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ABEEólica anuncia que geração de energia eólica deve bater recorde este ano

Texto: Naíza Ximenes

A associação registrou 890 parques eólicos no Brasil até fevereiro de 2023

foto de um parque eólico
Hoje, a potência gerada através dos ventos já responde por 20% da geração de energia necessária para o país (Foto: ThiagoSantos/Shutterstock)

04/04/2023 | 16:03 –  Com 890 parque eólicos instalados em 12 estados brasileiros até fevereiro de 2023, a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) afirma: a capacidade de geração de energia eólica deve bater recorde este ano.

A avaliação foi divulgada pela presidenta da instituição, Elbia Gannoum, na última segunda-feira (3). Ela explica que umas das justificativas para o resultado da análise é o desempenho do ano de 2022, quando o setor bateu recorde de 4 gigawatts (GW) instalados — que, somando à capacidade de geração preexistente, totalizam  25,04 GW em operação comercial

Hoje, a energia proveniente dos parques eólicos beneficia 108,7 milhões de habitantes.

Com base nesses números, a expectativa da executiva é melhorar ainda mais o resultado ao longo de 2023. “Até o final do ano, estaremos com 29 GW de capacidade instalada. Essa é a nossa previsão em termos de potência, e isso é superior a R$ 28 bilhões, porque cada gigawatt de eólica instalada é da ordem de R$ 7 bilhões”, afirma Gannoum. Até o ano de 2028, a ABEEólica projeta capacidade instalada de 44,78 GW de energia eólica.

Segundo a apuração mais recente do segmento, o Brasil ocupa a sexta posição no ranking mundial em capacidade instalada de energia eólica. O intuito é se aproximar dos dois primeiros colocados nos próximos anos — a China e os Estados Unidos.

Hoje, a potência gerada através dos ventos já responde por 20% da geração de energia necessária para o país. Do total de parques, 85% estão na Região Nordeste. A região também é a maior beneficiada no quesito desenvolvimento econômico-social gerado pela energia eólica, considerando que o Produto Interno Bruto (PIB) das cidades onde os parque chegaram cresceu 21%. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é outro que também registrou elevação, de 20%, após a instalação desse tipo de energia.

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Outros benefícios

Gannoum também salientou um detalhe importante acerca do investimento: o dinheiro. Até o momento, cada real investido em energia eólica representa um retorno de R$ 2,9 para a economia brasileira. E, somente entre os anos 2011 e 2020, os aportes no setor eólico totalizam US$ 35,8 bilhões.

A iniciativa representou ganhos de R$ 321 bilhões para as finanças brasileiras. Desse total, R$ 110,5 bilhões foram direcionados à construção direta de mais parques eólicos, que, posteriormente, transformam-se em uma renda ainda maior. Segundo a ABEEólica, cada megawatt instalado representa a criação de 10,7 empregos. No intervalo citado, o saldo foi de 190 mil novos postos de trabalho no segmento.

BNDES

Um dos maiores parceiros para o setor, desde 2005, é o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). O banco financiou 130 dos 890 parques instalados do país, totalizando 18.654 MW e R$ 52,170 bilhões, segundo a ABEEólica. As empresas privadas, por sua vez, investiram um capital de R$ 94,4 bilhões.

Para os próximos anos, a instituição financeira já anunciou que financiará 69% da construção do Complexo Eólico Umari, no Rio Grande do Norte. O investimento, de R$ 907 milhões, será direcionado a quatro parques eólicos: Ventos de Santa Luzia 11, 12 e 13 e Ventos de Santo Antônio 1. O total previsto para a construção é de R$ 1,3125 bilhão.

Segundo os cálculos, a energia gerada pelo complexo atenderá cerca de 500 mil residências e evitará a emissão de 522 mil toneladas de gás carbônico (CO²) por ano. Estima-se que os parques eólicos entrem em operação em agosto de 2024.

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