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Rompedores hidráulicos: tecnologia de ponta para o setor de demolição

Redução de custos, sustentabilidade e facilidade de manutenção são algumas das características dos rompedores hidráulicos que eliminam os explosivos e todos os seus riscos

Publicado em: 16/10/2014

Texto: Redação PE

Uma revolução na tecnologia de produção e manutenção de rompedores hidráulicos. É assim que o mercado de demolição tem saudado a chegada dos modelos de média e grande potências sem tirantes.

Os novos rompedores não estão sujeitos a eventuais rompimentos de correia, ou serviços de manutenção mais complexos, como acontece nos equipamentos dotados de tirantes. Para se ter uma ideia, na reposição de peças desgastadas pelo uso por exemplo, é necessário encaminhar o equipamento para uma oficina qualificada, com mão de obra especializada.

Fabricados pela Furukawa e lançado em junho pela Machbert Equipamentos e Serviços Ltda, a família FXJ tem quatro modelos: 175, 275, 375 e 475. O mais popular deverá ser o FXJ-275, para escavadeiras de 18 a 30 toneladas, uma categoria já consagrada no setor.

“A Furukawa do Japão – que representamos no Brasil – é uma das maiores empresas do mundo na fabricação de rompedores hidráulicos e acaba de lançar essa novidade no mercado”, entusiasma-se José Alberto Moreira, diretor geral da Machbert. De acordo com ele, a nova configuração de projeto da Furukawa torna os rompedores ainda mais confiáveis e disponíveis para desempenhar o trabalho.

Redução de custos na demolição

 

Na avaliação do diretor da Machbert, os rompedores chegaram para ficar no país. Eles oferecem inúmeras vantagens, diante dos métodos tradicionais de demolição, como o uso de explosivos, marteletes pneumáticos, ou guindastes: “Trata-se de um método que não agride o meio ambiente, a operação é mais segura e ainda diminui os custos nos trabalhos de demolição, sejam eles na infraestrutura, pedreiras e outros tipos de mineração”.

O ano de 2014 tem sido difícil para o mercado. Segundo Moreira, alguns dizem que as vendas caíram substancialmente, já outros empresários afirmam que as vendas se mantiveram no mesmo nível de 2013. As margens foram sacrificadas: “As perspectivas para 2015 são de retomada, com pequeno crescimento em relação a esse ano. Para nossa empresa, as expectativas são as melhores possíveis. Esperamos retomar boa parte do market share que perdemos nos últimos dois anos”.

Rapidez e eficiência dos rompedores

Concorrentes diretos na venda de equipamentos, Machbert e Maxter (distribuidora dos rompedores da marca All Work) comungam da mesma avaliação quando o objetivo é entender o que se passa e o que deve vir por aí: “O mercado atual está muito competitivo e 2014 é um ano para ser esquecido. É tempo de pura sobrevivência. Esperamos conseguir manter os resultados do ano passado. Já para 2015, vai ser preciso conscientizar os governantes a investir em infraestrutura, pois nesse ano, os investimentos foram pequenos”, sustenta Sérgio Roberto Mikalauskas, gerente comercial da Maxter.

Na visão de Mikalauskas, país que quer crescer precisa estar com a infraestrutura urbana e viária em plenas condições. Dificuldades à parte, o executivo esboça algum otimismo e aposta nas vantagens competitivas do equipamento. O uso de rompedor hidráulico na demolição, lembra ele, permite chegar ao objetivo de forma rápida e eficiente, sem colocar em risco a saúde e a vida dos operários.

Rompedores silenciosos

Nas pedreiras e minerações, o grande diferencial trazido pelo o uso de rompedores é a eliminação da necessidade de explosivos, proibido em determinadas regiões: “O rompedor é um equipamento que pode ser usado direto na bancada. É o que se chama de desmonte primário. O equipamento também pode ser utilizado na praça das minerações, quando o tamanho da pedra não permite que ela passe na boca do britador. Desta forma se elimina o fogacho (desmonte secundário)”, esclarece Mikalauskas.

A elevada emissão de ruídos é o um problema evidente com rompedores hidráulicos: “Mas os rompedores de carcaça fechada e blindada - como os fabricados pela All Work – são os mais silenciosos do mercado”, garante o gerente comercial da Maxter, ao acrescentar que os equipamentos oferecidos no mercado nacional são elaborados com a mais alta tecnologia. Os modelos acima do B-990 seriam um bom exemplo: tem sistema de parada automática que evita batidas em falso.

 

Colaboraram para esta matéria

 

José Alberto Moreira - Diretor geral da Machbert

Sérgio Roberto Mikalauskas - Gerente comercial da Maxter