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Apesar do declínio na receita, indústria de máquinas mantém contratações

Texto: Naíza Ximenes

O resultado de janeiro representa a oitava queda consecutiva na receita líquida de vendas, segundo a Abimaq

foto de uma máquina industrial em foco, com o fundo borrado
A instituição explica que o declínio está relacionado ao recuo na capacidade instalada do setor (Foto: Gorodenkoff/Shutterstock)

01/03/2023 | 14:15 –  A indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou a oitava queda consecutiva na receita líquida de vendas em janeiro, de 6,4%, na comparação anual. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o segmento acumulou R$ 20,25 bilhões no primeiro mês do ano.

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A instituição explica que o declínio está relacionado ao recuo na capacidade instalada do setor. Isso porque, em dezembro, as indústrias operaram com 75,5% da capacidade — número 2% menor que o de janeiro de 2022.

"A piora observada nas atividades da indústria de forma geral e no setor agrícola levou à contração nos investimentos em máquinas e equipamentos nos últimos meses. Esse movimento continuou no início deste ano”, afirma a entidade. “Com isso, o ano de 2023 inicia-se com o pior desempenho dos últimos três anos, reforçando a percepção de desaceleração do setor”, diz.

Apesar da performance, o setor manteve as contratações em janeiro, já que o contingente de funcionários cresceu 0,7% em relação a dezembro de 2022 — número que representa mais de 390 mil pessoas empregadas na indústria de máquinas e equipamentos. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023, foram cerca de 5 mil novas vagas abertas.

Ao comentar sobre as previsões para este ano, a Abimaq afirmou que acredita que o desempenho do setor este ano irá depender da economia nacional, da quantidade de crédito disponível e do custo aos produtores.

Exportações e importações

Por outro lado, o primeiro mês do ano também foi marcado pela alta das exportações de todos os tipos de máquinas no comparativo interanual, com mais de US$ 1 bilhão em vendas. O destaque é para maquinário de logística e construção civil, que teve crescimento de 59,9% no período. Este setor correspondeu a 32,6% do total das exportações no período.

Já as importações apresentaram queda de 4,1% em relação ao mês anterior. No entanto, houve alta de 15,5% na comparação com janeiro. “O patamar das importações voltou ao nível observado em período anterior à crise financeira iniciada em 2015, cerca de US$ 2 bilhões”, diz a Abimaq em nota.

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