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BNDES define consórcio que revitalizará 75 prédios públicos do centro do RJ

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

O orçamento total inicial é de R$ 2.094 milhões, com prazo de conclusão para o início do primeiro semestre de 2023

foto do teatro municipal no rio de janeiro
A lista completa de edifícios inclusos na revitalização não foi divulgada (Foto: Leonid Andronov/Shutterstock)

08/11/2022 | 13:59 – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) divulgou que o consórcio destinado à revitalização de prédios no centro do Rio de Janeiro foi definido. A proposta consiste em um masterplan — que é como os arquitetos chamam o planejamento do futuro de uma cidade ou bairro em todos os aspectos —, que inclui 75 prédios públicos e possui conclusão prevista para o início do primeiro semestre de 2023.

Com orçamento inicial estabelecido em R$ 2.094 milhões, o projeto, que será realizado em parceria com a prefeitura da cidade, irá abranger o Centro Histórico, o Porto Maravilha, a região da Leopoldina e arredores.

Inicialmente, a equipe do BNDES fará uma série de estudos para, em colaboração com os responsáveis pelos imóveis analisados, elaborar um projeto adequado à região. A pesquisa contará com um levantamento do arcabouço legal e jurídico, envolvendo a situação dos imóveis; os passos necessários para viabilizar possíveis intervenções; a identificação da vocação de cada bem, levando-se em consideração o ordenamento da cidade e as necessidades do mercado; os aspectos urbanístico, ambiental, do patrimônio histórico, artístico e cultural, que possam implicar em restrições ao uso; e, por fim, a análise e identificação de pontos de aprimoramento na legislação relacionada ao projeto que estejam em discussão na Câmara de Vereadores.

“A nossa preocupação é fazer algo que não vire apenas um pedaço de papel, mas sirva de ponto de partida para que entes públicos e investidores tenham mais segurança para, a partir desse planejamento, usar esses ativos imobiliários como motor de desenvolvimento e revitalização do Centro de forma integrada com outros projetos que já estão em curso”, explica Fabio Abrahão, diretor de Concessões e Privatizações do BNDES.

Até o momento, a lista completa de edifícios inclusos na revitalização não foi divulgada. As informações divulgadas indicam que, entre dezenas de propriedades do município, Estado e União, os prédios revitalizados serão:

• O novo prédio do Banco Central, na região do Porto Maravilha, cuja obra encontra-se parada;
• Construções de valor histórico, como o Palácio Itamaraty e a Estação Barão de Mauá, na Leopoldina;
• Alguns terrenos vazios, a exemplo de um estacionamento na Avenida Senhor dos Passos e da área entre o BNDES e a Rua da Carioca — que, há tempos, chegou a ser cogitada para abrigar um anexo do próprio BNDES; e
• As chamadas “áreas de interesse”, como o entorno da Central do Brasil e a Lapa.

O chefe do departamento de ativos imobiliários do BNDES, Osmar Lima, apontou alguns pormenores dos propósitos da iniciativa. “A ideia é que o masterplan aponte se uma determinada área pode ser mais bem aproveitada, com a criação de um parque ou uma praça, por exemplo, enquanto outra pode funcionar melhor com empreendimentos de hotelaria ou novas residências. É algo com potencial para transformar o entorno desses pontos e, por extensão, do bairro como um todo”, ele diz.

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