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Caixa esclarece dúvidas de empresários imobiliários

Texto: Redação AECweb

Durante o encontro, Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, ressaltou a necessidade de o banco adotar o pré-contrato de vendas do Crédito Associativo

17 de abril de 2012 - “Agora, os debates com a Caixa são mais necessários do que quando não havia volume suficiente de crédito. O desafio é manter o padrão e o patamar alcançados.” Dessa forma Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, recebeu os dirigentes da Caixa na sede do Sindicato no dia 9/4, durante reunião para esclarecer dúvidas sobre a aplicação do Valor Potencial de Contratação (VPC).

Paulo Galli, superintendente Regional Paulista da Caixa, corroborou com Prando ao lembrar que projetos interessantes nasceram no Secovi-SP. “Vamos retomar os debates constantes, porque outras novas ideias surgirão e serão incorporadas pelo banco.”

VPC – Tema um tanto desconhecido entre os empresários, o VPC é um limite de contratação junto à Caixa e que se baseia nos parâmetros financeiros de curto e médio prazo da empresa, além de seu comportamento operacional nos projetos realizados anteriormente com o banco (behavior da construtora). De acordo com explicações de Sonia Patrícia Duarte, da área de Risco de Crédito da Caixa, o VPC sinaliza a capitalização da empresa, é reavaliado a cada quatro meses e se retroalimenta com o desempenho das próprias obras. “Em média, ele projeta duas vezes e meia o faturamento futuro da empresa”, ressaltou a técnica.

A aplicação do VPC na análise de empreendimentos de habitações de interesse social, dentro da faixa um do programa Minha Casa, Minha Vida, é objeto de preocupação por parte dos empresários do setor, pois a contratação tem caráter de empreitada global – cujo cliente é a Caixa –, e deveria apenas mensurar como risco a necessidade do capital de giro dos primeiros meses do calendário do projeto e não de todo montante a ser contratado.

Esse temor é injustificado, de acordo com Sonia, porque a imobilização de capital próprio acontece no início, para todas as faixas, e os problemas com falta de capital de giro surgem no quarto ou quinto mês. Inclusive, de acordo com ela, empreendimentos para a faixa um apresentam diferencial no prazo médio e a Caixa resguarda as características de cada projeto.

Proposta – Flavio Prando reapresentou antiga proposta do Secovi-SP de adoção do pré-contrato, pela Caixa, a fim de dar velocidade à assinatura dos clientes.

No modelo sugerido pelo vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, os termos de enquadramento e de financiamento estabelecidos no momento da venda de empreendimentos dentro do Crédito Associativo e concordados entre o interessado na compra do imóvel, a incorporadora e a Caixa seriam formalizados rapidamente por meio do pré-contrato, com cláusula de efeito suspensivo, até a constituição da demanda inicial do empreendimento, que consolida a contratação final do negócio.

Essa medida simples, na avaliação de Prando, evitaria o desenquadramento do comprador. “Da forma como é feito hoje, o número de clientes desatendidos no momento da assinatura é significativo”, lembrou Prando.

Fonte: Secovi - SP

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