abertura de canaletas para passagem de tubulações”, enumera o professor Ednei de Almeida Mendes, docente da Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo.

Os marteletes rompedores são equipamentos eletropneumáticos com sistema de impacto, em que o pistão movido por ar comprimido promove a força necessária para as perfurações ou rompimentos. “O termo eletropneumático vem da eletricidade que faz o motor funcionar (eletro) e do ar que entra pelas aberturas próprias (pneumático)”, comenta Costa, lembrando que a ferramenta tem encaixe e brocas específicas para suportar a energia de impacto.

Dependendo de suas características, o equipamento pode ser dividido em dois grupos. No primeiro estão os marteletes exclusivamente rompedores e no segundo conjunto ficam aqueles com funções mistas, ou seja, capazes de executar furações e rompimentos. “Os marteletes utilizam como acessórios as pontas para perfurar (ponteiras) ou cinzelar (desbastar/romper), sendo que há dois tipos de encaixe: SDS Plus ou SDS Max”, afirma Costa.

Por outro lado, os encaixes hexagonais são utilizados apenas nos martelos com mais de 5 kg. “Outros componentes presentes nas ferramentas são os gatilhos, cabos auxiliares, mandril, limitador de profundidade, além do seletor de velocidade e impacto”, diz Mendes. Para garantir o adequado funcionamento do equipamento por longos períodos, é importante sempre manter as brocas e cinzéis em bom estado.

Qualidade

O desempenho desses marteletes está diretamente relacionado com sua capacidade de romper — medida em quilos de remoção por minutos de uso. Os equipamentos de maior qualidade são aqueles capazes de entregar o nível de atuação prometido pelos fabricantes, ao mesmo tempo em que necessitam de poucas paradas para manutenções. Por isso, ao adquirir o material, é importante optar por fornecedores com boa reputação no mercado.

“O equipamento bom é o que tem o desempenho compatível com as especificações técnicas descritas pelo fabricante. Esses são capazes de assegurar a qualidade do serviço e apresentam alta durabilidade quando empregados conforme as recomendações, além de garantirem a segurança do profissional que o opera. Por outro lado, o de má qualidade será aquele que apresenta exatamente as características opostas”, avalia Mendes.

Ao manusear os marteletes rompedores, o operador deve estar sempre usando os equipamentos de proteção individual (EPIs). Entre os mais importantes estão as máscaras respiratórias que impedem a inalação da poeira, os óculos de proteção responsáveis por evitar que detritos atinjam os olhos e as luvas de couro, para não acontecerem cortes nas mãos. Outro item importante é o protetor auricular, que preserva a audição do trabalhador.

Características técnicas

Na escolha do tipo de martelete que será empregado, é preciso avaliar as características técnicas do equipamento a fim de optar por aquele que apresente o melhor desempenho para a situação em questão. “As mais importantes para este produto são a potência, medida em Joules, e o peso”, diz Costa.

A produtividade depende da quantidade de impactos por minuto que o equipamento é capaz de realizar, assim como de seu peso enquanto parado
Ednei de Almeida Mendes

Contar com a ferramenta adequada faz com que o trabalho seja realizado de modo mais rápido, eficiente e seguro. “A produtividade depende da quantidade de impactos por minuto que o equipamento é capaz de realizar, assim como de seu peso enquanto parado”, fala Mendes, indicando que o tipo de cinzel também precisa ser definido adequadamente. “Como o ponteiro para concreto e a talhadeira que abre canais para passagem de tubos”, completa.

Manutenção

A correta manutenção do equipamento é indispensável para uma elevada vida útil. “São aconselháveis intervenções em três níveis. A primeira é a análise de rotina, realizada pelo próprio usuário e recomendada sempre após uso intenso da ferramenta”, indica Costa. O procedimento é simples e consiste em atividades como bater o ar comprido, realizar limpezas e verificar se os parafusos estão todos com torque correto.

O segundo tipo de manutenção recomendada é a preventiva, executada por usuário mais experiente e que dever ser planejada e sistêmica. “Deve ser realizada sempre que houver términos das escovas de carvão e compreende uma análise detalhada na ferramenta”, explica Costa. Por fim, a manutenção corretiva é aquela feita por assistências técnicas especializadas e ocorre sempre que a máquina parar de funcionar.

“Essa última pode exigir a substituição de peças após a detecção de problemas e/ou desgastes”, fala Costa. Os procedimentos de limpeza podem ser aproveitados para realizar a lubrificação do equipamento e aferir as condições dos cabos elétricos e mangueiras de ar. “O usuário deve sempre estar atento a todos os cuidados específicos para cada tipo de ferramenta, seguindo sempre as recomendações dos fabricantes”, fala Mendes.

Comprar ou alugar?

O mercado da construção civil ainda está aprendendo a lidar com as diferentes maneiras de adquirir os marteletes rompedores. “Muitos profissionais desconhecem a possibilidade do aluguel. Atualmente, a maioria dos usuários e empresas opta pela compra, mas a locação tem crescido bastante e certamente será a alternativa mais escolhida no futuro”, finaliza Costa.

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Colaboração técnica

Francisco Costa
Francisco Costa — Profissional de Marketing com mais de 20 anos de experiência no mercado de bens de consumo em empresas líderes de segmento, sendo responsável pelo desenvolvimento, lançamento e distribuição de mercado. Atualmente, é gerente da marca Dewalt, sendo responsável pela estratégia de posicionamento da marca e desenvolvimento de produtos para o mercado profissional/industrial.
Ednei de Almeida Mendes
Ednei de Almeida Mendes — Técnico em Edificações formado pela Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo. Tem experiência em construção e reforma de obras residenciais e comerciais. É instrutor de Formação Profissional do Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, atuando nas áreas de construção civil e ministrando cursos de Pedreiro Assentador, Pedreiro Revestidor, Carpinteiro de Fôrmas, Armador de Ferro e Processos Construtivos.