Ativos imobiliários chegam à bolsa

Texto: Redação AECweb

Objetivo da BM&FBovespa é atrair fundos de investimentos e o investidor de varejo

13 de agosto de 2009 - A BM&FBovespa pretende lançar nos próximos meses um novo mercado de balcão para negociação com ativos imobiliários, segmento para o qual pretende atrair fundos de investimentos e o investidor de varejo.

Ao mesmo tempo, vem desenvolvendo projetos internacionais para aumentar a venda de produtos e costura acordos com bolsas de valores na América Latina. A companhia está prestes a anunciar um acordo operacional com a bolsa colombiana. Parcerias similares com nos mercados chileno e peruano são esperadas para breve.

"A ideia é vender know-how de negociação e gerenciamento de risco, além de trazer companhias latinas para listagem no mercado brasileiro", disse quarta-feira a jornalistas o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

Na noite de terça-feira, a BM&FBovespa divulgara lucro líquido de R$ 188,1 milhões de abril a junho, alta de 13,9% contra resultado proforma um ano antes.

Os ganhos de sinergia com a fusão entre BM&F e Bovespa e a recuperação de volumes de negócios sustentaram o lucro da empresa, apesar de mudança contábil que impactou o desempenho, conforme Edemir.

A receita líquida caiu 14,7% na comparação com igual período do ano passado, para R$ 378,2 milhões, com o declínio no volume de negócios, mas cresceu 19,5% sobre o primeiro trimestre deste ano.


"As boas notícias são a recuperação dos mercados, com a volta dos volumes, a valorização de mercado das ações e o retorno das ofertas públicas de ações", disse Edemir.

O resultado final foi beneficiado pela queda de 25,3% nas despesas operacionais ajustadas, para R$ 104,9 milhões, com as sinergias do processo de união das bolsas.

Esses itens compensaram os efeitos da mudança de um critério contábil que levou a companhia a reconhecer o diferimento de R$ 159,3 milhões, oriundo do benefício fiscal gerado pela amortização do ágio, mas que não teve impacto no caixa.

"Para evitar que o acionista fosse prejudicado com esse efeito, o Conselho decidiu elevar o volume de dividendos que serão pagos ao acionista", disse Edemir Pinto.

Assim, explicou o presidente da Bovespa, a empresa vai distribuir 93% do lucro líquido do segundo trimestre. O lucro ajustado foi de R$ 325,4 milhões, 32,1% maior se comparado com o proforma de igual intervalo do ano anterior nessa mesma base.

Fonte: Jornal do Brasil