Piso de linóleo é 100% natural, biodegradável e termoacústico

Até mesmo a aplicação do piso de linóleo utiliza materiais amigáveis com o meio ambiente, que são os adesivos acrílicos à base d’água. Saiba mais a seguir

Publicado em: 13/03/2009Atualizado em: 05/12/2019

Texto: Redação AECweb


Um piso amigável com a natureza

Redação AECweb

Imagine um revestimento de piso com propriedades acústicas, térmicas, de composição 100% natural, biodegradável e bonito. Não se trata de um novo produto, desenvolvido por tecnologia atualíssima. Ao contrário, o linóleo – ou, linoleum – está no mercado mundial há mais de 100 anos e utiliza matérias-primas simples e renováveis.

“Em sua composição entram o óleo de linhaça, resina de pinheiro, farinha de madeira controlada por reflorestamento, pigmento ecológico sem metal pesado, como chumbo e cádmio, e uma base de juta”, diz Mauro Ortis, gerente Comercial da Forbo – grupo suíço, com 38 fábricas em vários países. A força e a assimilação de sua marca, Marmoleum, foi ampla o suficiente para torná-la sinônimo dos produtos em linóleo. No Brasil, vem reconquistando os arquitetos nos últimos quatro anos, especialmente em obras de edifícios corporativos e hospitalares – é o caso dos hospitais Albert Einstein, Incor e Hospital do Coração, entre outros.

“Além de produzido com insumos e de forma sustentável, o linóleo pode ser descartado na natureza, já que é biodegradável, ou reciclado por indústrias que aproveitam a cortiça e a juta”, diz Ortis. O reaproveitamento do material moído e misturado à argamassa está sendo testado, em caráter experimental em casas-modelo, na Holanda. A experiência pretende provar que a argamassa ganhará características térmicas e acústicas. O linóleo é usado, também, no revestimento de paredes, portas e móveis. “Artistas plásticos em todo o mundo o utilizam para a criação de obras de murais decorativos”, acrescenta.

Especificação e instalação
Até mesmo sua aplicação lança mão de material amigável com o meio ambiente, que são os adesivos acrílicos à base de água. Por ser ‘colado’, é indicado apenas para áreas internas cobertas e fechadas. “Se tomar sol, sofrerá a ação dos raios UV, o que vai alterar suas cores. Nos ambientes fechados, mesmo que instalados próximo às janelas, contará com a proteção dos vidros”, explica Mauro Ortis.

Um piso amigável com a natureza

De acordo com a NBR 11609-001, norma técnica da ABNT específica do linóleo, sua estabilidade de cor sob luz artificial recebe a classificação 6 na escala até 8. Entre as mantas, o rejunte é feito com cordão de solda a quente. “O contrapiso deve estar seco e a área livre para a instalação. Não recomendamos sua instalação sobre revestimentos sem a devida preparação da base, ou seja, argamassas ou cimentícios que deixam a base nivelada. Caso contrário vai ‘fotografar’ o piso pré-existente”, alerta. A limpeza é simples, podendo receber tratamento com cera acrílica.

Piso monolítico, o linóleo é fabricado em mantas de até 64 m²/rolo, com 2 m de largura e 2,5 mm de espessura.

“Os pisos naturais são cerca de 12% mais econômicos do que os pisos vinílicos”, lembra o gerente, explicando que o produto apresenta o benefício de ser mais acústico, por sua espessura e pelo fato de empregar cortiça na sua composição. A Forbo atua no país com quatro linhas de Marmoleum voltadas para os segmentos corportativo e hospitalar, de diferentes classificações de uso. “O Museu da Língua Portuguesa, por exemplo, pedia um piso para alto tráfego, pois recebe diariamente cerca de 1.5 mil pessoas. Deveria ser um piso contemporâneo à construção do prédio, sem retirar madeira da natureza, além de apresentar isolamento acústico e durabilidade. Lá está o linóleo da Forbo”, diz. A empresa oferece garantia de dez anos, mas a vida útil do produto é longa: “Existem obras na Holanda e França feitas na década de 40”, revela.

O Marmoleum permite a criação de paginações variadas, entre elas, desenhos e logotipos, sempre mesclando produtos da mesma coleção. A Forbo atua no Brasil há dez anos, período em que vem apresentando taxas de crescimento de até 20% ao ano.