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Tubos e conexões de PPR conferem total estanqueidade aos sistemas

Atóxicos, resistentes à corrosão, a altas temperaturas e pressões, eles conquistam cada vez mais espaço como substitutos às tradicionais tubulações de PVC e cobre

Publicado em: 14/12/2012Atualizado em: 18/01/2013

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Por Graziela Silva
Fotos: Divulgação Mexichem Brasil / Unikap

Os tubos de PP-R são empregados no transporte de água quente e fria em instalações hidráulicas. Segundo Bárbara Tobar, especialista de Desenvolvimento de Produtos da Mexichem Brasil (detentora das marcas Amanco, Plastubos e Bidim), a solução é flexível e pode ser aplicada em projetos de casas, edifícios residenciais e comerciais, hotéis, restaurantes e em instalações que exijam alto desempenho, tais como hospitais e centros médicos.

O nome do produto tem relação com o material a partir do qual é fabricado, o Polipropileno Copolímero Random (tipo 3). Trata-se de uma resina termoplástica derivada de processos químicos, que tem como principal componente o petróleo. O material suporta altas temperaturas e pressões, além ser atóxico e resistente à corrosão, características propícias à fabricação de tubos para a condução de fluídos dos mais diversos tipos.

Especificação: de olho na pressão

“A classe de pressão exigida pelo projeto deve ser condizente com a pressão do produto”, orienta o engenheiro Dimas Mariano, da área de Desenvolvimento de Produtos e Qualidade da Unikap. Para os tubos de PP-R, as classes são divididas em séries, que indicam a resistência máxima admitida (veja quadro abaixo).

SÉRIE PRESSÃO NOMINAL (PN) INDICAÇÃO DE USO
2,5 25 kfg/cm² instalações hidráulicas de água quente com alta exigência
de performance
3,2 20 kfg/cm² instalações hidráulicas de água quente e fria
5,0 12 kfg/cm² instalações hidráulicas de água fria

O modo de comercialização mais comum do produto é em tubos de 3 metros de comprimento de diâmetros-padrão de 20, 25, 32, 40, 50, 63, 75, 90 e 110 mm. Os fabricantes oferecem também variedade de conexões de PP-R e acessórios, facilitando a adequação do sistema às necessidades e características de cada projeto.

Instalação cuidadosa = bons resultados
A junção de tubos e conexões de PP-R é feita com soldagem por termofusão. Nesse processo, os itens são unidos molecularmente a uma temperatura de 260° C, com o auxílio de uma ferramenta chamada termofusor. Para a correta instalação, deve ser contratada mão de obra capacitada.

O engenheiro Dimas Mariano, da Unikap, alerta que os tubos de PP-R não podem ser expostos diretamente a raios ultravioleta. Uso de isolantes como fitas aluminizadas e tintas especiais ajudam a driblar a limitação. “Nos casos em que os tubos percorrerão trechos aéreos ou havendo a necessidade de serem afixados, deve-se garantir os espaçamentos entre os apoios, conforme tabela do fabricante, para melhor desempenho do sistema”, recomenda.

Vantagens múltiplas

Além dos benefícios relacionados às características físico-químicas do PP-R, como atoxidade e resistência a altas pressões e temperaturas a ataques de substâncias químicas, como ferro, cloro e flúor contidos na água, o produto tem pontos a favor no quesito segurança contra vazamentos. Corretamente executado, o processo de termofusão garante total estanqueidade ao sistema, segundo afirmam os principais fabricantes.

A ausência de necessidade de manutenção, derivada justamente da estanqueidade do sistema, também agrada. Uma vez instalados, os tubos de PP-R não requerem nenhuma manutenção específica, informa Bárbara Tobar, da Mexichem Brasil. Porém, é preciso estar atento à correta instalação do produto e a possíveis patologias que possam indicar a necessidade de reparos ou troca de algum componente do sistema.

A profissional aponta outra vantagem: “A baixa condutividade térmica do PP-R conserva a temperatura da água transportada por mais tempo, evitando a transmissão de calor para a parte externa do tubo, o que reduz a necessidade de isolamento térmico”.

Normas brasileiras garantem qualidade

Os sistemas de PP-R contam com norma específica desde 2010, quando a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou a NBR 15813. O documento está divido em três partes. Na primeira, são abordados os requisitos para tubos; na segunda, os requisitos para conexões; e na terceira, os itens montagem, instalação, armazenamento e manuseio. Há, ainda, normas internacionais sobre os sistemas, como a DIN 8077 e DIN 8078, que embasaram a criação da NBR 15813.

Custo-benefício

O engenheiro Dimas Mariano, da Unikap, argumenta que a comparação dos custos do PP-R com o de outros sistemas deve levar em conta itens como a mão de obra, forma e tempo de instalação, e vida útil do produto. Nesse caso, afirma, o custo-benefício se mostra favorável. “Um bom exemplo são os casos de grandes construtoras que utilizam kits pré-montados de PP-R, por exemplo, kits de chuveiros, kit lavabo, kit cozinha, já prontos para instalação. Essa facilidade diminuiu muito o tempo de instalação e também os custos com mão de obra. Assim, ao se comparar o custo final com outros sistemas, o PP-R tem se destacado muito, aumentando também a produtividade”.