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Persianas podem ser instaladas entre vidros ou externamente

Tanto o modelo insular quanto o convencional controlam a luminosidade do ambiente. Contudo, o primeiro, por ser mais completo, oferece muito mais benefícios, como conforto térmico

Publicado em: 10/05/2018Atualizado em: 16/05/2018

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Persianas insuladas também auxiliam no conforto térmico (Crédito: Shutterstock / Danila Shtantsov)

Soluções completamente distintas, as persianas instaladas entre vidros e as convencionais cumprem papéis diferentes em uma edificação. Enquanto o modelo tradicional apenas controla a luminosidade, o magnético para vidros entre câmaras seladas (persiana insulada) é um produto completo. Além de regular a passagem da luz externa, ele auxilia no conforto térmico e colabora com a assepsia do ambiente. Além disso, dispensa manutenção.

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“Quando se pensa em persianas, logo vem à mente um produto comum. Mas a versão insulada é uma alternativa de última geração. Dos modelos convencionais, só é mantida a estética. Tecnologicamente avançada, [a insulada] contribui com a eficiência energética da fachada, proporcionando controle da transmissão luminosa e conforto”, detalha Roberto Papaiz, diretor da ScreenLine.

PERSIANAS ENTRE VIDROS

Por permanecer lacrada em câmara, sem entrada ou saída de ar, e evitando a presença de poeira e vapor, a persiana insulada tem seu desempenho mantido por longos períodos. A assepsia completa torna o sistema bastante interessante para ambientes hospitalares e quartos de hotel, por exemplo. “Em áreas de internação, os botões de ativação podem ser revestidos por plástico antibactericida, o que auxilia no combate à proliferação de microrganismos”, informa Papaiz. O mecanismo responsável pelo movimento utiliza o magnetismo para evitar qualquer tipo de contato da persiana com o lado externo.

Outra tecnologia empregada no conjunto é a que restringe o embaçamento dos vidros. “Os solventes residuais dos componentes internos, provenientes de tintas e peças, são removidos. O processo evita que, nos dias com temperatura alta e raios solares mais intensos, haja liberação de solventes na parte interna. Sem esse cuidado, os vidros ficariam opacos”, reforça Papaiz.

Grande vantagem desse tipo de persiana é o seu protagonismo na obtenção do conforto térmico no interior da edificação. O sistema de vidros, caixilhos e persianas é projetado visando a bloquear a transmissão do calor para os ambientes, aumentando o conforto dos moradores e reduzindo a necessidade de ar-condicionado.

A Universidade de Milão, na Itália, comparou o comportamento energético dentro de uma mesma sala: primeiramente, com um vidro e, depois, com a persiana insulada. “Inicialmente, foi usado vidro seletivo com Fator Solar (FS) de 37%, ou seja, que oferecia 63% de proteção contra radiação. Na sequência, foi adicionada a esse mesmo vidro, uma persiana insulada com FS de 12%”, conta Papaiz. Esse estudo, chamado de termografia, evidenciou a redução da concentração de calor absorvido pelo piso. Enquanto no primeiro cenário a temperatura chegou a 34,3 °C, no segundo atingiu 27,1 °C.

Fonte: Pellini Itália

A percepção visual também é alterada com a presença das persianas insuladas. O olho humano adapta-se à concentração de luz, aumentando ou diminuindo o tamanho da pupila. Quando há somente o vidro seletivo, a pupila tende a se fechar e perceber um ambiente mais escuro. Por outro lado, com o sistema insulado, a luz é refletida no teto (efeito bandeja causado pelas lâminas de alumínio) e difunde-se, reduzindo sua concentração e aumentando a visibilidade. Assim, os ocupantes percebem o ambiente mais claro.

Fonte: Pellini Itália

Mesmo sendo um sistema tecnologicamente moderno, ele continua passando por inovações. Alternativa interessante, mas ainda pouco aproveitada no Brasil, é a que combina vidro claro (ou extraclaro) na face externa com um vidro interno com camada de baixa emissividade (Low-E). Essa associação permite a entrada de luz, com corte eficaz de energia/calor, mesmo nos dias mais nublados.

A comercialização das persianas entre vidros é feita de maneira triangular, ou seja, a construtora negocia com o fornecedor de esquadrias, que aciona as indústrias de persianas e de vidros para montar o conjunto. Depois que as persianas são confinadas na câmara, o produto é enviado para o caixilheiro montar as esquadrias. O conjunto chega ao canteiro já pronto, mas é preciso cuidado para assentá-lo. Em prédios, por exemplo, são necessários equipamentos para içar as peças até o andar onde serão instaladas.

PERSIANAS EXTERNAS

Quando se pensa em persianas, logo vem à mente um produto comum. Mas a versão insulada é uma alternativa de última geração
Roberto Papaiz

As persianas externas, mais tradicionais, são financeiramente mais acessíveis. No entanto, o contato direto com o ambiente, o manuseio frequente e procedimentos inadequados de limpeza contribuem para elevar o desgaste das peças. “Esse tipo de persiana tem padrões variados. O básico é composto de lâminas de alumínio. Há ainda as verticais de tecido, que se recolhem para as laterais, além das rolôs e das romanas (de tecido e com movimento sobe e desce)”, detalha Alexandre Tadeu Sigliani, gerente geral de vendas da Acciardi Persianas.

As lâminas são fabricadas com matérias-primas que vão além do alumínio. Entre as alternativas estão PVC, tecidos e madeiras naturais ou sintéticas. “O material não tem influência sobre o desempenho do produto, servindo mais como opção estética de design”, afirma Sigliani. Por estar relacionada ao aspecto visual do ambiente, a escolha, geralmente, é feita pelo arquiteto de interiores junto com o dono do imóvel.

Em ambientes sofisticados, o tecido blackout e a madeira são bastante comuns. “Por outro lado, em locais com tráfego elevado, o PVC e o alumínio tornam-se mais interessantes para que a manutenção seja menos onerosa”, indica Sigliani. Como nos empreendimentos públicos as persianas estão sujeitas à movimentação e ao manuseio constantes, o ideal é optar por alternativas resistentes.

Apesar de a especificação das persianas externas ser realizada em função das preferências do cliente, existem características técnicas que precisam ser observadas. Os fabricantes recomendam que seja evitada a instalação de produtos de tecido ou madeira em ambientes sujeitos a produtos abrasivos, como banheiros ou lavanderias. Nesses casos, PVC e alumínio são os materiais ideais, pois sofrem menos com as reações químicas.

As persianas externas, mais tradicionais, têm padrões variados. A básica é composta de lâminas de alumínio. Há ainda as verticais de tecido, que se recolhem para as laterais, além das rolôs e das romanas
Alexandre Tadeu Sigliani

Após determinar as características do produto, é possível adquiri-lo em home centers com medidas padronizadas que atendem a alguns tipos de janelas. Porém, o mercado oferece soluções fabricadas sob medida para vãos com tamanhos singulares. “Além disso, cada projeto e ambiente exige uma forma específica de instalação ou fixação, que influencia diretamente no tamanho da peça”, afirma Sigliani.

Quando a peça é encomendada com dimensões personalizadas, o fabricante costuma incluir no pacote o serviço de instalação, que é bastante simples (somente a fixação do produto). Já a comprada em home centers pode ser instalada pelo próprio morador seguindo as instruções fornecidas pelo fabricante em seu manual.

As persianas convencionais não influenciam o conforto térmico da edificação. Como estão do lado de dentro do ambiente, o calor entra antes de o produto desempenhar qualquer papel.

Diferença no desempenho

O desempenho das persianas insuladas e das tradicionais é bastante diferente, influenciando a aplicação.

Fonte: ScreenLine

Leia mais: Cortinas e persianas contribuem para o conforto térmico das edificações

Colaboração técnica

roberto-papaiz
Roberto Papaiz – É formado pelo Instituto de Tecnologia Mecânica da Itália. Dirigiu por 25 anos a Udinese, empresa dedicada à produção de acessórios para esquadrias. Em 1996, criou o EuroCentro e a AluService, showroom e fábrica de esquadrias para residências especiais, respectivamente. Foi presidente da Afeal (Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio) e, hoje, é presidente do Itec (Instituto Tecnológico da Construção Civil).
alexandre-sigliani
Alexandre Tadeu Sigliani – Graduado e pós-graduado em Psicologia, é gerente geral de vendas da Acciardi Persianas.