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BMW terá um novo modelo a cada três meses em fábrica de Araquari

Texto: Redação PE

Primeiro, um sedã da Série 3. Depois disso, o utilitário esportivo X1 e o hatch da Série 1. Na sequência, chegam outro utilitário esportivo, o X3, e, por último, provavelmente no último trimestre de 2015, o Mini Cooper, na versão Countryman - uma espécie de utilitário esportivo da família dos minis ingleses que integram o portfólio do grupo.

Com um intervalo de três meses entre um carro e outro, essa é a ordem planejada pela BMW para o início da produção de cada um dos modelos que serão montados na fábrica em construção na cidade de Araquari, no norte de Santa Catarina. Conforme o cronograma do grupo alemão, a linha começa a operar em outubro, com capacidade de produzir 32 mil automóveis por ano.

Mas o presidente da filial brasileira, Arturo Piñeiro, diz que, se necessário - e também se o Brasil passar a ser uma plataforma de exportação competitiva -, há condições de expandir esse potencial de produção para um volume próximo a 100 mil carros.

Em encontro reservado com jornalistas, o executivo voltou a dizer que os preços da marca não serão reduzidos com o início da produção local. Avaliou, todavia, que isso não vai comprometer a liderança da montadora no mercado premium, cujas vendas no Brasil, em suas contas, devem saltar de 50 mil para 120 mil carros nos próximos cinco anos.

Depois de concluir a etapa de terraplenagem há dois meses, as obras em Araquari entraram na fase de fundações, com alguns dos setores em estágio mais avançado de construção. O prédio da linha de montagem está entre os que ficarão prontos primeiro, já recebendo neste mês parte de seus equipamentos.

A fábrica da BMW vai ocupar um espaço de 500 mil metros quadrados, mas a terraplenagemjá preparou o terreno para uma futura expansão, que lhe permitiria avançar para 800 mil metros quadrados. Uma das possibilidades avaliadas para esse espaço adicional é erguer nele uma linha de estamparia. A meta da empresa é alcançar 60% de nacionalização nos carros produzidos no Brasil.

No momento, a BMW ainda define quais serão seus fornecedores no país. Há interesse em ter um fabricante de assentos automotivos perto da linha de montagem. Já os motores serão importados da Alemanha.

Piñeiro reconheceu que muitas multinacionais de autopeças podem não se sentir estimuladas a investir em novas fábricas apenas para abastecer uma linha de baixa escala de produção - se comparada às marcas mais populares. Porém, ele avalia que a chegada conjunta de outras montadoras de luxo no país - colocando uma capacidade de produção de automóveis premium superior a 100 mil unidades por ano - vai incentivar investimentos no desenvolvimento de tecnologias para equipar esses veículos. Além da BMW, as concorrentes Mercedes-Benz, Audi e Jaguar Land Rover já anunciaram investimentos na produção de carros no Brasil.

Fonte: Valor

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