Piso para banheiro: conheça as melhores opções

Apesar da ampla gama de opções de pisos para banheiro, tem uma que já é preferência dos arquitetos: o porcelanato polido. Leia mais a seguir!

Publicado em: 24/11/2023Atualizado em: 27/11/2023

Texto: Hosana Pedroso

Banheiro com piso claroO piso para banheiro deve garantir segurança (Foto: Adobe Stock)

A escolha do piso para banheiro deve considerar três importantes requisitos: segurança para o usuário, resistência à umidade e facilidade de limpeza. De acordo com a arquiteta Mari Milani, do escritório Mari Milani + Arquitetas, revestimentos cerâmicos e porcelanatos são as opções mais comuns.

O Studio Tan-Gram, da arquiteta Claudia Yamada, trata o piso do boxe e do restante do banheiro como um único ambiente molhado. “Independentemente de ser boxe ou não, indicamos que todo o ambiente utilize o mesmo tipo de revestimento. Mas não pode ser um piso polido, esmaltado, porque implica risco de queda”, aponta.

Yamada também enfatiza a importância de escolher um piso com junta de dilatação mínima, para reduzir os rejuntes, além de ser um produto impermeável e resistente a manchas.

Qual o piso para banheiro ideal?

Entre as opções de piso para banheiro, as principais são:

  • Porcelanato
  • Piso cerâmico
  • Pastilhas cerâmicas ou de vidro
  • Ladrilho hidráulico
  • Pedras naturais

Conheça, logo abaixo, os detalhes de cada uma dessas alternativas.

Banheiro com piso escuroO piso para banheiro tem que ser impermeável (Foto: Adobe Stock)

Porcelanato

O porcelanato é o revestimento mais especificado pelos arquitetos atualmente, e a indústria oferece uma grande variedade de tipos. As profissionais orientam o uso dos porcelanatos acetinados, que podem ser aplicados em todo o banheiro, inclusive no boxe.

A escolha não se restringe ao branco, afinal, existe ampla diversidade de padrões e cores, desde os porcelanatos que imitam madeira e cimento queimado até os que reproduzem a aparência de mármores e granitos. “O porcelanato é muito coringa. Além das características físicas que fazem dele um bom aliado para áreas molhadas, há essa gama imensa de padrões”, comenta Yamada.

Atenção!

O assentamento dos porcelanatos de grandes dimensões exige alguns cuidados, como ser feito por mais de um assentador por peça. O caimento para o ralo, normalmente obtido no contrapiso, é inviável quando se tem uma placa grande. “É preciso diamantar, fazendo vários recortes na placa para que o caimento leve a água para o ralo. Ao realizar esses recortes, são criados vários rejuntes, e a lastra perde sua característica e beleza de elemento liso, sem juntas”, explica Yamada. Além disso, é fundamental evitar porcelanatos de dimensões maiores do que o próprio banheiro, pois haverá perda de material e, portanto, um gasto desnecessário.

Piso cerâmico

Amplamente utilizado, o piso cerâmico tem desempenho inferior quando comparado ao porcelanato. “Por ser mais poroso, tem menor resistência à umidade e, portanto, menor vida útil”, diz Milani.

Yamada utilizou raras vezes essa solução em banheiros e concorda com Milani: o fato de ser mais poroso pode levar a infiltrações. “Estão disponíveis em formatos menores, têm juntas mais largas e maior número de rejuntes, onde se deposita mais sujeira”, comenta.

Em projetos de reforma, ela constatou que o piso cerâmico existente e retirado durante a obra, estava, em geral, manchado. “Muitas vezes, em decorrência da movimentação própria do edifício, os cerâmicos acabam trincando. Eles são mais frágeis”, diz.

Piso para banheiro coloridoA escolha do piso para banheiro deve considerar a facilidade de limpeza (Foto: Adobe Stock)

Pastilhas cerâmicas ou de vidro

Para além do ótimo aspecto estético, Milani lembra que as pastilhas cerâmicas são uma boa opção nos banheiros quando se pensa em segurança. A área de rejunte sendo maior, o piso fica menos liso e mais seguro. Yamada considera, no entanto, que o grande número de rejuntes deixa o piso facilmente encardido.

Já as pastilhas de vidro, tendência no passado, caíram em desuso. Uma das razões, aponta a arquiteta, é que as peças se soltavam com facilidade ao longo do tempo. “Mas, se for um material de qualidade, é preciso investir em um bom assentamento. É fundamental contar com mão de obra qualificada, que deve seguir à risca as especificações de assentamento e rejunte indicadas pelos fabricantes”, orienta.

Yamada alerta que as pastilhas de vidro exigem argamassa colante específica para evitar destacamento e manchas. “O resultado pode ser péssimo”, diz, revelando que não usa e não indica.

Ladrilho hidráulico

“É um piso adequado para banheiros, lindíssimo, com variedade de cores e nós já usamos”, diz. O arquiteto pode, inclusive, personalizar o ladrilho hidráulico partindo de um desenho existente e propondo variações de cores. Pode ir além e criar as estampas, o que aumenta o preço. “A área de rejunte é mínima, resultando em aspecto bem homogêneo. Mas é preciso impermeabilizar”, ensina.

“Belíssimo, mas polêmico”, declara Yamada, por se tratar de um revestimento excessivamente poroso. Nem mesmo a aplicação de óleo hidrofugante e resina vai resolver a longo prazo, pois exige renovação, o que nem sempre é feito. No entanto, a arquiteta que jamais utilizaria dentro do boxe, considera o ladrilho hidráulico como opção para o restante do banheiro – integralmente ou como detalhe, num barrado compondo com porcelanato, por exemplo.

Do ponto de vista estético, ela entende que o porcelanato que imita ladrilho hidráulico, por ser industrializado, cria peças idênticas e foge do conceito artesanal do material. “O charme do ladrilho é a imperfeição”, afirma.

Banheiro iluminado e com piso brilhanteO ideal é que o mesmo piso seja usado em todo o banheiro (Foto: Adobe Stock)

Pedras naturais

Por serem mais porosos, o tijolinho e as pedra naturais devem ser evitados em banheiros. “Embora sejam ideais no quesito segurança, os antiderrapantes costumam ser ásperos e de difícil limpeza, por isso não indico”, fala Mari Milani.

No lugar do mármore, Yamada prefere o porcelanato que imita o mármore com perfeição. “Vai ter o mesmo efeito visual e não mancha, o que ocorre com a pedra natural”, expõe.

Pode usar piso vinílico no banheiro?

“Para área de banheiro, jamais”, diz Claudia Yamada. O fato é que o vinílico, mesmo o clicado, utiliza cola. Em área molhada, especialmente no boxe, a água vai dissolvendo a cola e o piso destaca. “Eu não indicaria”, diz, ressalvando que em cozinha pode ser aplicado.

Rejunte ideal para banheiros

O ideal é o epóxi, segundo Yamada, por ser emborrachado e extremamente impermeável. “O problema é o seu custo alto. Se no assentamento tiver muitos rejuntes, o valor do epóxi pode chegar ao do próprio piso”, diz, lembrando que os assentadores não gostam de usar o material, pois exige uma boa limpeza antes da secagem, caso contrário, acaba manchando o porcelanato.

A opção de bom resultado técnico e financeiro é o rejunte acrílico que, segundo ela, fica entre o cimentício e o epóxi. Evidentemente, o piso das áreas molhadas deve ser previamente impermeabilizado para a colocação do revestimento.

Leia também:

Como escolher revestimento de piso e parede para banheiros

Colaboração técnica

Claudia Yamada – Arquiteta e urbanista formada pela faculdade Mackenzie (2011), com master em Espaces Urbains et démarches de Projet no Institut D’urbanisme de Paris (IUP). Junto com a sócia Monike Lafuente, criou o Studio Tan-Gram, expressão chinesa que se traduz em quebra-cabeça formado por 7 peças geométricas capazes de formar até 5 mil formas diferentes. A arquitetura que concebem e acreditam se estrutura na multiplicidade de soluções, adaptabilidade ao usuário-espaço e renovação contínua de conhecimento. São espaços desenvolvidos para o ser humano e, portanto, cada desafio traz uma solução individual.
Mari Milani – Formada em Arquitetura e Urbanismo (2009) e pós-graduada em master arquitetura (2012), tem mais de 200 projetos residenciais e comerciais. Está sempre presente nas maiores feiras e eventos de design do mundo acompanhando e trazendo as últimas tendências de mercado para seus clientes. Para ela, a construção de um ambiente transformador vai além de erguer paredes e distribuir cômodos: é a habilidade de criar um espaço que reflita a personalidade e os sonhos de cada cliente, pensando sempre no conforto e segurança. Cada projeto é uma oportunidade de criar sensações diferentes e únicas, seja por meio da iluminação, do formato ou da decoração.