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Saiba como impermeabilizar com resinas acrílicas termoplásticas

Sistema de impermeabilização flexível é indicado para estruturas elevadas ou suspensas e pode ser utilizado, também, em piscinas e áreas molháveis

Publicado em: 20/01/2021Atualizado em: 04/03/2021

Texto: Juliana Nakamura

caixa agua impermeabilizacao
Entre as aplicações mais comuns da solução estão os reservatórios elevados (Crédito: chattrakarn/Shutterstock)

Compostas por polímeros que podem ser fundidos e que se dissolvem em solventes, as resinas termoplásticas integram sistemas impermeabilizantes indicados para situações que demandam alta flexibilidade.

O engenheiro Marcos Storte, diretor técnico da A2S Engenharia e Perícia, explica que o termo termoplástico se refere a um conjunto de produtos disponíveis no mercado, mas que conceitualmente não abordados na ABNT NBR 15.885:2010 — Membrana de polímero acrílico com ou sem cimento para impermeabilização. Essa norma aborda os requisitos mínimos exigíveis para membrana de polímero acrílico com ou sem cimento, fornecida industrializada e pronta para uso, para impermeabilizar estruturas em contato constante ou eventual com a água.

 Leia também: Qualidade da obra começa na gestão de projetos

PRINCIPAIS SITUAÇÕES DE USO

Entre as aplicações mais comuns das resinas termoplásticas estão reservatórios elevados, poços de retardo de águas pluviais, caixas d'água elevadas ou suspensas, piscinas e torres de refrigeração. As resinas podem ser aproveitadas, também, em áreas frias como banheiros e cozinhas, além de estruturas de concreto e estações de tratamento de água.

As membranas para uso em contato com água potável ou de consumo humano têm que atender à ABNT NBR 12.170 — Potabilidade da água aplicável em sistema de impermeabilização
Marcos Storte

O mercado disponibiliza produtos bi-componentes (combinados com cimento e areia) e monocomponentes (prontos para aplicação) baseados em resinas termoplásticas.

Em todos os casos, a membrana deve proporcionar uma camada impermeável à água e resistente à umidade, microrganismos, álcalis e ácidos dissolvidos nas águas pluviais. “As membranas para uso em contato com água potável ou de consumo humano têm que atender à ABNT NBR 12.170 — Potabilidade da água aplicável em sistema de impermeabilização”, destaca Storte, lembrando, ainda, que deverão ser tomadas medidas de segurança no caso de aplicação de produto com liberação de amônia em ambientes confinados e sem ventilação.

PROJETO DE IMPERMEABILIZAÇÃO

Seja qual for a solução escolhida, é fundamental que a aplicação seja precedida por um projeto realizado por profissional qualificado.

“Após avaliar a área a ser impermeabilizada, o projetista define o sistema a ser adotado e prepara desenhos técnicos, se atentando aos detalhes para minimizar possíveis problemas em regiões críticas como ralos, tubulações, dobras e cantos”, comenta Anderson Oliveira, coordenador de desenvolvimento de mercado na Sika Brasil.

Como ocorre com outros sistemas impermeabilizantes, o serviço deve ser realizado em atendimento à ABNT NBR 9574 — Execução de Impermeabilização, bem como à NR-18 — Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e às resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

BOAS PRÁTICAS DE EXECUÇÃO

Antes de iniciar a aplicação do impermeabilizante, o preparo do substrato requer atenção extra para garantir uma superfície absorvente e resistente. Para tanto, é recomendável o jateamento com água em alta pressão ou o lixamento seguido da lavagem. Além disso, a base para aplicação deve estar estruturalmente livre de quaisquer contaminações, partículas soltas, nata de cimento, óleos e graxas.

Os cantos precisam estar arredondados e eventuais trincas e bicheiras devem ser previamente tratadas
Anderson Oliveira

“Os cantos precisam estar arredondados e eventuais trincas e bicheiras devem ser previamente tratadas. Antes da aplicação, também é necessário molhar a superfície que deverá estar saturada-seca para a aplicação do produto”, explica Oliveira. Segundo ele, também é recomendável o uso de tela estruturante. Ela permite que o impermeabilizante trabalhe de forma homogênea ao distribuir os esforços sem que haja rupturas.

Bruno Pacheco, executivo de marketing da Vedacit, acrescenta que a aplicação de resina termoplástica exige cuidados quanto ao consumo por metro quadrado e à quantidade de demãos indicada pelo fornecedor do produto. “Outro ponto importante é não aplicar uma demão muito espessa (com mais de 1,5 mm). Isso pode ocasionar a secagem parcial e afetar o desempenho do produto, além de aumentar o tempo de secagem entre as demãos”, conclui Pacheco.

Colaboração técnica

Marcos Storte
Marcos Storte — Engenheiro civil com mestrado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). É consultor nas áreas de patologias e impermeabilização nas construções e diretor técnico da A2S Engenharia e Perícia.
Anderson Oliveira
Anderson Oliveira — Engenheiro civil, pós-graduado em Gestão Empresarial e Engenharia de Segurança. É coordenador de Desenvolvimento de Mercado na Sika Brasil e membro do Comitê Brasileiro de Impermeabilização (CB-022) da ABNT.
Bruno Pacheco
Bruno Pacheco — Administrador de empresas com MBA em Marketing & Gestão Comercial pela Business School São Paulo. Com 15 anos de experiência na área, é executivo de Marketing da Vedacit.