Banco CNH Industrial assume carteira da Iveco

Texto: Redação PE

O banco CNH Industrial (CNHi), que financia a compra de máquinas e equipamentos das marcas New Holland e Case, assumiu também a concessão de crédito para operações da marca de caminhões Iveco. A nova carteira representará um acréscimo de cerca de 35% no portfólio total do banco, que fechou 2013 com crescimento de 48%, alcançando R$ 5,7 bilhões.

Desde janeiro, os clientes do varejo já têm acesso à linha do CNHi e, a partir de maio, novas linhas serão abertas para financiar o estoque das concessionárias.

Criado para financiar operações de marcas do grupo CNHi, a incorporação das operações da Iveco ocorre depois de complexa reestruturação na companhia ocorrida após a fusão com o braço de veículos comerciais da Fiat, em 2012. Desde então, as marcas de máquinas e veículos voltadas para a indústria vêm sendo concentradas no grupo CNHi, incluindo a Iveco.

Apoiado pelo bom desempenho do setor agrícola em 2013, o banco CNHi registrou crescimento de 24,6% no lucro após impostos (PAT, na sigla em inglês) no ano passado, fechando em R$ 204,1 milhões. O patrimônio líquido registrou crescimento de 10% em 2013, chegando a R$ 1,08 bilhão. Do outro lado, a inadimplência caiu de 5% em 2012 para 3% no ano passado.

Além do bom momento do mercado, o presidente do banco, Brett Davis, atribui o bom desempenho a melhorias em procedimentos internos e ao aumento do crédito disponível. Mais de 85% dos recursos repassados pelo banco são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do qual a instituição é a quarta maior repassadora no mercado agrícola.

Com expectativas menos otimistas para o setor agrícola e a diminuição do ritmo na construção civil, a previsão de crescimento em 2014 é em ritmo menor do que o registrado no ano passado. Com a incorporação da Iveco, porém, é esperado aumento de até 50% no portfólio total. "Agricultura no longo prazo é um negócio fantástico no Brasil para concessionárias, fábricas, banco e para o BNDES. Aqui ainda tem muito espaço para crescimento no setor", disse Davis.

Para 2014, o foco é investir em tecnologia e novos sistemas. "Somos um banco que não tem agências, o relacionamento com o consumidor é direto na concessionária. Então, ter um sistema ágil é muito importante", diz o diretor comercial Alexandre Blasi.

Fonte: Valor Online