7 dicas para escolher os tubos e conexões da obra

Quanto mais informações sobre o projeto do sistema hidráulico menor a chance de errar. Entenda!

Publicado em: 16/02/2023Atualizado em: 09/03/2023

Texto: Juliana Nakamura

foto de uma pessoa segurando uma espátula e uma tabua com argamassa líquida em cima
(Foto: Shutterstock)

Você sabe quais são os cuidados essenciais ao escolher tubos e conexões para a obra? Conhece os erros mais frequentes e suas consequências? Confira nossas dicas!

Pontos para ficar atento ao escolher tubos e conexões

Para escolher tubos e conexões é essencial saber a aplicação, se ficará aparente, enterrado ou chumbado. “Também é preciso saber qual a pressão de serviço, temperatura e tipo de fluido: água potável, esgoto ou pluvial”, ensina Vinicius Miranda de Castro, diretor de Desenvolvimento de Negócios com Clientes da Tigre.

Escolha o material certo do tubo

Diversos são os polímeros aplicados e normalizados no setor, com destaque para o PVC, o CPVC, o PPR e o PEX. Daí a importância de saber qual é o ideal para cada situação de uso.

- PVC: aplicação em diversos sistemas de água fria e esgoto;
- CPVC: aplicação em sistemas de água quente e fria, combate a incêndios e sistemas industriais;
- PPR: aplicação em sistemas de água quente e fria, com juntas feitas por termofusão;
- PEX: aplicação em sistemas de água quente e fria com otimização de traçados e menor consumo de conexões.

Padrões de diâmetros dos tubos

É fundamental na escolha dos tubos observar os padrões de diâmetro, identificados pela sigla DN (Diâmetro Nominal). “Para cada função, há uma medida correta”, informa Castro, que detalha:

Pias – água fria: DN20 / água quente DN15 / esgoto: DN40
Vaso sanitário e tubo de esgoto: esgoto DN100
Caixas: entrada DN40 / saída DN50 ou DN75;
Grelhas: DN100 ou DN150
Ponto de máquina de lavar roupas: DN40
Ponto de tanque: DN40 ou DN50

Qualidade dos produtos

Hoje, o setor dispõe de mecanismos externos que atestam a qualidade dos tubos e conexões. “O mais relevante é a certificação no Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat (PBQP-H), que certifica não somente os produtos, mas também os fabricantes”, orienta.

Antes de fazer a aquisição de uma solução, é importante, portanto, consultar se ela está contemplada no PBQP-H, visitando o site do programa que é de domínio público. “Além disso, é recomendável observar se as peças não estão amassadas ou danificadas, pois isso compromete sua funcionalidade”, esclarece Castro.

Dicas para não errar na hora de escolher

A compra da tubulação exige muito mais do que apenas considerar o fluxo de água. Esse é apenas um dos fatores a serem dimensionados pelo projeto para identificar a melhor solução. Entram na equação “os diâmetros, vazões, velocidade, detalhes de fixação e outros que garantam o desempenho e a vida útil do sistema ao longo do tempo”, expõe.

Escolha bons profissionais

A mão de obra deve ser qualificada, pois o sistema bem executado quase não apresenta ocorrências de pós-ocupação. “Indicações em revendas, sites de profissionais e escolas técnicas são boas dicas”, diz.

Opte por marcas de qualidade

Ele reforça que é essencial na hora de escolher a marca, verificar se essa está qualificada nos programas setoriais de qualificação, como PBQP-H. E, também, se elas oferecem suporte antes, durante e após a aquisição dos materiais.

Armazenamento

Os projetos hidráulicos podem ser complementados com sistema de captação de água da chuva, armazenada em reservatório apropriado para uso como limpeza, regar plantas e jardins e, ainda, nos vasos sanitários. “Qualquer tubo pode ser utilizado para coletar a água de chuva”, diz, sugerindo o uso de produtos reforçados que contam com proteção contra intempéries.

Teste sua hidráulica antes de fechar a parede

As práticas de testar as instalações estão previstas nas normas da ABNT e nas recomendações dos fabricantes. “Os procedimentos são de baixo custo e garantem que tudo foi feito corretamente, evitando prejuízos”, ressalta.

Guarde seu projeto hidráulico para futuras manutenções

A documentação técnica, composta pelo projeto, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e o as-built, ou seja, conforme executado, devem ser devidamente arquivados para uso em procedimentos de manutenção.

Veja também: tubos e conexões de cobre

Colaboração técnica

Vinicius Miranda de Castro – Diretor de Desenvolvimento de Negócios com Clientes do Grupo Tigre no Brasil. Experiência de mais de 20 anos no setor de materiais de construção civil, tendo atuado nas diversas áreas de relacionamento com os clientes como Comercial, Marketing e Assistência Técnica, além dos diversos canais de atuação do setor, como varejo, construção civil, irrigação, órgãos públicos e indústria.