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Projeto de piscinas demanda planejamento e análise do local de instalação

Enquanto as de vinil e fibra são usadas quando o comprimento é menor do que 10m, as de alvenaria mista têm até 20m, e as de concreto podem ter qualquer dimensão e formato

Publicado em: 19/12/2013

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Piscina

O bom planejamento permite realizar uma concorrência que possibilite a perfeita execução das piscinas. Terrenos com lençol freático em declive ou solos frágeis, por exemplo, tornam os projetos de fundações e estruturais fundamentais. “Piscinas de pequeno porte, devido ao seu baixo custo, na maioria das vezes têm projeto e execução feitos simultaneamente. Enquanto nas de grande porte, como as semiolímpicas e olímpicas, projetos completos se tornam inevitáveis. Já as piscinas de borda infinita necessitam de projetos estruturais”, explica o engenheiro Nilson Maierá, diretor técnico da Associação Nacional dos Fabricantes e Construtores de Piscinas e Produtos Afins (ANAPP).

“As piscinas são compostas por três elementos distintos: estrutura, impermeabilização e acabamento. Dependendo do tipo de piscina esses componentes podem estar agregados e assim é possível ter dois ou apenas um deles perfazendo todas as funções”, afirma o profissional, avaliando que de maneira geral é possível separar as piscinas em quatro tipos: as de vinil, de fibra, de alvenaria mista e as de concreto. “Não é uma regra unânime, mas as piscinas de vinil e fibra são usadas quando o comprimento for menor do que 10m, diferente daquelas de alvenaria mista, que têm comprimento até 20m, e as de concreto que podem ter qualquer dimensão e formato. Comparando os preços das piscinas de vinil e de fibras, as de concreto são 2,5 vezes mais caras e as de alvenaria mista chegam ao dobro do valor. Essas relações podem sofrer pequenas diferenças”, destaca Maierá.

Piscinas de vinil

Piscinas de pequeno porte, devido ao seu baixo custo, na maioria das vezes têm projeto e execução feitos simultaneamente. Enquanto nas de grande porte, como as semiolímpicas e olímpicas, projetos completos se tornam inevitáveis. Já as piscinas de borda infinita necessitam de projetos estruturais

No Brasil, a estrutura das piscinas de vinil é feita de alvenaria mista, sendo que a impermeabilização e o acabamento ficam a cargo de um bolsão de PVC fabricado em indústria e que se adapta perfeitamente à estrutura. Uma variação das piscinas de vinil são as mantas de PVC tramado, normalmente com espessura de 1,5mm e que são aplicadas diretamente na estrutura. “As principais vantagens das piscinas de vinil são o seu baixo custo, curto prazo de entrega de material e de instalação, grande gama de padrões e cores, e é fácil, rápido e barato realizar a troca de um bolsão por outro mais novo”, diz o engenheiro.

Entretanto, as piscinas de vinil apresentam como desvantagem a menor durabilidade em relação às de concreto e envelhecimento mais rápido do vinil em relação aos acabamentos vitrificados. “A baixa resistência a solventes derivados do petróleo e a produtos oxidantes são outros pontos negativos dessa opção de piscina. Também apresenta baixa resistência à abrasão, o que é desvantajoso na linha d’água, porque é nessa região em que se concentram muitos produtos químicos e sujeira que devem ser removidos”, enfatiza o profissional.

Outros problemas que podem acontecer com a piscina de vinil é a descoloração nas proximidades da coadeira e do ralo de fundo após certo tempo; aparecimento de manchas provenientes de micro-organismos debaixo da membrana, geralmente devido à água infiltrada; choques de produtos pontiagudos que rasgam o vinil, da mesma maneira que gatos, cachorros e outros animais com unhas; e enrugamento da manta quando por certo tempo a temperatura da água permanecer superior a 28ºC e o pH inferior a 6,9. “A manta de vinil tramada resiste a temperaturas de até 32ºC e alguns fabricantes proíbem o uso de aquecimento dos bolsões com espessura muito pequena”, fala Maierá.

Piscinas de fibra

As piscinas de fibra são manufaturadas em fábricas e têm sua estrutura, impermeabilização e acabamento feitos em uma única peça. Com menor tempo de instalação entre todos os tipos e baixo custo de aquisição, as piscinas de fibra normalmente apresentam a cor azul-celeste, porém, podem ser fabricadas em qualquer cor. “Nessa opção é fácil reparar eventuais bolhas e trincas, além de também ser simples renovar a superfície com uma pintura. O acabamento é liso, facilitando a limpeza física e dificultando a proliferação de algas”, indica o engenheiro.

Dentre os pontos negativos da piscina de fibra, o profissional destaca as formas que são ditadas pelos fabricantes e as dimensões, que quando são maiores do que 10m de comprimento dificultam a fabricação e o transporte. “Ainda há o risco de danos durante o transporte e muitas vezes é difícil entrar com essas piscinas nos locais de instalação”, alerta.

Piscinas de alvenaria mista e de concreto

As piscinas são compostas por três elementos distintos: estrutura, impermeabilização e acabamento. Dependendo do tipo de piscina esses componentes podem estar agregados e assim é possível ter dois ou apenas um deles perfazendo todas as funções

Nas piscinas de alvenaria mista, o piso é de concreto e as paredes são constituídas de pilares e vigas, sendo que entre eles é colocado um enchimento de tijolos ou blocos. Outra característica dessa alternativa é que os três componentes são totalmente independentes. Existem também as piscinas feitas totalmente em concreto. E como nas piscinas de alvenaria mista, as três funções são totalmente independentes. “Algumas das vantagens desses dois tipos de piscinas é que ambas têm maior durabilidade, quando comparadas com as demais, e é possível construí-las em qualquer formato e dimensão”, ressalta Maierá.

As piscinas de concreto e as de alvenaria mista têm uma grande gama de acabamentos, inclusive permitindo desenhos ou figuras personalizadas. “Entre as opções estão os azulejos, pastilhas esmaltadas e pastilhas de vidro. Tais soluções conferem a essas piscinas outras vantagens, como resistência aos raios solares, produtos químicos e choques mecânicos. Além disso, as alternativas de acabamento garantem também resistência à abrasão, o que possibilita o uso de materiais e equipamentos próprios para limpeza”, afirma o profissional, lembrando que as piscinas de concreto e alvenaria mista não têm problemas de transporte, como é o caso daquelas de fibra.

Entretanto, essas opções também apresentam desvantagens, por exemplo, seu elevado custo, maior tempo de construção, grande probabilidade de vazamento por erro de projeto ou execução. O rejunte do acabamento é sempre o ponto fraco quanto à limpeza e à resistência química. “Consideramos as qualidades das piscinas de alvenaria mista e de concreto iguais, mas na realidade as de concreto são mais duráveis e se adaptam melhor a qualquer tipo de terreno”, finaliza Maierá.

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Nilson Maierá – Engenheiro Químico formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), pós-graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Diretor técnico da Associação Nacional dos Fabricantes de Piscinas e Produtos Afins (ANAPP). Consultor do Sindicato dos clubes de São Paulo. Consultor e projetista hidráulico de piscinas. Atua como consultor de clubes e academias na área de piscinas. Ministra cursos na área para entidades como SESI e CRQ – Conselho Regional de Química-RJ e também em países da América do Sul. Diretor fundador das academias Raia 4 e autor do livro ‘Piscinas Litro a Litro’ (www.piscinaslitroalitro.com.br).