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Caixa empresta mais e ganho cresce 72,5%

Texto: Redação AECweb

No acumulado dos nove primeiros meses de 2010, o lucro chegou a R$ 3,6 bilhões

17 de novembro de 2011 - A expansão de quase 40% do crédito impulsionou o resultado da Caixa Econômica Federal no terceiro trimestre do ano, quando registrou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, crescimento de 72,5% em relação ao mesmo período de 2010, quando atingiu R$ 749 milhões. No acumulado dos nove primeiros meses de 2010, o lucro chegou a R$ 3,6 bilhões, expansão de 47,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

De acordo com o presidente da Caixa, Jorge Hereda, a expansão do crédito foi fator preponderante para o resultado positivo. "Foi o crescimento do crédito com qualidade que permitiu à Caixa alcançar esses resultados", afirmou, em nota divulgada pela instituição. Em setembro, a Caixa administrava cerca de R$ 1 trilhão em ativos, sendo R$ 507 bilhões de ativos próprios, superando a marca histórica de R$ 500 bilhões.

Além dos recursos próprios, a instituição é responsável pela administração de mais R$ 490,5 bilhões, destacando-se R$ 280,9 bilhões referentes ao FGTS e R$ 149,6 bilhões em fundos de investimento. O patrimônio líquido consolidado atingiu R$ 18 bilhões ao final de setembro, aumento de 10,3% em 12 meses, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido médio alcançou 31,7%, no trimestre.

De acordo com a instituição, no período entre janeiro e setembro, foi injetado na economia do país recursos da ordem de R$ 279 bilhões, por meio de empréstimos, financiamentos, repasses e pagamentos de benefícios sociais. Segundo Hereda, ainda em nota, "os números refletem a crescente importância da instituição para o desenvolvimento sócio-econômico do país e seu foco, como banco público, na busca pela melhoria das condições de vida da sociedade".

Crédito


A carteira total de crédito encerrou o mês de setembro com saldo de R$ 227 bilhões, evolução de 39,5% em 12 meses, superior ao mercado, que evoluiu 19,6% no mesmo período. Foram destaques o crédito habitacional e o crédito Pessoa Jurídica, com evolução de 44,2% e 39,3%, respectivamente, em 12 meses.

No trimestre, o crédito comercial avançou 32,8% em 12 meses, totalizando R$ 71,5 bilhões. O segmento de pessoas físicas somou R$ 33,2 bilhões, evolução de 26%, enquanto o de pessoas jurídicas encerrou o trimestre com saldo de R$ 38,3 bilhões, crescimento de 39,3% se comparado a setembro de 2010.

A inadimplência total do crédito (com atrasos superiores a 90 dias) manteve-se estável, em 2%. O índice das operações comerciais foi de 3% ao final de setembro, redução de 0,2 ponto percentual, enquanto o crédito imobiliário manteve o indicador em 1,7%.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa continuou estável em 6,3% da carteira em setembro de 2011, mesmo valor verificado em 2010. "Os baixos índices de inadimplência refletem o crescimento com qualidade da carteira, uma das prioridades da Instituição", afirma o vice-presidente de Controladoria e Riscos da Caixa, Raphael Rezende Neto.

Operações habitacionais


As operações habitacionais registraram saldo de R$ 141,2 bilhões, expansão de 44,2% em 12 meses, sendo que os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança (SBPE) alcançaram R$ 73,4 bilhões e nas linhas que utilizam recursos do FGTS, a Instituição somou R$ 67,6 bilhões, crescimentos de 43,9% e 45%, respectivamente.

De julho a setembro a Caixa aplicou R$ 22,5 bilhões em habitação, evolução de 3,9% em relação ao mesmo período de 2010. Foram R$ 19,1 bilhões em financiamentos, R$ 2,0 bilhões com subsídios do FGTS e R$ 1,5 milhão em arrendamentos, repasse e consórcios.

As operações com recursos das cadernetas de poupança - SBPE totalizaram R$ 10,4 bilhões e, nas linhas que utilizam recursos do FGTS, a instituição alcançou R$ 8,6 bilhões, apontando crescimentos de 12,1% e 14,0%, respectivamente.

No ano, foram realizados cerca de 776 mil contratos habitacionais no total de R$ 58 bilhões, dos quais R$ 28,5 bilhões (403 mil contratos) foram aplicados na região sudeste, R$ 11,9 bilhões (179,4 mil) na região sul, R$ 8,8 bilhões (103,2 mil) no nordeste, R$ 6,6 bilhões (73,7 mil) foram destinados para o centro-oeste e R$ 2,3 bilhões (16,4 mil) para a região norte.

Contas


A carteira de clientes também aumentou, em 8,5%, para 56,4 milhões, o que influenciou as receitas de prestação de serviços, que totalizaram R$ 3,2 bilhões no trimestre, alta de 18% em relação ao mesmo período do ano passado.

Outro destaque do trimestre foi a marca de 1 milhão de contas abertas para o segmento de micro e pequena empresas, além de 1,2 milhão de contas correntes para pessoas jurídicas, crescimento de 12% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado. As contas correntes para pessoas físicas totalizaram 17,1 milhões, das quais 8,4 milhões correspondiam a contas ativas na modalidade Conta Caixa Fácil. Em decorrência do crescimento na quantidade de contas, aumentou a captação de recursos. Ao final do trimestre, os depósitos somavam R$ 256,7 bilhões, crescimento de 26,2%.

A poupança obteve captações líquidas de R$ 5,5 bilhões no trimestre, e encerrou o mês de setembro com saldo de R$ 144,4 bilhões, crescimento de 17,1% em relação a setembro de 2010, o que corresponde a mais de 35% de participação de todos os depósitos desse tipo no país. Os depósitos a prazo cresceram 36,1% em relação a setembro de 2010, alcançando R$ 69,2 bilhões. Os demais depósitos possuíam um montante de R$ 22,1 bilhões.

Fonte: Monitor Mercantil

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