Arquitetos famosos assinam projetos de cobertura

Texto: Redação AECweb


Tetos retráteis das quadras de tênis são projetados por arquitetos, como os franceses Dominique Perrault e Marc Mimram, e pelo escritório Populous  



14 de maio de 2009 - Não é por acaso que os tetos retráteis das quadras de tênis são orçados em milhões de dólares, euros ou libras. Em Madri, Paris e Londres, essas obras foram projetadas pela elite da arquitetura mundial.

O francês Dominique Perrault é quem assina o projeto da Caixa Mágica, como ficou conhecido o complexo espanhol por causa de seu formato. Da sua prancheta já saíram obras famosas, como pontes na China e um estádio em Marrocos.

A Caixa Mágica, que foi construída com dinheiro para servir como trunfo de Madri na sua candidatura para receber a Olimpíada de 2016, tem no seu sistema de teto retrátil seu ponto alto. Ao contrário de outras estruturas desse tipo, que geralmente deslizam" para o lado quando abertas, as projetadas por Perrault poder ser içadas como se fossem um lado de uma tampa de uma caixa.

O novo teto de Wimbledon leva a assinatura do escritório de arquitetura Populous, que tem arenas esportivas como um de seus pontos fortes.

De lá saíram, por exemplo, o projeto do Emirates Stadium, o estádio do Arsenal, e do ginásio do Denver Nuggets, o time do pivô brasileiro Nenê na NBA.

Na cobertura da arena de tênis de Londres, o Populous destaca o teto transparente, que permite iluminação natural para a grama da quadra central, e um sistema que regula a umidade no recinto.

Os detalhes do projeto da remodelação de Roland Garros, que também receberá investimento público e que só deve ficar pronto para a edição de 2011 do torneio, serão revelados apenas na próxima semana.

A proposta vencedora foi a do francês Marc Mimram, que superou três concorrentes. Ele tem no seu currículo obras famosas, como a Biblioteca Nacional de Paris.


 


Teto em Wimbledon fecha em dez minutos
Como a velocidade de um saque, varia muito o tempo em que um teto retrátil numa quadra de tênis pode ser aberto ou fechado. Em Melbourne, sede do Aberto da Austrália, onde essa estrutura já tem alguns anos, são necessários 30 minutos.

Em Madri, na Caixa Mágica, o tempo é de 20 minutos. Na nova quadra de Wimbledon, são apenas dez minutos, mas há necessidade de outros 30 para o clima ficar ideal.

Fonte: Folhapress