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Ações de menor liquidez têm valorização superior a 100%

Texto: Redação AECweb

Dentre os setores mais beneficiados está o de construção civil, com o programa “Minha Casa, Minha Vida”

05 de agosto de 2009 - Depois de registrarem quedas expressivas por conta da crise, as ações de menor liquidez, chamadas small caps, apresentaram performance bastante positiva no acumulado de janeiro a julho.

Das 88 ações que compõem o Índice Small Cap, da BM&FBovespa, 32 registraram rentabilidade superior a 100% no período. Em alguns casos, a valorização superou 200%.

Apesar dessa alta, o futuro ainda é promissor. Analistas acreditam que estes papéis devem continuar a apresentar desempenho superior quando comparado com o de outros grupos de ações.

"Em um cenário de crise como a que vivemos, a perda de liquidez é grande. Então, se analisarmos o cenário registrado no final do ano passado e no primeiro semestre deste ano, a valorização tem de ser semelhante à queda. Este movimento não foi visto só no Brasil. Alguns países emergentes também apresentaram desempenho parecido", afirmou Mauro Giorgi, gestor da Hera Investimentos.

A saída de capital estrangeiro também foi um dos responsáveis pela forte desvalorização destes papéis. "Na ocasião do estouro da crise, os estrangeiros estavam bem posicionados em small caps - tanto por conta dos IPOs como pela aquisição após esse período. Por conta da crise, houve chamada de capital e os estrangeiros tiveram que zerar suas posições a qualquer preço", disse Fábio Lemos, trader de renda variável da Gradual Investimentos.

Como o cenário mais agudo durou poucos meses, as small caps voltaram a apresentar movimento ascendente. Além da reação técnica, os papéis também reagiram às medidas anticiclícas anunciadas pelo governo federal nos últimos meses. Dentre os setores mais beneficiados estão o de construção civil, com o programa "Minha Casa, Minha Vida", e o de bancos médios, com a criação do Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE).

Num período de 52 semanas, as ações da construtora Tenda chegaram a ser negociadas a R$ 10,50 (na máxima) e R$ 0,74 (na mínima). Nos primeiro sete meses deste ano, os papéis da companhia lideraram os ganhos dentre as small caps, com rentabilidade de 293,1%.

"No final do ano passado, o setor de construção civil vivia um momento crítico, com as companhias revisando para baixo seu guidance de vendas. Depois do anúncio do pacote do governo e da redução da taxa de juros, viu-se uma retomada das vendas e as ações reagiram a este movimento", explicou Luciana Leocadio, chefe da área da análise da Ativa Corretora.

As ações do BicBanco também chegaram a valer menos de R$ 2,00. O grande responsável pelo restabelecimento da confiança no setor foi a criação, em abril deste ano, do DPGE, que supriu o aperto de liquidez vivido pelos bancos médios.

Os instrumentos são garantidos até o limite de R$ 20 milhões - muito acima dos R$ 60 mil tradicionalmente cobertos. Para terem os depósitos cobertos pelo seguro especial, os bancos recolhem o equivalente a 1% da captação ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Queda
Apesar do bom momento vivido pelas small caps, duas ações listadas no índice apresentam desvalorização no período: Companhia Docas de Imbituba (-6%) e Lupatech (-8,55%). "As ações da Lupatech estavam muito precificadas e a queda explica a retomada do preço", ressaltou Lemos.

Futuro
Até o final do ano, analistas acreditam que as small caps devem apresentar performance superior às demais ações listadas na bolsa brasileira. "As small caps são ótimas opções de investimento. De hoje até dezembro acredito que estes papéis têm espaço para crescer mais que outras ações", disse Guilherme Mazzilli, gestor de renda variável do Daycoval Asset Management.

"Até o final deste ano, acredito que as small caps devem desempenhar melhor que papéis ligados às commodities, por exemplo. Em 2010, se mantido o cenário de retomada do crescimento mundial, será a vez das commodities", completa Lemos, da Gradual.

Mas, alguns analistas são cautelosos ao fazer projeções. "Agora é a hora de analisar caso a caso: se as perspectivas de crescimento e resultados da empresa estão precificadas e se o setor em que a empresa está inserida tende a crescer", ressaltou Luciana.

"Chegamos a um ponto de decisão. Os investidores que não estão posicionados devem analisar os fundamentos e resultados das companhias para tomar uma decisão", completou o gestor da Hera Investimentos.

Ajudadas pelos pacotes do governo, ações de menor liquidez, como as de bancos médios e as de construtoras, já registram valorização superior a 100% este ano. Das 88 ações que compõem o Índice Small Cap, da BM&FBovespa, 32 registraram rentabilidade superior a 100% no período. Em alguns casos, a valorização superou 200%.

Apesar dessa alta, o futuro ainda é promissor. Analistas acreditam que estes papéis devem continuar a apresentar desempenho superior quando comparados com outros grupos de ações, visto que ainda tendem a recuperar os patamares pré-crise.

Dentre os setores mais beneficiados, estão o de construção civil, com o programa "Minha Casa, Minha Vida", e o de bancos médios, com a criação do Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE). As ações da construtora Tenda, por exemplo, chegaram a ser negociadas a R$ 10,50 (na máxima) e R$ 0,74 (na mínima). Já as ações do Bicbanco tiveram valorização de 250%.

Fonte: DCI - SP

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