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Quais são os tipos de calhas existentes? Como escolher?

Conheça as opções, saiba especificar e instalar corretamente

Publicado em: 24/02/2023Atualizado em: 27/02/2023

Texto: Juliana Nakamura

foto de uma pessoa segurando uma espátula e uma tabua com argamassa líquida em cima
(Foto: Shutterstock)

As calhas de telhado são estruturas em formato de canal instaladas junto às coberturas. Elas têm como função coletar as águas da chuva e conduzi-las às prumadas de descida e à rede de drenagem.

Embora pareçam simples, as calhas têm enorme importância para o desempenho de casas e edifícios. Isso porque elas evitam que a água escorra pelas fachadas, danificando pinturas e induzindo o surgimento de manifestações patológicas como mofo e infiltrações. Além disso, as calhas são um componente fundamental em sistemas de coleta e reaproveitamento de águas pluviais, cada vez mais comuns nas edificações.

Calhas, canaletas e condutores de águas pluviais

Quais são os tipos de calhas?

As calhas de telhado são usualmente confeccionadas em alumínio, aço inoxidável e em PVC. “Todos esses materiais produzem condutores seguros, leves e de fácil manutenção. A opção por um ou outro modelo depende muito do gosto pessoal do proprietário e do preço”, diz o instalador de hidráulica, Josué Silva.

Ele explica que, de modo geral, as calhas de aço galvanizado têm preço mais competitivo em comparação aos modelos de alumínio e de PVC. Contudo, elas tendem a apresentar durabilidade menor, não sendo indicadas para aplicações em coberturas expostas a atmosferas agressivas, como em áreas litorâneas.

“É preciso considerar a relação custo-benefício”, acrescenta Vinícius Miranda de Castro, diretor de desenvolvimento de negócios com clientes do Grupo Tigre. Segundo ele, matérias-primas como aço galvanizado e alumínio são mais utilizadas por causa de seu custo inicial mais baixo. Contudo, quando o foco é a durabilidade, as calhas de PVC apresentam vantagem, uma vez que estão imunes à corrosão causada pela exposição à chuva e aos raios solares.

Como escolher a calha ideal?

As calhas podem apresentar geometrias variadas. As mais comuns são as retangulares e em formato de ‘U’ ou de ‘V’. Além do componente estético, o desenho do perfil é determinado por fatores como a vazão necessária, calculada com base na ABNT NBR 10.844: Instalações prediais de águas pluviais.

Ao especificar a calha a ser utilizada, o projetista deve prever a composição com outros elementos, como os rufos, que servem para proteger paredes expostas e evitar infiltrações nas juntas entre telhado e parede. O dimensionamento das calhas, precisa considerar, também, a intensidade das chuvas na região da construção. Afinal, quanto maior for o nível de precipitação, maior deverá ser a capacidade vazão e de escoamento do sistema de cobertura.

Uma boa prática de projeto é verificar se o local de instalação está suscetível ao acúmulo de folhas e galhos. Se necessário, para evitar entupimentos das calhas, a instalação pode prever a inserção de tela anti-folha sobre os canos.

Como é feita a instalação de calhas?

Há uma série de erros comuns na instalação de calhas que podem colocar em risco o desempenho de todo o sistema de cobertura. Entre eles, a falta de declividade, que ocasiona problemas com retorno ou acúmulo de água na calha. A inclinação mínima deve ser de 0,5% no sentido do caimento para os bocais.

“Também encontramos falhas como dimensionamento insuficiente e perfis calculados em desobediência à norma, o que leva a transbordamentos”, menciona Castro.

Embora sejam leves, as calhas precisam ser devidamente fixadas, uma vez que podem estar expostas a ventos e chuvas fortes. Os suportes devem ser instalados a 90 cm de distância uns dos outros, garantindo estabilidade às calhas nessas situações mais críticas. O modo de fixação das calhas varia de acordo com cada modelo. Por isso, vale seguir à risca as recomendações do fabricante.

Outro cuidado imprescindível é com a manutenção. A periodicidade recomendada de limpeza das calhas varia de seis meses a um ano. Mas em áreas com elevados índices pluviométricos ou residências cercadas por construções mais altas, a indicação é que a intervenção seja realizada com maior frequência.

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Como prevenir vazamentos e infiltrações no sistema hidráulico?

Colaboração técnica

Vinicius Miranda de Castro  – Engenheiro civil com MBA em gestão empresarial, é diretor de desenvolvimento de negócios com clientes do Grupo Tigre.
Josué Silva – Técnico em edificações, é instalador de sistemas hidráulicos para a construção de residências novas e reformas.