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Brookfield dobra vendas e lucra 72% mais no ano

Texto: Redação AECweb

Empresa já começa a comprar novos terrenos e planeja expandir para o interior de São Paulo e Curitiba

19 de março de 2010 - A Brookfield, empresa que resultou da união da Brascan, Company e MB Engenharia e importou o nome da controladora da Brascan no Canadá, praticamente dobrou as vendas contratadas e atingiu R$ 2,3 bilhões em 2009, o que a coloca entre as cinco maiores do setor, ao lado de Cyrela, Gafisa, MRV e PDG Realty.

Capitalizada depois de uma oferta de R$ 570 milhões, a empresa já começa a comprar novos terrenos e planeja expandir para o interior de São Paulo e Curitiba - possivelmente por meio de aquisições.

Do total captado em bolsa pela Brookfield em outubro passado, 40% vão para capital de giro, 30% para compra de projetos e 30% para aquisições de projetos e empresas. "Ainda é cedo para uma aquisição de grande porte. Vamos olhar oportunidades de menor porte no sul e no interior paulista", diz Nicholas Reade, presidente da empresa, hoje presente nos mercados de São Paulo, Rio e Centro-Oeste. "O ano passado foi de integração das três operações", completa.

A companhia registrou um lucro líquido de R$ 201,9 milhões no ano de 2009, um crescimento de 72,5% em relação a 2008. A margem líquida da companhia foi de 11,1%, acima dos 10,9% de 2008 - mas ainda abaixo do grupo das grandes, com exceção da Gafisa.

Entre as cinco maiores, é a única sem uma operação específica para baixa renda ou um discurso muito voltado para esse mercado. Também se diferencia por atuar no mercado de escritórios corporativos. O objetivo da companhia, segundo Reade, é focar dentro do limite do SFH (Sistema Financeiro de Habitação, que permite o uso do fundo de garantia para compra do imóvel) de R$ 130 mil a R$ 500 mil. Em 2009, 50,3% dos lançamentos ficaram nesse intervalo, 20,7% no "Minha Casa, Minha Vida", 12% acima de R$ 500 mil e 12% no segmento de escritórios. A dívida fechou em R$ 1,1 bilhão, para um caixa de R$ 486 milhões. A dívida líquida equivalia a 27% do patrimônio líquido.

Fonte: Valor Econômico – SP

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