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Por dentro da Transcarioca no RJ

Um corredor expresso de transporte com 39 km de extensão está sendo construído para cortar transversalmente a cidade maravilhosa

Publicado em: 26/09/2013Atualizado em: 28/10/2013

Texto: Redação PE

O sistema viário da cidade do Rio de Janeiro está em transformação. Máquinas e operários trabalham no principal projeto de mobilidade urbana da capital – o corredor expresso da linha Transcarioca, obra presente na Matriz de Responsabilidades da Copa 2014. Com 39 Km de extensão, trata-se do primeiro corredor de ônibus a cortar transversalmente a cidade.

O corredor contará com 45 estações que vão cortar 14 bairros importantes do subúrbio, interligando Barra da Tijuca, Curicica, Ilha do Governador (Aeroporto Internacional Tom Jobim), Taquara, Tanque, Praça Seca, Campinho, Madureira, Vaz Lobo, Vicente de Carvalho, Vila da Penha, Penha, Olaria e Ramos. A previsão é que até dezembro de 2013 sejam concluídas as obras, com início da operação do trecho Barra-Penha, e em abril de 2014 seja finalizado o trecho Penha-Galeão.

Cerca de 440 mil passageiros serão beneficiados diariamente com um transporte equipado com ar-condicionado e capacidade para transportar 160 pessoas. Após a inauguração do corredor Transcarioca, os passageiros que fazem o trajeto entre a Barra da Tijuca e o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, vão reduzir em 60% o tempo gasto no deslocamento.

Construção a todo vapor

O projeto original era de 28 km entre os bairros da Barra e da Penha, porém, a Casa Civil da presidência da República condicionou a liberação do empréstimo do BNDES à prefeitura à extensão do projeto até o Aeroporto do Galeão.

As obras iniciaram em março de 2011. Construída em dois lotes (da Barra à Penha e da Penha ao Galeão), a via conta com aporte total de R$ 1,5 bilhão, sendo R$ 1,1 bi em recursos federais e R$ 403 milhões em contrapartida da Prefeitura. O trecho Barra-Penha está orçado em R$ 800 milhões, enquanto a ligação da Penha com a Barra custará R$ 600 milhões.

O projeto contempla importantes obras de infraestrutura que incluem pontes estaiadas, viadutos pré-moldados e metálicos, estações e terminais, além de serviços de alargamento de vias entre outros. Também será executada a duplicação de pistas, além de urbanização das áreas contempladas pelo BRT e cruzamento os meios de transporte sobre trilhos.

Dentre as nove obras de arte que irão compor o trecho, também se destacam o viaduto sobre a Avenida Brasil (um arco com 150 metros de vão livre e cerca de 2 mil toneladas de estrutura metálica); a ponte estaiada sobre a Baía de Guanabara, que ligará a Ilha do Fundão à Ilha do Governador; a ponte sobre o Canal do Fundão, com 220 metros de extensão; e o viaduto sobre a Estrada do Galeão, com 600 metros em estrutura mista, metálica e pré-moldada de concreto.

Ponte estaiada da Ilha

Quem passa pela entrada da Ilha do Governador com certeza não deixa de notar as estruturas que emergem das águas. Com 400m de extensão, a ponte estaiada da Ilha será construída exclusivamente pelo BRT da Transcarioca. Qualquer estrutura que é construída sobre a água pede aos engenheiros uma atenção especial e nesse caso é redobrada pois além das condições de apoio e acesso serem limitadas, os 2 pilares de contenção possuem muitas oscilações geométricas o que causam variações nas inclinações em quase todas as etapas de concretagem.

A solução foi encontrada por meio de um novo sistema que une escoramento e forma em um único equipamento. Além de se adaptar facilmente a geometrias complexas e ter alta capacidade de carga, se desloca através de trilhos o que permite o reaproveitamento das formas sem desmontagem, gerando assim economia de tempo e mão de obra.

Além da arquitetura, a obra de arte chama atenção por fazer parte de um dos projetos mais amplos de revitalização da baía de Guanabara. A revitalização ambiental do Canal do Fundão é considerada uma das maiores dragagens de material contaminado do mundo.

Várias dragas, de tamanhos diversos, foram utilizadas no processo de aprofundamento do canal. A areia retirada foi reaproveitada em diversas obras, já o material contaminado foi depositado nas chamadas "geobags", bolsas enormes de malha sintética que podem chegar a 80 m de comprimento.

Na primeira fase do projeto, foram dragados 200 mil m3 de material contaminado. No total, serão 450 mil m3. Além da dragagem, a revitalização contou com a recuperação de 145 mil m² de manguezais e o novos plantios de 180 mil m².

Fontes: Consórcio Transcarioca
Marcos Gadelha - Supervisor de Operações Mills
Fotos - Divulgação/Consórcio Transcarioca

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