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Novo empreendimento aposta no crescimento da aviação executiva brasileira

O Aerovale, primeiro aeroporto privado de São Paulo, vai contar com 124 lotes aeronáuticos de até 13.500 metros quadrados

Publicado em: 09/12/2013Atualizado em: 20/01/2014

Texto: Redação PE



De olho no crescimento da aviação executiva no país, está sendo construído no município de Caçapava (SP) o primeiro aeroporto privado de São Paulo, para receber jatinhos comerciais e helicópteros. Localizado às margens da Rodovia Carvalho Pinto, na altura do quilômetro 120, o Aerovale vai surgir como opção a quem utiliza o transporte aéreo particular, que hoje é considerado importante ferramenta de negócios para diversos segmentos.

Situado a cerca de 107 quilômetros de São Paulo e 23 quilômetros de São José dos Campos, o aeródromo vai ter conexão direta com o Campo de Marte. Ao todo, o Aerovale disponibilizará 124 lotes aeronáuticos de até 13.500 metros quadrados, com acesso direto à pista, o que possibilita atividades como manutenção e até montagem de aeronaves nos hangares.

O empreendimento contará também com 181 lotes industriais e comerciais de até 15.000 metros quadrados. A área também deverá receber empresas de prestação de serviços, entre elas restaurantes, bancos, hotéis e lojas de conveniência.

A obra está a todo vapor, e a previsão estimada para a inauguração oficial do Aerovale é dezembro de 2014. De acordo com a Penido Construtora, responsável pelas obras civis do aeródromo, espera-se que a pista de pouso já esteja em operação durante o próximo Mundial de futebol. O custo do empreendimento está na casa dos 200 milhões de reais.

O projeto tem como maior defensor o ministro da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco. Em entrevista concedida em agosto deste ano ao colunista Josias Souza, da Folha de S.Paulo, o ministro argumenta que a autorização para construir aeródromos é uma aposta definitiva no crescimento da economia, principalmente na região Sudeste. De acordo com ele, o Brasil é o segundo mercado de aviação executiva do mundo.

O CEO do Aerovale, Rogério Penido, viajou até os Estados Unidos em setembro para apresentar o projeto a investidores norte-americanos que “não tinham ideia da viabilidade de um empreendimento como esse no país”. Ele é também o diretor executivo da Penido Construtora.

A construção

São muitos os desafios em uma obra dessa magnitude. As leis ambientais exigem muita precisão em relação ao volume de terra escavada, além de um montante a ser fixado como compensação. A terraplenagem mobilizou cerca de 1.000 pessoas aproximadamente, além de 223 equipamentos de grande porte.

Noventa por cento desse trabalho já foi concluído e, no estágio atual, são retirados do Aerovale cerca de 45.000 metros cúbicos de terra por dia. O retoque final do processo será o nivelamento da pista de pouso de 1.550 metros de comprimento que pode ser comparada a aeroportos de grande movimento como Santos Dummont no RJ.

O próximo passo corresponde às obras de infraestrutura do aeroporto – calçamento, canalização de águas, urbanização etc. Para isso, a obra conta com o programa AutoCAD Civil 3D, que desenvolve a estrutura de todo o processo construtivo e identifica as interferências no local, além de manter toda a documentação atualizada.

Previamente, o programa carrega toda a informação do projeto no coletor de dados, que vai informando a posição das referências de nível, terraplenagem, água e esgoto. Eventualmente, é feito o cadastramento da movimentação de solo, valas e escavações, que volta para o computador, no qual é calculado o volume, mostrando o trecho que foi escavado, tudo via GPS.

Fontes:
Flávio Gonçalves – Engenheiro civil da Penido Construtora
Rogério Penido – CEO do Aerovale e diretor executivo da Penido Construtora