Caixa lança fundo para construção

Texto: Redação AECweb

Fundo é destinado a clientes pessoas físicas e jurídicas que busquem ganhos no médio e longo prazo

23 de junho de 2009 - A Caixa Econômica Federal informou ontem que está lançando um fundo de investimentos que permitirá aos investidores aplicações de recursos somente em empresas que participem, direta ou indiretamente, do setor de construção civil.

Não serão permitidas, entretanto, aplicações de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) da conta vinculada dos trabalhadores.

De acordo com a Caixa, o fundo é destinado a clientes pessoas físicas e jurídicas que busquem ganhos no médio e longo prazo.

"Com aplicação mínima de R$ 5 mil e taxa de administração de 2% ao ano, o fundo tem o objetivo de obter maior retorno efetivo aplicando em ações de empresas que pertençam, direta ou indiretamente, ao setor da construção civil", informou o banco público.

A instituição financeira lembra que o produto chega ao mercado em um momento de aumento da oferta de crédito por conta do lançamento do programa “Minha casa, minha vida”, do governo federal.

"O retorno dos recursos estrangeiros à bolsa, que contribuiu significativamente para a valorização das ações de empresas ligadas à construção civil, reafirma também a perspectiva de um cenário positivo para o setor", avaliou o gerente nacional de Desenvolvimento de Fundos e Carteiras Administradas da Caixa, Alessandro Cruzolini.

Até maio deste ano, o índice do setor imobiliário (Imob) registrou, no ano, valorização de 91,16% contra a média de 41,67% do Ibovespa. "Além do cenário atual, em que as ações das empresas da construção civil voltam a compor as carteiras dos investidores e dos fundos de investimento, o efeito multiplicador que o setor de construção civil tem na economia é de fundamental importância para a retomada do crescimento", acrescenta Cruzolini.

Ontem, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou com uma queda de 3,66%, a 49.494 pontos. O giro financeiro totalizou R$ 4,62 bilhões, em 340.176 negócios. O dólar comercial fechou acima de R$ 2 pela primeira vez desde 28 de maio, quando chegou a R$ 2,0090. A moeda foi cotada a R$ 2,02.

Fonte: Estado de Minas – MG